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02/02/2013

Papa: "Unir fé e caridade para evitar genérico humanitarismo"

Foi publicada nesta sexta-feira a mensagem do Papa para a Quaresma 2013 sobre o tema "Crer na caridade suscita caridade". «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16).

O documento convida a refletir sobre a ligação entre fé e caridade. "Nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade", ressalta Bento XVI no documento.

O Santo Padre destaca ainda que "estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma dialética".

"Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o caráter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista", sublinha ainda Bento XVI.

Segundo o pontífice, "na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta. A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé".

"De fato, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária. É importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o serviço da Palavra", destaca ainda o Papa.

A seguir, a mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2013, na íntegra.


Mensagem de Sua Santidade Bento XVI para a Quaresma de 2013

Crer na caridade suscita caridade
«Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16)


Queridos irmãos e irmãs!

A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da acção do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.


1. A fé como resposta ao amor de Deus

Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.

«A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente «o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado» (ibid., 7).

2. A caridade como vida na fé

Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o «sim» da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).

Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma «fé que actua pelo amor» (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).

A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é «caminhar» na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30).

3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade

À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma «dialéctica». Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o activismo moralista.

A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e acção, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De facto, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o «serviço da Palavra». Não há acção mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).

Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contacto com o divino que é capaz de nos fazer «enamorar do Amor», para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.

A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: «É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas acções que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos» (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola.

4. Prioridade da fé, primazia da caridade

Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a acção do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:«Abbá! – Pai!» (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: «Jesus é Senhor!» (1 Cor 12, 3) e «Maranatha! – Vem, Senhor!» (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).

Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).

A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. O Baptismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé («saber-se amado por Deus»), mas deve chegar à verdade da caridade («saber amar a Deus e ao próximo»), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).

Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor!


Vaticano, 15 de Outubro de 2012

CatolicaNet

01/02/2013

Fé e caridade: veja reflexões do Papa na mensagem para a Quaresma


Jéssica Marçal
Da Redação


Arquivo
'Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus', destaca o Santo Padre
A sala de imprensa da Santa Sé publicou nesta sexta-feira, 1º, a mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2013. Neste ano, o Santo Padre apresenta uma reflexão sobre a relação entre fé e caridade, dividindo a mensagem em quatro pontos: a fé como resposta ao amor de Deus, a caridade como vida na fé, o entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade e prioridade da fé, primazia da caridade.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2013


Recorrendo a uma afirmação do apóstolo João, “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele” (1 Jo 4, 16), o Papa explicou que a fé constitui uma adesão pessoal à revelação do amor gratuito de Deus pelo ser humano, que se manifesta em Jesus Cristo. 

E a vida cristã, conforme destacou o Pontífice, consiste em responder ao amor de Deus. “Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade”, disse.

Especificamente sobre a relação entre fé e caridade, Bento XVI lembrou que a fé faz o homem entrar na amizade com o Senhor e que a caridade é uma forma de viver e cultivar esta amizade. Assim sendo, ele destacou que fé e caridade não podem ser separadas, pois estão intimamente unidas.

O Santo Padre destacou ainda que, às vezes, há uma tendência de relacionar a caridade à solidariedade ou à mera ajuda humanitária, mas enfatizou que é importante recordar que a maior obra de caridade é a evangelização.

“Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana”.

Por fim, Bento XVI fez uma analogia sobre a relação entre as duas virtudes, comparando-a àquela que existe entre o Batismo e a Eucaristia, sacramentos fundamentais da Igreja. Ele explicou que o Batismo precede a Eucaristia, mas é orientado para ela.

“De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé (“saber-se amado por Deus”), mas deve chegar à verdade da caridade (“saber amar a Deus e ao próximo”), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13)”.
Canção Nova

O direito de ser frágil

  Padre Fábio de Melo

Neste mês de férias, trazemos para você uma pregação do padre Fábio de Melo falando aos músicos sobre a necessidade de reconhecer seus limites e defeitos. Essa pregação nos leva a refletir sobre o que devemos fazer para reconhecer o que já temos de bom e, partindo daí, melhorar o que precisamos.

Essa palestra foi apresentada pelo sacerdote no Acampamento para Músicos, na Canção Nova, no ano de 2007.



Não é possível falar de crescimento humano se, antes, não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O bom treinador é aquele que vai saber salientar a qualidade do atleta; sobretudo, saber encaminhá-lo para a superação dos limites. O primeiro passo é reconhecer em que precisamos melhorar.

Esse é um grande desafio para todos nós, porque, lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Sabe por quê? Porque, muitas vezes, os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Quando nós as mostramos, há uma série de repreensões diante de nós.

Você já reparou que nós não deixamos a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele? Fazemos uma série de "cara feia" para ver se calamos a criança, para tentar espantar a fragilidade dela.

.: Confira as outras pregações desse Acampamento para Músicos

Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa em lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja nosso filho. Nós gostamos de ver todo mundo feliz. Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faz esquecer o limite.

Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouco maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo que ainda temos que melhorar. Estamos em processo de feitura. Não estou pronto, eu não sou perfeito, mas estou por ser feito aos poucos. No processo de ser feito aos poucos, eu vou descobrindo onde é que dói este espinho; e ele muda de lugar. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, maior é a facilidade de conhecer limites.

Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos de tirar aquilo que não nos pertence. Há algumas inflamações do espírito, da personalidade, e há pessoas que são tão aborrecidas que nós não podemos nem encostar. São aquelas inflamações que se alastram.

