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18/07/2014

CE tem redução de 22% de diagnósticos de Aids

Desde 1983, data do primeiro diagnóstico do vírus da Aids, foram contabilizados 14.079 casos de soropositivos

aids
De acordo com a Prefeitura, campanhas de testagem de HIV estão entre as ações realizadas na Capital para a redução dos números da Aids
FOTO: KIKO SILVA
O vírus da Aids ainda é um grande desafio a ser enfrentado. Entretanto, no Ceará, entre os anos de 2012 e 2014, houve uma redução de 22% no número de casos diagnosticados, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Campanhas de conscientização da doença, prevenção, distribuição de preservativos, diagnóstico precoce são responsáveis pela baixa no número de infectados no Ceará, conforme o órgão.
Os dados ainda oscilam bastante, haja vista que, de 2008 a 2012, houve um aumento de 10%. "Ainda é muito cedo pra dizer que esses números vão se confirmar e estabilizar", afirma a coordenadora estadual de DST/Aids, Telma Martins.
Ainda de acordo com os dados da Sesa, do ano de 2007 até este mês, 6.495 casos foram contabilizados. Segundo a coordenadora, o número expressa pessoas que já tÊm Aids, e não o retrato de novas infecções.
 
A faixa etária mais atingida pela doença, no Ceará, é de 30 a 33 anos. Telma explica que o Estado tem quase totalidade de municípios com casos de Aids. "Apenas quatro nunca foram notificados. Mas isso não significa que não iremos trabalhar nesses locais com a prevenção do vírus". Apesar disso, dos 184 municípios, apenas 23 respondem a 83% dos casos.
Para reduzir cada vez mais o número de pessoas infectadas, a Sesa realiza, além de ações de ampliação de diagnóstico, testes rápidos que, em apenas 20 minutos, diagnosticam o soropositivo. "O nosso objetivo é descobrir cada vez mais precocemente para que o portador possa ser beneficiado com o tratamento".
Brasil
Enquanto isso, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) indicou que as novas infecções por HIV no Brasil aumentaram 11% de 2005 a 2013.
"A epidemia de Aids não tem o mesmo perfil em todas as regiões brasileiras. No Norte e Nordeste, ainda há a tendência de crescimento", explica Telma Martins. Apesar dos números variarem bastante, o aumento no Brasil e redução no Ceará mostra que o Estado caminha a favor da melhoria.
O técnico de DST/AIDS e hepatites virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Marcos Paiva, opina que, apesar de serem distribuídas, em média, 10 milhões de preservativos por ano, Fortaleza ainda tem uma população vulnerável. "Hoje, contamos com nove unidades de atendimento para pessoas com HIV/Aids, fazemos parte do projeto Fique Sabendo Jovem, em parceria com a Unicef, Ministério da Saúde e Prefeitura, realizamos campanhas de testagem, além de cursos", certifica Paiva.
Patrícia Holanda
Especial para o Cidade
Diário do Nordeste

14/07/2014

Anvisa suspende propaganda de produto

Legislação brasileira prevê que alimentos embalados não devem apresentar rótulo que aconselhe seu consumo.
Keraplex Bio combina substâncias para tratar queda de cabelo, diz propaganda.
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (14) no Diário Oficial da União suspende, em todo o território nacional, propagandas divulgadas pelo site e em todo e qualquer tipo de mídia relativas ao produto Keraplex Bio.

De acordo com o texto, o site apresenta alegações como “Keraplex Bio é ideal para toda mulher que tenha queda de cabelo – independentemente da idade”; “Keraplex Bio combina estas substâncias numa fórmula ideal para o tratamento da queda de cabelo”; e “Keraplex Bio é projetado especificamente para trabalhar com a química do cabelo que está afinando ou caindo e inclui ingredientes importantes na nutrição e reforço do cabelo”.

Segundo a Anvisa, a legislação brasileira prevê que alimentos embalados não devem apresentar rótulo que aconselhe seu consumo para melhorar a saúde, para prevenir doenças ou com ação curativa.

A resolução entra em vigor hoje.