Conversão é isso. É você educar o seu filho para ele poder lhe contar onde estão os espinhos. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos de trabalhar para ser melhor.


OUÇA esta homilia na íntegra

Canção Nova

31/01/2013

Crer que Deus é Pai é um ato de fé e conversão, diz Bento XVI


André Alves
Da Redação


Centro Televisivo Vaticano
"Deus é um Pai que não abandona nunca os seus filhos, um Pai amoroso que sustenta, ajuda, acolhe, perdoa, salva....", disse o Papa
O Papa Bento XVI prosseguiu nesta quarta-feira, 30, as reflexões sobre o “Credo” – profissão da fé católica, como tem feito desde a semana passada, quando falou sobre “Eu creio em Deus”. 
Nesta segunda reflexão, o Santo Padre concentrou os ensinamentos em torno da primeira definição de Deus que o Credo apresenta: Ele é Pai. Bento XVI ressaltou que quando a paternidade de Deus é professada, deposita-se a  fé no poder do seu amor que no seu Filho morto e ressuscitado derrota o ódio, o mal, o pecado e abre a vida eterna aos que creem.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI - 30/01/13
“Dizer ‘Eu creio em Deus Pai onipotente’, no seu poder, no seu modo de ser Pai, é sempre um ato de fé, de conversão, de transformação do nosso pensamento, de todo o nosso afeto, de todo o nosso modo de viver”, explicou o Pontífice.
O Papa disse que o reconhecimento de Deus como Pai é uma tarefa dificultada pelo estilo de vida ocorrente principalmente no mundo ocidental.
Segundo Bento XVI, a vida familiar passa por diversas intervenções como os compromissos de trabalho mais exigentes, as preocupações, a dificuldade de enquadrar as contas familiares e a invasão dos meios de comunicação de massa na vida cotidiana. 
Com isso as referências de paternidade acabam ficando prejudicadas, diz o Papa. “Para quem teve a experiência de um pai demasiado autoritário e inflexível, ou indiferente e pouco afetuoso, ou até mesmo ausente, não é fácil pensar com serenidade em Deus como Pai e abandonar-se a Ele com confiança”.
No entanto, o Santo Padre acredita que nos Evangelhos, a figura de Deus como Pai é construída, especialmente no Mistério Pascal de Cristo Jesus. O Papa citou alguns exemplos bíblicos que reforçam a imagem amorosa e paterna de Deus. A partir deles, é possível afirmar: “Deus é um Pai que não abandona nunca os seus filhos, um Pai amoroso que sustenta, ajuda, acolhe, perdoa, salva, com uma fidelidade que supera imensamente a dos homens, para abrir-se a uma dimensão da eternidade.”
O Papa ressaltou que é necessário entender que o pensamento de Deus é diferente do pensamento humano. Suas vias diferentes e sua onipotência são diferente: não se exprime como força automática ou arbitrária, mas é marcada por uma liberdade amorosa e paterna.
Ao concluir a reflexão, o Santo Padre rezou pedindo a Deus que conceda a todos a graça do dom da filiação, “para viver em plenitude a realidade do Credo, no abandono confiante ao amor do Pai e à sua misericordiosa onipotência que é a verdadeira onipotência e salvação.”

Canção Nova

Ser testemunha do projeto de Jesus

Comentário ao Evangelho do Quarto Domingo Comum – 3 de fevereiro


Perante a solenidade da leitura feita por Jesus do texto de Isaías, o evangelista apresenta a reação ao seu anúncio. O texto serviu a Lucas para apresentar o programa de vida de Jesus, mas agora temos as primeiras reações. 

«Mixed feelings» 
Os ingleses têm uma expressão muito interessante, quando falam de «mixed feelings», literalmente «sentimentos misturados»: expressão que lhes serve para dizer que algo os deixa com sentimentos contrários. Na verdade, é o que acontece neste episódio. Ao concluir a leitura e com os olhos de todos fixos nele, Jesus afirma que a leitura que proclamou, e que todos escutaram, acabava de realizar-se. Com esta afirmação, Jesus compromete-se a ser o realizador das promessas divinas. As reações não se fazem esperar. Temos antes de mais os que davam testemunho favorável e ficavam admirados com as sábias palavras. Mas de imediato surge a pergunta: «Não é este o filho de José?». Por outras palavras: «Quem pensa de ser para falar assim?» Expressões tão presentes nos nossos círculos. Os habitantes de Nazaré apesar de uma certa simpatia pelas palavras de Jesus, não conseguem «ver» quem, de verdade, é este Jesus; para eles é apenas o «filho de José». Não vão para além do superficial, e isso é insuficiente para aderir ao projeto do Reino. Como é o meu conhecimento de Jesus? Profundo ou superficial? 

Religião de interesse 
A acusação a Jesus não se fica no ser «apenas o filho de José», mas querem que Jesus lhes ofereça alguma «vantagem», pois são da mesma terra. O seu desejo é que Jesus faça coisas por eles, querem que Jesus faça o que fez em Cafarnaum, ou seja querem «aproveitar-se» de Jesus. Este pedido da parte dos habitantes de Nazaré pode ser útil para rever a nossa relação com Jesus, tantas vezes marcada por este constante pedir a Jesus, sempre em benefício próprio. 