 
Agência Brasil

13/07/2014

Vacina contra HPV não aumenta risco de coágulos

Na amostragem de 500.000 pacientes, foram registrados 4.375 casos de aparecimento de coágulos.
A vacina tetravalente, que imuniza contra quatro tipos de vírus do papiloma humano, com podem causar câncer de colo de útero, não aumenta o risco de formação de coálogos sanguíneos, afirmam cientistas.
Estas são as conclusões de um estudo divulgado no Journal of the American Medical Association (JAMA) e realizado com 500.000 meninas e mulheres com idades entre 10 e 44 anos, vacinadas contra o vírus do papiloma humano (HPV) entre 2006 e 2013 na Dinamarca.
Cientistas dinamarqueses, que trabalharam a partir de estatísticas nacionais, constataram que estas pacientes não tinham desenvolvido trombose venosa (ou flebite) até 42 dias depois de tomar a vacina, o período considerado o mais arriscado.
Na amostragem de 500.000 pacientes, foram registrados 4.375 casos de aparecimento de coágulos sanguíneos durante este período de 42 dias entre as pacientes que tinham sido vacinadas.
Quando os cientistas afinaram seus resultados, levando em conta o fato de que entre elas havia mulheres que tomavam pílula anticoncepcional, que aumenta o risco de coágulos, não encontraram nenhuma correlação entre a flebite e a vacina.
"Nossos resultados que consideraram a ingestão de anticoncepcionais orais não deram evidência de um aumento do risco de trombose venosa depois da injeção da vacina tetravalente contra o HPV", afirmaram os cientistas.
O estudo destaca que dois estudos anteriores tinham mencionado uma relação entre a vacina tetravalente Gardasil, fabricada pelos laboratórios Merck, e um risco maior de coágulos sanguíneos.
Em 2009, os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirmaram que as pacientes tinham constatado um aumento no número de coágulos de sangue depois desta vacina.
No entanto, em um comunicado posterior, os CDC disseram que 90% destas mulheres "apresentavam um risco conhecido de formação de coágulos como (o de) a pílula anticoncepcional".
As autoridades sanitárias americanas recomendam que meninos e meninas sejam vacinados antes de iniciar a vida sexual.
Esta vacina foi criada para evitar a transmissão do HPV, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais contagiosas. Alguns tipos de HPV podem causar câncer de útero, cérebro, pescoço e ânus.
AFP

12/07/2014

Teste rápido para malária é oferecido em BH

É muito importante que as pessoas façam uma consulta prévia antes de realizar o exame.
O resultado do teste rápido fica pronto em 15 a 30 minutos.
Detectar a doença precocemente, auxiliar o médico no diagnóstico para que ela seja tratada da melhor forma e reduzir o risco de morte. Este é o objetivo do teste rápido para malária, que foi disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte por meio do Serviço de Atenção à Saúde do Viajante desde o dia 12 de junho.

Para o médico infectologista e responsável técnico do Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, Argus Leão Araújo, é muito importante que as pessoas façam uma consulta prévia antes de realizar o exame. “No atendimento de um caso suspeito de malária é preciso que as pessoas entrem em contato com o Serviço de Atenção à Saúde do Viajante para marcar a consulta e a partir daí darmos o devido encaminhamento”, explica. Na unidade há um consultório onde são realizados atendimentos, agendados previamente pelos telefones 3246-5026 e 3277-5300. O contato também pode ser realizado pelo e-mail saúde.viajante@pbh.gov.br.

Conforme o médico infectologista, o resultado do teste rápido fica pronto em 15 a 30 minutos. Simultaneamente deve ser colhido outro exame chamado Gota Espessa (que determina a espécie parasitária causadora da doença e a carga parasitária), o padrão ouro para o diagnóstico de malária: seu resultado é liberado pela FUNED (Fundação Ezequiel Dias) em até 24h a partir do momento em que a amostra é recebida. Em algumas situações, o próprio paciente é encaminhado para realização da Gota Espessa na UFMG. A realização deste exame é de suma importância, pois existem vários esquemas terapêuticos disponíveis, que dependem de informações não fornecidas pelo exame do teste rápido. A diferença entre os dois, além do tempo, é que no teste rápido se dá uma picadinha no dedo, de onde se tira o sangue e no Gota Espessa o sangue é extraído diretamente da veia, como em um exame convencional realizado em laboratório.

A malária é uma doença comum nos países de clima tropical e subtropical. Também conhecida por outros nomes, como febre terçã e quartã, a doença tem como vetor o anofelino (gênero Anopheles), mosquito parecido com o pernilongo que pica as pessoas, principalmente ao entardecer, à noite e ao amanhecer. Geralmente, a fêmea do mosquito ataca porque precisa de sangue para cultivar e colocar os ovos. Após picar alguém infectado, o parasita se desenvolve no mosquito e este transmite a doença pela saliva ao sugar o sangue da vítima. A transmissão da malária também pode ocorrer por transfusão de sangue contaminado, através da placenta para o feto e por meio de seringas infectadas.