Ninguém é profeta na sua terra 
Confrontado com o pedido dos conterrâneos, Jesus recorda-lhes a escritura, citando dois exemplos de profetas enviados a «beneficiar» estrangeiros. Os habitantes de Nazaré consideram isso escandaloso ou ousado. A resposta não se faz esperar... Apesar de estarmos ainda no início do evangelho, parece já ficar claro qual será o fim de Jesus. Os seus próprios conterrâneos procuram o jeito de o eliminar. Com este episódio, o evangelista começa a dar sinais da cruz que acompanhará Jesus ao longo da sua caminhada. No entanto, Jesus mostra-se mais poderoso e, sem medo, passa adiante de todos, prosseguindo o seu caminho. Há também aqui uma alusão à vitória final de Jesus na sua ressurreição. Ser discípulo de Jesus é ser testemunha da sua mensagem e do seu projeto, mas essa missão é marcada pela incompreensão e adversidade, que o discípulo, à semelhança do Mestre, deverá ser capaz de ultrapassar, certo de que a vitória final lhe caberá em sorte.


Fátima Missionária

22/01/2013

Religião e Diversidade


Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor
Adital
Apesar de que todas as religiões pregam amor, compaixão e misericórdia, infelizmente, quando as religiões se tornam dogmáticas e autoritárias, todas têm sido instrumentos de fanatismo e de intolerância. Mesmo caminhos espirituais baseados na compaixão universal e na não violência absoluta como é o Budismo tem servido em alguns momentos e lugares como pretextos para intolerâncias e perseguições a dissidentes e pessoas consideradas infiéis. E durante a história, a religião que mais caiu nessa tentação da violência e da intolerância contra "os outros” e os diferentes, foi o Cristianismo. Isso em absoluta contradição com o evangelho e o espírito de Jesus de Nazaré.
No Brasil, apesar da Constituição Brasileira defender a liberdade de culto para todas as tradições religiosas, ainda existem programas de rádio e televisão nos quais se pregam a intolerância e se combatem algumas tradições religiosas, como por exemplo, as de matriz afrodescendente. Assim, em janeiro do ano de 2000, no Rio de Janeiro, Mãe Gilda, Yalorixá do Candomblé, viu duas vezes o seu templo ser invadido por pessoas de uma Igreja neopentecostal que entraram no templo e destruíram os assentamentos dos Orixás. E no dia 21 de janeiro, Mãe Gilda viu estampada em um jornal uma foto sua com a legenda: "Macumbeiros ameaçam a vida e o bolso dos clientes”. Ao ver aquilo, aquela senhora idosa teve um infarto e faleceu. Para que não se repitam mais fatos como esse, em 2007, o presidente Lula assinou uma portaria através da qual, cada ano, 21 de janeiro é considerado o "Dia Nacional contra a Intolerância Religiosa”.
Para acabar com a intolerância cultural e religiosa, não basta uma lei ou decreto. É preciso transformar interiormente o processo da fé. Muitas confissões religiosas ainda confundem a verdade com uma forma cultural de expressar a verdade. Por isso absolutizam dogmas e tendem a se fechar em um autoritarismo fundamentalista. Daí, facilmente, se justificam conflitos e até guerras em nome de Deus. Em 1965, em um dos seus mais belos documentos, (a declaração Nostra Aetate), o Concílio Vaticano II proclamava o valor das outras religiões e incentivava os católicos do mundo inteiro ao respeito ao diferente e ao diálogo. Também, em 1961, o Conselho Mundial de Igrejas, que reúne mais de 340 Igrejas evangélicas e ortodoxas, pediu às Igrejas cristãs uma atitude de respeito e diálogo com todas as culturas e colaboração com outras tradições religiosas.
Atualmente, no mundo, a diversidade cultural e religiosa é, não somente um fato que, queiramos ou não, se impõe à humanidade. Devemos reconhecê-la como graça divina e bênção para as tradições religiosas. Assim, elas podem se complementar e se enriquecer mutuamente. Nenhuma tem o monopólio da verdade. Todas estão em caminho, como peregrinas da verdade que a maioria das tradições chama de Deus. Com nenhuma religião, Deus assinou contrato de exclusividade. E ao contrário, nas diversas tradições, de um modo ou de outro, revelou que se deixa encontrar no diálogo e na abertura ao diferente.
Para que este diálogo seja verdadeiro e profundo, cada grupo religioso tem de reconhecer o que Deus nos revela, não somente a partir da sua própria tradição, mas do caminho religioso do outro. Não para que o cristão se torne budista ou o budista se torne cristão, mas para que cada um, em sua tradição, seja enriquecido espiritualmente com a iluminação que o outro recebe.
Para esta abertura pluralista e para o diálogo daí decorrente vale o que, no século IV, dizia Santo Agostinho: "Apontem-me alguém que ame e ele sente o que estou dizendo. Deem-me alguém que deseje, que caminhe neste deserto, alguém que tenha sede e suspira pela fonte da vida. Mostre-me esta pessoa e ela saberá o que quero dizer”(1).
Nota:
(1) AGOSTINHO, Tratado sobre o Evangelho de João 26, 4. Cit. por Connaissance des Pères de l’Église32- dez. 1988, capa.

19/01/2013

CONVIDADOS ESPECIAIS


Comentário ao Evangelho (João 2, 1-11) do 2º Domingo do Tempo Comum

Ao escolher os convidados para a festa de casamento, os noivos não podem esquecer dois convidados ilustres: Jesus e Maria. Com certeza, será uma festa inesquecível.

Não porque ele seja especialista em vinhos; nem ela tenha olhos para tudo. Simplesmente para que os convidados saboreiem a alegria da presença deles.

Convidar Jesus e sua mãe para consagrarem o amor que floresce entre os noivos e os casais. A presença desses convidados especiais ajuda os noivos a tornar-se adultos, amadurecidos e fecundos de vida nova. Além disso, defende dos muitos inimigos que os ameaçam.

Jesus e Maria sejam convidados também a fazer parte do lar, principalmente quando o amor entrar em crise. Com sua presença, Jesus e Maria podem fazer reviver o amor, remover as cinzas que andam se acumulando e transformar o cansaço em força e coragem. Onde Maria e seu Filho entrarem, o amor volta a reinar soberano nos lares ameaçados.

É a nova aliança que se faz presente e transforma tudo em alegria, otimismo e festa. Deus, em Jesus, casa-se com a humanidade e deseja essa relação permanente. Ele será sempre nosso eterno e fiel companheiro de caminhada.

Hoje, seria bonito demais os esposos cristãos chegarem até Caná da Galileia, bem ao lugar onde a tradição relembra as famosas núpcias, registradas no evangelho. Lá os habitantes da cidadezinha continuam oferecendo aos visitantes um copo de vinho local, para relembrar o primeiro milagre de Jesus.

Em benefício dos visitantes, alguém lê em voz alta o episódio narrado pelo evangelho. Então, os dois mil anos que se passaram parecem um dia. Mesmo porque Jesus ficou verdadeiramente entre nós, a fim de tomar parte em nossa alegria, em nossa história e em nossa vida.

Pe. Virgílo, ssp

«Sinto-me como se estivesse a viver outra vez»


Três anos depois do terramoto que devastou Port-au-Prince, no Haiti, continuam as tentativas para dar assistência aos que vivem em campos. As equipas que trabalham nestes locais lutam diariamente para que os desalojados consigam encontrar ou construir novas casas, e alcançar meios de subsistência. Rozette Roseau é um exemplo de um caso bem sucedido. A viver numa tenda há dois anos, tem agora uma nova casa. «Já terminei de empacotar as minhas coisas. Tudo o que falta é deitar abaixo a tenda», disse, citada pelos serviços de comunicação da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).


Natural de Jeremie, um distrito no sudeste do Haiti, Rozette Roseau mudou-se para Port-au-Prince nos anos 90 à procura de trabalho e de uma vida melhor. Mãe de dois rapazes, ganhava a vida a lavar roupa e a vender água nas ruas. Quando o terramoto de janeiro de 2010 atingiu a cidade, Rozette Roseau foi uma das milhares de pessoas que perderam as suas casas e bens. Sem nenhum sítio para se abrigar, Rozette e os seus dois filhos deslocaram-se, como tantos outros, para o Centro Dadadou, em Delmas 3, Port-au-Prince.


Sem nenhum trabalho, nem um meio para se sustentar a si e aos seus filhos, Rozette contava com a solidariedade da família e dos amigos. «Sinto-me como se estivesse a viver outra vez», afirmou, enquanto se sentava na sua nova casa. «Agora, não tenho que me preocupar se chove em cima de nós, ou com ladrões a destruírem a minha tenda e a levarem as poucas coisas que tenho», referiu.


Rozette recebeu também um pequeno subsídio da Cruz Vermelha, que funciona como meio de subsistência. Com este apoio, a mulher foi capaz de criar um pequeno negócio de venda de cosméticos, e os seus filhos voltaram para a escola depois de quase dois anos sem a frequentarem. Devido a estes apoios, Rozette está a conseguir dar os seus passos para restabelecer a vida que tinha antes de 12 de janeiro de 2010. «Se não fosse pela ajuda da Cruz Vermelha, creio que ainda estaria a viver numa tenda no campo. Não porque queria, mas porque não tinha hipótese», disse.


Alexandre Claudon, representante no país da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (FICV), explicou que o terramoto do Haiti «foi uma das emergências mais complexas» dos últimos tempos. «As pessoas podem perguntar-se o porquê de tanta gente ainda se encontrar desalojada, mas questões básicas como determinar a quem pertence o terreno onde podemos construir, e como pessoas desempregadas podem pagar as suas rendas, continua a complicar seriamente o processo de reconstrução», lamentou.


Segundo dados da CVP, desde o terramoto de 2010, o número de pessoas a viver em campos desceu, aproximadamente, de 1.5 milhões para cerca de 350 mil. O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho apoiou cerca de 40 mil famílias (aproximadamente 200 mil pessoas) a encontrar sítios seguros para viver, representando mais de um terço de todos os realojados pelas agências humanitárias. O sismo do Haiti matou 217.300 pessoas e deixou 2.1 milhões de desalojados.

Fátima Missionária

12/01/2013

"Testemunhar Jesus Cristo na cidade" - Reflexão do Cardeal de SP


Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo


Arquivo Canção Nova
''Arquidiocese de São Paulo, testemunha de Jesus Cristo na Cidade'', é título do novo Plano de Pastoral da Arquidiocese, destaca Dom Odilo
Este ano promete muito. Continuamos a viver o Ano da Fé, já iniciado em outubro passado; com toda a Igreja, somos chamados a aprofundar a vida na nossa fé cristã católica e a manifestá-la ao mundo por um testemunho firme, sereno e alegre.

As iniciativas e manifestações do Ano da Fé têm a finalidade de proporcionar uma renovada experiência da nossa fé, mediante o encontro com Deus, por meio de Jesus Cristo. Nossa fé nasce desse encontro e nele se sustenta. Por isso, ela precisa ser realimentada, de muitas maneiras, e também conhecida melhor nas verdades e atitudes que decorrem dessa experiência fundante da fé.