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e suor abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo da doença, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias, mas também podem se dar de maneira contínua. Existem tratamentos padronizados pelo Ministério da Saúde, via oral, intramuscular ou endovenosa, a depender da gravidade de cada caso.

A Amazônia legal é a região do Brasil onde ocorrem 98% dos casos de malária. Além dela, toda a África abaixo do deserto do Saara, o sudeste asiático e alguns países da América Central e do Sul são considerados regiões endêmicas da doença. O números de casos confirmados em Belo Horizonte gira em torno de 60 por ano, metade deles em moradores do município.
PBH

10/07/2014

Tuberculose infantil é subestimada pela OMS

A OMS estimou em 530.000 os casos de tuberculose detectados em crianças menores de 15 anos em 2012.
Paciente de tuberculose em hospital da cidade indiana de Nova Délhi.
Paris (AFP) - Mais de 650.000 crianças desenvolvem tuberculose anualmente nos 22 países mais afetados pela doença, entre eles o Brasil, uma estimativa 25% superior à da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo um estudo.

Além disso, 53 milhões de crianças vivem com uma forma latente da infecção, suscetível de evoluir a qualquer momento para uma tuberculose ativa, acrescentam os autores do estudo publicado na revista britânica especializada em medicina The Lancet.

Em seu relatório de 2013, a OMS estimou em 530.000 os casos de tuberculose detectados em crianças menores de 15 anos em 2012.

Mas a estimativa depende dos casos apontados pelos pediatras, um método criticado por muitos especialistas, em particular porque sua confiabilidade varia consideravelmente de um país para outro.

Os 22 países apontados no estudo são Brasil, Afeganistão, África do Sul, Bangladesh, Camboja, China, Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Quênia, Moçambique, Mianmar, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Rússia, Tailândia, Uganda, Tanzânia, Vietnã e Zimbábue.
AFP

27/06/2014

Mudança de hábitos podem prevenir diabetes

Dados da Federação Internacional de Diabetes (FID) apontam que 13,4 milhões de brasileiros convivem com a doença.
O diabetes é diagnosticado por meio de exames de sangue.
A participação ativa do paciente é fundamental no tratamento do diabetes. O controle da ingestão de açúcares e gordura, a perda de peso, além da prática regular de atividade física são medidas do dia a dia que podem evitar o aparecimento e o agravamento da doença. O alerta foi feito nesta quinta-feira (26), dia nacional de prevenção à doença, pela Sociedade Brasileira de Diabetes.

Dados da Federação Internacional de Diabetes (FID) apontam que 13,4 milhões de brasileiros convivem com a doença. Em todo mundo, o número é 246 milhões de pessoas e deve chegar a 350 milhões em 2015. A maior parte dos novos pacientes deverá contrair o tipo 2, que pode ser evitado com o combate ao sedentarismo e às dietas pouco saudáveis.

“O mundo de hoje conspira contra os hábitos saudáveis. Usamos cada vez mais elevadores, automóveis, controles remotos e a comida fica relativamente mais fácil, mais barata, mas também mais calórica “, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Antonio Carlos Lerario. Ele alerta para combinação perigosa entre fast food, refrigerantes, doces e o sedentarismo.

Lerario explica que existem dois tipos da doença: o tipo1 que ocorre quando o corpo não produz insulina, aparece geralmente na infância e atinge cerca de 10% da população. Já o tipo 2 pode ser desenvolvido por qualquer pessoa e costuma aparecer após os 40 anos de idade, por predisposição genética e desencadeada por fatores como a obesidade.

“Uma vez que o organismo está com a quantidade de gordura suficiente, ele passa a resistir a deposição de mais gordura e isso exige mais insulina. A exigência de mais insulina exaure o pâncreas, que fica sobrecarregado”, explicou. Segundo o médico, a obesidade acelera o processo que pode acontecer naturalmente. “Temos que comer de maneira moderada”, destacou.

O diabetes é diagnosticado por meio de exames de sangue. O tratamento requer acompanhamento médico. A depender do quadro, o paciente não precisa tomar remédios e insulina, basta mudar os hábitos. Alguns sintomas como perda de peso, fome ou sede descontroladas, além de sensação constante de cansaço, são comuns do diabetes.