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.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé
.: Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé
O Catecismo da Igreja Católica deverá ser nosso companheiro diário ao longo deste ano. É nesse livro que a Igreja explica para si mesma, e para quem se interessar, aquilo que ela crê e quais são as consequências desse crer para a vida e a conduta cristã neste mundo.

As várias manifestações públicas da fé, programadas para este ano, deverão ajudar a “dizer” a nós e ao mundo aquilo que cremos. Os momentos testemunhais são necessários para manifestar a fé, como a Missa dominical, as peregrinações, as festas e solenidades litúrgicas, orações, procissões e manifestações de cultura popular decorrentes da fé cristã. Sem esquecer a vida orientada pela fé, que produz obras de caridade, justiça, solidariedade, respeito e paz...

Ao nosso redor, sempre mais, ouve-se dizer que a fé religiosa e as convicções morais são questões da vida privada e que são toleráveis apenas nesse âmbito, mas que não deveriam ter influência na vida social. Não pensamos assim. Se é verdade que se deve respeitar a consciência alheia e não impor convicções próprias a ninguém, também é verdade que as convicções religiosas e morais não devem ficar restritas à vida privada, mas podem e precisam ser manifestadas abertamente, também para influenciar o convívio social.

As relações sociais, políticas, econômicas e culturais não são um espaço neutro, onde os cidadãos não têm convicções nem as partilham; pelo contrário, é ali que a pluralidade das convicções é confrontada, complementada e enriquecida. O âmbito do convívio social e público não poderia ser monopolizado por certo pensamento único, de algum grupo supostamente detentor do direito de se expressar de modo oficial e politicamente correto. Isso seria o fim da liberdade de pensamento e de manifestação das ideias, que inclui a manifestação religiosa. Seria acabar com as bases do convívio democrático.

Na Arquidiocese de São Paulo, estamos com um novo Plano de Pastoral, cujo título decorre do Ano da Fé: “Arquidiocese de São Paulo, testemunha de Jesus Cristo na Cidade”. O novo plano traz as indicações sobre as urgências que devem mover as iniciativas de evangelização e de pastoral da Arquidiocese nos próximos anos. A partir da fé, perguntamo-nos sobre a razão de ser da presença e ação da Igreja na Metrópole: “sereis minhas testemunhas” (cf At 1,8) – foi essa a síntese do envio missionário feito por Jesus aos Apóstolos.

Também nossa Igreja está na Metrópole com esse mesmo objetivo: testemunhar Jesus Cristo, caminho, verdade e vida; sua presença e ação salvadora; o Evangelho do Reino de Deus por ele anunciado, que é um bem para todos. Testemunhar sua presença samaritana e misericordiosa, sua palavra profética, que faz discernir sobre as muitas situações vividas pela cidade. Testemunhar Jesus Cristo através de cada membro da Igreja, comunidade de discípulos missionários enviados à cidade para ser fermento, sal e luz do Reino de Deus.

Testemunhar Jesus Cristo através de todas as iniciativas religiosas, educacionais, comunicativas e caritativas; através de cada instituição ou organização da Igreja; através de cada igreja e capela, paróquia, convento, mosteiro, escola ou obra social; de cada monumento ou sinal da fé postos na cidade, no centro ou nas periferias, em lugares públicos ou nos espaços reservados. Que tudo possa ajudar a testemunhar Jesus Cristo à cidade e mostrar que é bom e faz bem acolher sua presença salvadora no meio de nós.

Canção Nova

O DESAFIO DE SER UM JOVEM CRISTÃO NA MODERNIDADE


Ser um jovem cristão na modernidade não é nada fácil. Basta você defender valores como castidade, a família tradicional e a vida – desde a sua concepção – para ser insultado e ridicularizado pelo mundo moderno
Jovem cristã é ridicularizada por manifestantes ateus em Madrid (2011)
Talvez muitos de nós jovens já tenham vivido na pele algum tipo de preconceito por ser cristão e, sobretudo, por ser católico. Na faculdade, os professores aproveitam para falar mal do Papa, acusam a Igreja de inquisitora, retrógrada, medieval, homofóbica… e por aí vai. Carregar um crucifixo no peito, andar com um terço ou Bíblia na mão pode lhe custar o título de fundamentalista.
Certo dia, um jovem testemunhou que apresentou um excelente trabalho na faculdade e recebeu honrarias de todos na mesa pelo feito acadêmico. Mas, no final, quando agradeceu a Deus e à Igreja pela inspiração de tal trabalho, sentiu um silêncio ensurdecedor no auditório e um clima de condenação tomou logo conta do espaço.
É verdade! Para ser um verdadeiro cristão, hoje em dia, é preciso muita coragem. Não existe mais nenhum status social para quem quer ser fiel a Cristo. Para nós jovens, falar de castidade, de matrimônio, de família tradicional pode lhe custar o isolamento e a ridicularização.
Não raro, encontramos jovens, de dentro da Igreja, que temem a ridicularização do mundo. Preferem as horarias dos colegas de baladas ao martírio da fidelidade a Cristo e a Igreja. Dizem-se jovens católicos, cristãos, mas aceitam a camisinha, acham supernormal a relação homoafetiva (“o que importa é o amor”, dizem), assistem aos Big Brothers (BBB) da vida, e pouco se importam com o que diz a Igreja sobre tais temas.
Como ser um autêntico jovem cristãos?
“O jovem, hoje, não pode mais viver sozinho, senão o mundo o egole”, diz Felipe Aquino, professor a apresentador da TV Canção Nova.
Para professor Felipe, hoje nós vivemos num mar de iniquidades, no qual o pecado ronda o jovem por todos os lados. No entanto, existem “ilhas de piedade” e são nelas que eles precisam se agarrar.
“O jovem de hoje precisa estar ligado a estas ‘ilhas de piedade’ que são os movimentos, as novas comunidades, as pastorais. Ele precisa, por questão de sobrevivência, conhecer o Catecismo da Igreja Católica, a história da Igreja e estar junto com outros jovens, porque uma única árvore é facilmente derrubada pelo vento, mas uma floresta não”, conclui o professor.
Para padre Carlo Pioppi, professor da Faculdade Santa Cruz de Roma, “ser um jovem cristão, hoje em dia, é difícil, porque Cristo nos liberta de uma série de condicionamentos. O Cristianismo não pode mais ser olhado como uma religião que nos coloca uma série de obrigações, mas sim como uma religião que nos aponta a liberdade.”
Canção Nova