Se não for tratada, a doença pode levar à amputação de membros e perda da visão.
Agência Brasil

25/06/2014

Teste da linguinha será obrigatório

Procedimento serve para detectar se a criança tem o problema comumente chamado de língua presa.
É uma conduta simples que pode fazer a diferença na vida da criança.
Hospitais e maternidades serão obrigados a fazer o teste da linguinha em recém-nascidos. O procedimento serve para detectar se a criança tem o problema comumente chamado de língua presa. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Irena Marchesan, é uma conduta simples que pode fazer a diferença na vida da criança.

O frênulo da língua é uma membrana que liga a língua à parte inferior da boca. Todos têm a membrana, mas em alguns casos é maior do que o normal, o que popularmente é conhecido como língua presa.

De acordo com Irene Marchesan, a avaliação é muito importante porque pode detectar se existe algo fora do normal, o que possibilita fazer o procedimento para cortar a membrana antes que ela dificulte a vida da criança.

“O primeiro problema de ter o frênulo preso é que a criança vai ter dificuldade ao mamar, podendo deixar o peito precocemente. Um segundo problema é no desenvolvimento da criança, que pode ficar com a fala alterada e com dificuldades para mastigar”, explicou Irene.

A fonoaudióloga diz que os efeitos do procedimento para acabar com a língua presa não são os mesmos quando a criança é maiorzinha, por isso a importância de fazer no recém-nascido. Segundo Irene, o procedimento é muito simples, e alguns pediatras fazem na hora que a criança nasce, antes de entregá-la à mãe.

Segundo a assessoria do Ministério da Saúde, na rede pública geralmente são os pediatras que fazem os testes obrigatórios logo após o nascimento das crianças, e serão eles os responsáveis pelo teste da linguinha. O Sistema Único de Saúde paga o procedimento para corrigir o problema para pessoas de todas as idades.

A Lei 13.002, que torna obrigatório o teste da linguinha, foi publicada na última segunda-feira (23) e entra em vigor 180 dias após a publicação.
Agência Brasil

24/06/2014

Asma: terceira causa de hospitalização entre crianças e adultos jovens


Foi celebrado no Brasil no último dia 21, o Dia Nacional de Combate à Asma, doença inflamatória que dificulta a passagem do ar pelas vias respiratórias até os pulmões. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.

No Brasil, a asma causa anualmente 2.500 mortes. É a terceira causa de hospitalização entre crianças e adultos jovens. Estima-se que 10% de adultos e 20% de crianças e adolescentes brasileiros sofrem com os sintomas da doença. 

Para falar sobre a doença asma nós contatamos o cardiologista Dr. Geniberto Paiva Campos, membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB e coordenador do Observatório de Saúde de Brasília (DF). (MJ)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/06/24/asma:_terceira_causa_de_hospitaliza%C3%A7%C3%A3o_entre_crian%C3%A7as_e_adultos_jovens/bra-809073
do site da Rádio Vaticano 

23/06/2014

Projeto dispensa licitação em contratações do SUS

Será realizado credenciamento por meio de chamamento público, com remuneração fixada unilateralmente.
A contratação de profissionais pode ser dispensada de licitação.
A contratação de profissionais e estabelecimentos para prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser dispensada de licitação. Pelo Projeto de Lei 6251/13, nesses casos, será realizado credenciamento por meio de chamamento público, com remuneração fixada unilateralmente pela administração pública.
O projeto do deputado Betinho Rosado (PP-RN), em tramitação na Câmara dos Deputados, autoriza a contratação direta de profissional de saúde, pelo prazo de até dois anos, quando houver vaga não preenchida em concurso público, desde que não haja candidato aprovado à espera de convocação; e também permite que os gestores do SUS credenciem estabelecimento de saúde, pelo prazo de até cinco anos, sem processo licitatório.

Competição

De acordo com Rosado, a contratação de serviços e profissionais de saúde se enquadra nos casos de inexigibilidade de licitação por inviabilidade de competição previstos na Lei das Licitações (8.666/93), embora haja mais de um interessado. Ele argumenta que a inviabilidade de concorrência ocorre pela viabilidade de credenciamento e contratação de todos, “se a administração convoca profissionais dispondo-se a contratar todos os interessados que preencham os requisitos por ela exigidos”.