Comentário ao Evangelho Festa do Batismo do Senhor - 13 de janeiro

Batizado torna-se herdeiro do Paraíso


O banho sagrado, que nós cristãos chamamos batismo, era usança em muito povos antigos. Na Babilônia, na Índia, no Egito, na Grécia, e em vários outros povos, havia estes banhos sagrados que, acreditava-se, purificavam as pessoas de impurezas legais ou rituais. Em certos casos, pensava-se mesmo que tais banhos poderiam conferir a imortalidade. E havia mesmo, em certos sítios, os banhos sagrados em que o agente purificador era o sangue. No Antigo Testamento, proliferaram as situações em que era necessário purificar-se com água para se ficar legalmente puro. Depois veio João Batista que pregava e administrava um batismo de água que levava o batizando a provocar em si próprio o arrependimento dos pecados para assim receber de Deus a justificação. 

O próprio João Batista admitia que há uma diferença enorme entre o batismo com água que ele administrava e o batismo que Cristo trazia à humanidade: Jesus batizará no «Espírito Santo e no fogo». Este Batismo no Espírito Santo e no fogo será inaugurado no dia de Pentecostes. Por este batismo, o Espírito Santo estabelece a sua presença ativa no batizando. Durante o batismo de Jesus, esse aspeto é claro: o Espírito desce sobre Jesus homem, facto que explicita a intronização messiânica de Jesus, que dá início à sua missão no meio do povo de Deus. A expressão ‘Batismo no fogo’ refere-se às línguas de fogo pousadas sobre os apóstolos no momento de Pentecostes, e mostra a purificação interior que tem lugar na alma do pecador: é um facto que o fogo destrói muitas impurezas perigosas para a saúde, e dá um calor, uma coragem extraordinária de fidelidade a Deus e de amor ao próximo que tem o seu apogeu no martírio.

Todo o cristão é um batizado no Espírito de Deus e no fogo do Espírito Santo. E o batismo une o cristão batizado à morte de Cristo (morre o corpo como instrumento de pecado); une-o à sepultura do Senhor Jesus (a imersão ou lavagem da água une-nos à sepultura de Cristo), e à sua ressurreição e glorificação: o batizado, morrendo com Cristo, imergido na sepultura e recebendo a nova vida de Cristo ressuscitado, é uma criatura nova. A água do batismo que toca no corpo do batizando significa o sangue de Cristo que lava o pecado. Por tudo isto, cada batizado torna-se pertença, propriedade exclusiva de Cristo. Fica unido a todos os outros cristãos que receberam a mesma qualidade de vida, a vida de Cristo ressuscitado, e membro de pleno direito da Igreja, esposa de Cristo. 

Torna-se herdeiro do Paraíso que Cristo comprou com o pagamento do seu sangue, e templo vivo da Santíssima Trindade. Todos estes direitos do novo cristão estão também ligados ao dever sagrado que tem cada cristão de viver a vida de Cristo segundo o compromisso assumido no batismo; e de ser testemunha de Cristo em tudo e em toda a parte, sempre a preparar nos outros, como João Batista, o caminho que Jesus percorre para entrar e viver em cada ser humano. O cristão é agora um filho/filha querida de Deus, a quem Deus no batismo chamou «meu filho/minha filha muito amada», como se ouviu no rio Jordão a quando do batismo de Cristo. Por isso o batismo confere ao ser humano a maior dignidade que pode o coração humano desejar ou alcançar.


Fátima Missionária

Os sonhos constroem-se


Descobrir como os outros avaliam o próprio caminhar suscita em nós a vontade de encontrar “não uma, mas dez novas aprendizagens” que a vida tem “escondidas” também para cada um de nós.
O Afonso e a Ana são dois jovens da Consolata que, após o curso universitário, decidiram mergulhar na desafiante aventura de viver de modo diferente. Eis uma bela prenda do Natal enviada por e-mail para todos nós.

“Olá! Somos o Afonso e a Ana. Vivemos há cinco meses na Irlanda do Norte após uma decisão louca e arriscada que tomamos em conjunto.
Tudo isto começou porque existem alturas da vida em que paramos e sentimos que somos apenas seres que respiram. Seres que deambulam pela vida. Esta paragem aconteceu há um ano. Estávamos em Portugal a discutir os nossos sonhos e o nosso futuro. Com muita tristeza, verificamos que em três anos não fizemos nada daquilo que realmente queríamos. Estávamos a ser engolidos pela típica sociedade onde o que interessa é ter um trabalho. Muitas vezes ouvimos: o que interessa é teres dinheirinho!!! Não interessa se estás no Jumbo ou no Continente! Já tens sorte em ter emprego. Como se o vazio que se sente não importasse ou não existisse.