No sistema de credenciamento, ou chamamento público, conforme explica o autor, não há apresentação de propostas, pois o valor a ser pago já foi fixado pelo órgão contratante. “Ou seja, não há competição, então, desta forma, não há como se declarar um vencedor”, acrescenta.
Rosado sustenta ainda que esse sistema “aproveita melhor os recursos públicos, uma vez que o preço a ser pago pela prestação do serviço é previamente definido no próprio ato de chamamento dos interessados”.

Tramitação

Em caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara

21/06/2014

Casos de dengue chegam a 11.392 em SP

Mais da metade (56,3%) dos casos foi registrada em quatro semanas, entre os dias 23 de março e 19 de abril.
O combate à dengue tem que ser feito permanentemente.
Por Flávia Albuquerque
O total de casos de dengue confirmados na cidade de São Paulo chegou a 11.392 este ano, de acordo com levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Mais da metade (56,3%) dos casos foi registrada em quatro semanas, entre os dias 23 de março e 19 de abril, período correspondente ao pico da doença. A taxa de incidência da cidade passou para 101,2 casos para cada 100 mil habitantes.
Segundo o médico da Coordenação de Vigilância em Saúde José Olímpio Moura de Albuquerque, o número de notificações começou a desacelerar, e é provável que o pior período da dengue esteja superado. Entretanto, o acumulado do ano supera o total do ano de 2010, que era o pior, com 5.866.
O médico destacou que, no inverno, o normal era que houvesse a interrupção de casos, mas desde 2001 se observa que não há mais esse período de paralisação. “Em 2013, após a 29ª semana (do ano), no começo de julho, o maior número de casos foi dez por semana, mas depois oscilou entre três a seis, confirmando que, apesar de não cessar a transmissão, ela sofre certa redução. O número vai aumentar ainda e depois observaremos queda. Não será diferente do ano passado”.
Albuquerque ressaltou que em 2014 houve certas particularidades, como a temperatura maior do que a média dos anos anteriores. “Mas é claro que o combate à dengue tem que ser feito permanentemente. Não é fácil combater o vetor. A ocupação do espaço urbano e a capacidade de manter o espaço salubre tem que ser trabalho articulado com outras secretarias, e isso tem sido feito. A população tem que auxiliar também”.
Agência Brasil

Anestesia geral prejudica a memória

Em crianças com menos de 1 ano, procedimento pode ter 'efeitos devastadores'.
Anestesia é preparada em um hospital francês.
Paris  - Um estudo indica que a anestesia geral de crianças com menos de 1 ano pode ter efeitos devastadores sobre a memória durante a infância.
Cientistas americanos chegaram a esta conclusão após uma comparação da capacidade de memorização de dois grupos de 28 crianças, o primeiro submetido à anestesia geral antes de um ano e o outro não.
As crianças, com idades entre 6 e 11 anos, foram acompanhadas e testadas durante um período de 10 meses através das lembranças de detalhes em seus desenhos.
"As crianças não diferem em termos de inteligência ou comportamento, mas aquelas que receberam uma anestesia tiveram uma pontuação significativamente menor do que as outras" quanto à memória, indica um resumo fornecido pela revista médica Neuropsychopharmacology (grupo Nature).
"Déficits de memória, mesmo que mínimos, podem ter consequências imediatas na capacidade de aprendizagem das crianças", escrevem os pesquisadores da Universidade da Califórnia.
Não houve, contudo, diferenças entre crianças submetidas a uma única ou várias anestesias antes da idade de um ano.
Os mesmos cientistas também conduziram um estudo paralelo com 33 ratos anestesiados durante a primeira semana de vida e que mostrou que eles reconheceram com mais dificuldades certos odores do que seus colegas que não foram anestesiados.
Nenhum dos ratos tinha sofrido uma lesão no cérebro, o que prova, de acordo com os investigadores, que a anestesia é a causa da perda de memória.
Estudos demonstraram, no passado, que a anestesia podia destruir determinadas células nervosas e afetar o funcionamento das sinapses, mas o seu impacto sobre a memória humana ainda não havia sido estudado.
Os pesquisadores reconhecem, porém, que mais estudos ainda são necessários para determinar se o déficit de memória é reversível em humanos.
"Estes resultados podem nos encorajar a fazer perguntas sobre a necessidade de certas anestesias", diz Greg Stratmann, um dos co-autores do estudo.
Além de cirurgias, a anestesia geral pode ser usada para imobilizar um bebê durante determinados procedimentos médicos, como ressonância magnética (MRI) ou, por exemplo, durante a instalação de certos dispositivos.
AFP