Estávamos a tornar-nos naquilo que sempre criticamos nos nossos retiros e formações juvenis, naquilo que mais temíamos. Decidimos rever as nossas opções: A nossa situação em Portugal era frágil, porque um andava a trabalhar em empregos sem relação com a sua vocação e o outro, só por alguma sorte, trabalhava na sua área. No entanto, e com a falta de perspectivas futuras (não só de emprego, mas principalmente de cumprir os nossos sonhos) decidimos mudar a nossa abordagem perante a vida. Nada do que temos é permanente e temos sempre que trabalhar para encontrarmos o nosso lugar de destino. Por isso: Ou continuaríamos a nossa aborrecida e inútil vida ou largaríamos tudo e seguíamos aquilo para que há muito éramos chamados.

Durante o tempo que estivemos na Consolata ouvimos muitas vezes falar em voluntariado no estrangeiro. Começamos a pesquisar e encontramos em Belfast uma oportunidade, de acordo com os objetivos da Ana, para trabalhar com os sem-abrigo… Perfeito! Pensamos nós! Como diz Allamano: Deus chama-me hoje e não sei se me chamará amanhã.
Ao fim de seis meses, estávamos no aeroporto com os nossos pais e alguns amigos. Deixamos para trás aquilo que mais preservávamos na nossa pequena cidade. Muitas lágrimas correram.

Faz agora cinco meses que começamos esta nova aventura e acreditem que nunca nos sentimos tão vivos! Todos os dias é uma bênção e não há uma mas dez novas aprendizagens! E desejamos que continue assim. Pelo meio de muitas peripécias e aventuras, já nos encontramos um pouquinho estabelecidos nas terras de sua majestade e continuamos a integrar-nos.  Todo o risco, todos os receios, todos os medos que tivemos estão a dar lugar cada vez mais a novas expectativas, alegrias e esperanças no objetivo
de cumprirmos os nossos sonhos.

Apesar de tudo o que estamos a viver, não nos esquecemos das pessoas que estão em Portugal e não têm tempo para parar e pensar naquilo para que são chamadas. Vivem uma vida incompleta e sem rumo algum. A estes e a estas dizemos: Aproveitem este tempo para fugir daquilo que é ordinário e reinventem-se! Acreditem que a mudança é positiva e que Deus estará em vós para vos guiar!
Para aqueles que procuram a essência de viver desejamos que encontrem aquilo que procuram!”.


Fátima Missionária

09/01/2013

“Os bispos sejam humildes e corajosos diante dos dogmas intolerantes do agnosticismo”, diz o Papa


Pope Benedict XVI greets the faithful during his Sunday Angelus prayer at his summer residence of CastelgandolfoA Epifania é a manifestação “da bondade de Deus e do seu amor pelos homens”: foi o que afirmou o Papa na missa por ele presidida na manhã deste domingo, 6 de janeiro, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, na Solenidade da Epifania do Senhor.
Durante a celebração, o Pontífice fez a ordenação de quatro novos bispos: dom Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia; dom Vincenzo Zani, secretário da Congregação para a Educação Católica; e os núncios apostólicos, dom Fortunatus Nwachukwu e dom Nicolas Thevenin.
Na homilia, o Papa convidou os bispos a imitarem os Magos, homens que partiram rumo ao desconhecido, “homens inquietos movidos pela busca de Deus e da salvação do mundo; homens à espera, que não se contentavam com seus rendimentos assegurados e com uma posição social provavelmente considerável, mas andavam à procura da realidade maior”.
“Talvez fossem homens eruditos – continuou o Santo Padre –, que tinham grande conhecimento dos astros e, provavelmente, dispunham também duma formação filosófica; mas não era apenas saber muitas coisas que queriam; queriam, sobretudo, saber o essencial, queriam saber como se consegue ser pessoa humana. E, por isso, queriam saber se Deus existe, onde está e como é; se Se preocupa conosco e como podemos encontrá-Lo.”
“Queriam não apenas saber; queriam conhecer a verdade acerca de nós mesmos, de Deus e do mundo. A sua peregrinação exterior era expressão deste estar interiormente a caminho, da peregrinação interior do seu coração. Eram homens que buscavam a Deus e, em última instância, caminhavam para Ele; eram indagadores de Deus.”
A este ponto de sua homilia, o Santo Padre perguntou-se “Como deve ser um homem a quem se impõem as mãos para a Ordenação episcopal na Igreja de Jesus Cristo?” Podemos dizer – afirmou: “Deve ser, sobretudo, um homem cujo interesse se dirige para Deus, porque só então é que ele se interessa verdadeiramente também pelos homens. E, vice-versa, podemos dizer: um Bispo deve ser um homem que tem a peito os outros homens, que se deixa tocar pelas vicissitudes humanas. Deve ser um homem para os outros; mas só poderá sê-lo realmente, se for um homem conquistado por Deus: se, para ele, a inquietação por Deus se tornou uma inquietação pela sua criatura, o homem.”
Retomando a descrição dos Magos, Bento XVI ressaltou deles, em particular, a coragem e a humildade da fé:
“Era preciso coragem a fim de acolher o sinal da estrela como uma ordem para partir, para sair rumo ao desconhecido, ao incerto, por caminhos onde havia inúmeros perigos à espreita. Podemos imaginar que a decisão destes homens tenha provocado sarcasmo: o sarcasmo dos ditos realistas que podiam apenas zombar das fantasias destes homens. Quem partia baseado em promessas tão incertas, arriscando tudo, só podia aparecer como ridículo. Mas, para estes homens tocados interiormente por Deus, era mais importante o caminho segundo as indicações divinas do que a opinião alheia. Para eles, a busca da verdade era mais importante que a zombaria do mundo, aparentemente inteligente.”
Nessa linha, Bento XVI traçou a missão do bispo em nosso tempo: “A humildade da fé, do crer juntamente com a fé da Igreja de todos os tempos, há de encontrar-se, vezes sem conta, em conflito com a inteligência dominante daqueles que se atêm àquilo que aparentemente é seguro. Quem vive e anuncia a fé da Igreja encontra-se em desacordo também, em muitos aspectos, com as opiniões dominantes precisamente no nosso tempo”.
“O agnosticismo, hoje largamente imperante, tem os seus dogmas e é extremamente intolerante com tudo o que o põe em questão, ou põe em questão os seus critérios. Por isso, a coragem de contradizer as orientações dominantes é hoje particularmente premente para um Bispo.”
O Santo Padre prosseguiu traçando a missão do bispo em nosso tempo afirmando que ele te de ser valoroso:
“E esta valentia ou fortaleza não consiste em ferir com violência, na agressividade, mas em deixar-se ferir e fazer frente aos critérios das opiniões dominantes. A coragem de permanecer firme na verdade é inevitavelmente exigida àqueles que o Senhor envia como cordeiros para o meio de lobos. “Aquele que teme o Senhor nada temerá”, diz Ben Sirá (34, 14). O temor de Deus liberta do medo dos homens; faz-nos livres!”
A este ponto, Bento XVI recordou um episódio do início do cristianismo, narrado por São Lucas nos Atos dos Apóstolos, em que o sinédrio chamou os apóstolos e os flagelou. Proibindo-os de pregar o nome de Jesus, em seguida os libertou. Lucas afirma que eles foram embora cheios de alegria por terem sido julgados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus.
Como os apóstolos – prosseguiu o Pontífice –, assim os bispos, seus sucessores, “devem esperar ser, repetidamente e de forma moderna, flagelados, se não cessam de anunciar alto e bom som a Boa-Nova de Jesus Cristo; hão de então alegrar-se por terem sido considerados dignos de sofrer ultrajes por Ele. Naturalmente queremos, como os Apóstolos, convencer as pessoas e, neste sentido, obter a sua aprovação; naturalmente não provocamos, antes, pelo contrário, convidamos todos a entrarem na alegria da verdade que indica a estrada”.
“Contudo o critério ao qual nos submetemos não é a aprovação das opiniões dominantes; o critério é o próprio Senhor. Se defendemos a sua causa, conquistaremos incessantemente, pela graça de Deus, pessoas para o caminho do Evangelho; mas inevitavelmente também seremos flagelados por aqueles cujas vidas estão em contraste com o Evangelho, e então poderemos ficar agradecidos por sermos considerados dignos de participar na Paixão de Cristo.”
“Os Magos seguiram a estrela e assim chegaram a Jesus, à grande Luz que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem (cf. Jo 1, 9). Como peregrinos da fé, os Magos tornaram-se eles mesmos estrelas que brilham no céu da história e nos indicam a estrada”, concluiu Bento XVI.
Fonte: CNBB

A tecnologia tornou-se aliada dos cristãos perseguidos


Tecnologia auxilia cristão perseguidosAtualmente, quase todos os dispositivos móveis reproduzem vídeos em formato MP4 e áudio em formato MP3. Além disso, a maior parte deles possuem aplicativos capazes de ler arquivos de texto. O que tem facilitado muito a vida de cristãos pelo mundo, os quais podem ter a Bíblia e outros livros em formato digital.
Em países onde existe a perseguição a cristãos, essa tem sido a principal forma para pessoas terem acesso a esse conteúdo.
No Oriente Médio e no Norte da África, por exemplo, há países que consideramos fechados. Não é possível entrar com Bíblias facilmente, e para ex-muçulmanos pode ser perigoso carregar uma Bíblia impressa”, disse um dos responsáveis por divulgar esse tipo de conteúdo em países onde cristãos são perseguidos.
“Pensando assim, ter uma Bíblia no seu celular é mais seguro e fácil de usar. Em nossa região, todo mundo tem um celular, e quanto mais funções ele tiver, melhor.” - completou o missionário sul coreano.
Em alguns casos, existe até a opção da Bíblia em áudio para alguns idiomas, o que deixa mais fácil ainda se pensar que podemos reproduzi-la em qualquer celular ou MP3 players. Essa é uma excelente alternativa para cristãos que não foram alfabetizados, algo bastante comum em países como a Índia, por exemplo.
Existe um projeto, cuja finalidade é distribuir, gratuitamente, cartões de memória contendo a Bíblia em áudio e texto, além de filmes cristãos a fiéis de países perseguidos .
“O mundo hoje é mais atraído pelos recursos visuais. Vídeos curtos sobre a vida de Jesus ou sobre os princípios do Evangelho são bastante influentes e causam impacto na vida das pessoas. E com as tecnologias Wi-Fi e bluetooth, os cristãos podem transferir qualquer um desses arquivos sem nenhum problema, sem precisar de uma produção em massa!”, ressalta o missionário.
Canção Nova