10/06/2014

Médica Fátima Dourado, da Casa da Esperança, é finalista do Prêmio Cláudia

A médica pediatra Fátima Dourado, diante do desafio de lidar com dois filhos com autismo, numa época em que o transtorno não era conhecido como hoje, tornou-se psiquiatra e com apoio de outras mães fundou a Casa da Esperança. A instituição, sediada no Ceará, é hoje referência internacional no atendimento a pessoas com autismo. Com uma equipe multidisciplinar de 170 profissionais, atende cerca de 400 pessoas, com acompanhamento intensivo de quatro horas diárias. Por essa iniciativa, Fátima foi indicada e, entre mulheres notáveis de todo o Brasil, está entre as finalistas do Prêmio Cláudia 2014.

Para Fátima, estar entre as finalistas, na categoria Trabalho Social, é uma alegria e representa uma esperança para a Casa, que se tornará conhecida por mais pessoas. “Vem a esperança de novas parcerias, a esperança de atender mais gente que não pode pagar tratamento. É uma injeção de forças”, diz ela.

Na Casa, situada na Rua Francílio Dourado, 11, no bairro Água Fria, atuam médicos, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistentes sociais, enfermeiros, educadores físicos, músicos, instrutores, pessoal administrativo e de apoio. Essa equipe, desenvolve diversas atividades, como  atenção à saúde, à educação especializada, à família, à produção e difusão de conhecimentos sobre  autismo e à garantia e defesa de direitos das pessoas com autismo e seus familiares . Parceria com o Sistema Único de Saúde ajuda mas novos parceiros e doações são bem-vindos.

Sobre o Prêmio

O concurso promovido pela revista Cláudia, “representa a maior premiação feminina da América Latina – teve sua primeira edição em 1996 com o objetivo de descobrir e destacar mulheres competentes, talentosas, inovadoras e empenhadas em construir um Brasil melhor”, informam os organizadores. A cada ano, o exemplo das concorrentes colabora para a resolução de vários problemas sociais.
 
A seleção das finalistas começa no mês de março. A convite da equipe da revista, cientistas, acadêmicos, empreendedores sociais, empresários, políticos, escritores renomados e cineastas, indicam suas candidatas. Também fazem indicação, participantes de anos anteriores e leitoras. Daí, são selecionadas 250 mulheres atuantes em cinco categorias: Ciências, Políticas Públicas, Cultura, Negócios e Trabalho Social.

Depois de uma rigorosa pesquisa sobre as realizações dos nomes sugeridos, são definidas três finalistas por categoria. O processo todo envolve votação pelo site premioclaudia.com.br,  pela direção da revista e por uma comissão de dez personalidades. A festa de premiação está marcada para 7 de outubro, na Sala São Paulo, em São Paulo (SP).


Por enquanto, a votação está aberta apenas para as categorias Ciência e Trabalho Social. As finalistas das outras categorias serão anunciadas e ficarão disponíveis para votação por etapas até setembro de 2014.

Conheça os  três trabalhos finalistas de cada área:

Ciência

  • Denise Lapa Pedreira -  Obstetra paulista que desenvolveu uma técnica delicada de cirurgia por vídeo, que pode ser feita durante a gestação e ajuda a minimizar as seqüelas de uma doença que provoca malformações em bebês.
  • Luciana Vanni Gatti – A pesquisadora realiza o mais abrangente de cálculo de balanço de carbono já realizado no Brasil. As informações que coleta com a equipe sobre a bacia amazônica têm relevância mundial
  • Myrna Bonaldo - Pesquisadora do vírus HIV, que causa Aids, trilha o caminho que pode levar a cura da doença. Considerada uma engenheira de novas vacinas, tentar combater também outras doenças, como dengue e malária.

Trabalho Social


  • Carmen Chaves e Eugênia de Melo - Conhecidas como Calhambota e Buguinha, escolheram o teatro de bonecos para atrair a atenção das crianças na periferia de Belém e abordar temas delicados como bullying, crack e trabalho infantil. Pelo trabalho, receberam prêmio até do Unicef.
  • Dirce Carrion - Através do intercâmbio entre adolescentes do Brasil e de Angola, a arquiteta promove o combate ao racismo com oficinas de fotografia, vídeos e trocas de cartas.
  • Fátima Dourado - Criar dois filhos autistas em um momento que a inclusão não era uma prática cotidiana em Fortaleza levou a médica Fátima a criar uma instituição de cuidados especiais com impacto nacional. Hoje, a Casa da Esperança reúne 170 profissionais, atende 350 pessoas gratuitamente e realiza mil procedimentos ambulatoriais por dia com recursos do SUS.
 
Mais informações: Fátima Dourado, Casa da Esperança – (fones: 85  3081 4873 / 3278 3160)

Com informações do site do Prêmio Cláudia


Boa Notícia

06/06/2014

Hemocentros fazem campanhas para aumentar estoques de sangue

hemocentroCrato. Na semana que antecede o início dos jogos da Copa do Mundo, as seis unidades que integram a Hemorrede no Ceará estão mobilizadas para ampliar o estoque de bolsas de sangue. O clima é de expectativa é de preocupação para o período. O temor é o aumento da demanda por conta de excessos nas comemorações, bem como as festividades regionais relacionadas ao mês de junho.
Diante da situação, ações estão sendo desenvolvidas em todas as regiões do Estado com a finalidade de ampliar o estoque de sangue na Hemorrede, formada por um Hemocentro coordenador, com sede em Fortaleza; quatro Hemocentros regionais, localizados nos municípios de Sobral, Quixadá, Crato e Iguatu; um Hemonúcleo, em Juazeiro do Norte; além de 64 agências transfusionais instaladas em hospitais da Capital e em alguns municípios do Interior do Ceará.
No Cariri, o trabalho vem sendo realizado através de parceria envolvendo o Hemocentro do Crato e escolas que compõem a rede pública em 28 municípios da região. Ontem, alunos da escola José Alves de Figueiredo, localizada no bairro Vila Alta, em Crato, aderiram à campanha de doação para a Copa do Mundo lançada pelo Hemoce. Sob o slogan da campanha, "Nossa torcida é pela vida. Doe sangue", os alunos transformaram o laboratório de informática da unidade de ensino em centro de coleta voluntária. Dezenas de estudantes participaram das doações.
"Esse trabalho vem sendo construído já há algum tempo, através de palestras nas unidades de ensino, com a finalidade de disseminar a cultura da doação de sangue como responsabilidade social de todos", explicou a coordenadora técnica do Hemocentro do Crato, Aldilene Sobreira de Moura, ressaltando que a ação também tem a finalidade de atender às demandas provenientes de excessos cometidos durante os festejos relacionados ao mês de junho.
Expocrato
"Nós temos grandes eventos neste período, como a Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha, e a ExpoCrato, em julho; além das festas juninas na maioria dos municípios. Tradicionalmente, há uma queda em relação ao número de doações nestes dois meses do ano. As doações obtidas durante a campanha da Copa vão garantir que haja estoque suficiente para atender a toda demanda", observou.
Diferente de outros anos, quando havia escassez constante de doadores, o número de doadores voluntários vem crescendo paulatinamente na região. Conforme a coordenadora, cerca de 3% de toda a população do Cariri realiza doações de sangue periodicamente. "Este índice, inclusive, é maior do que o do próprio Estado, onde apenas 2% de toda a população cearense realiza doações sanguíneas", afirma Aldilene Sobreira. Segundo ela, o Hemocentro do Crato contabiliza cerca de 70% de doações fidelizadas. "A população tem respondido ao nosso chamamento e isso tem oportunizado certo estreitamento da relação da população para com o Hemocentro do Crato, facilitando, desta forma, o nosso trabalho", disse.
O Hemocentro do Crato atende a 45 hospitais em funcionamento em cerca de 28 dos 33 municípios que formam a região. Hoje pela manhã, funcionários e colaboradores do órgão estarão realizando panfletagem em torno da campanha da Copa, objetivando um maior número de doadores. "Nós estaremos, a partir das 9 horas, em frente ao Hemocentro, convocando a sociedade do Cariri. A doação voluntária precisa ser compreendida por todos como fundamental para nossa própria sobrevivência", avalia a coordenadora.
Voluntários
Na região Centro-Sul, o Hemocentro de Iguatu atende a 30 hospitais e a 25 municípios, além de dar suporte para todas as unidades da rede no Estado. "A nossa estratégia foi intensificar até o próximo dia 10 as coletas externas nos outros municípios", frisou a coordenadora local, Luana Cavalcante. "Vamos trabalhar normalmente e, apenas nos dias de jogos do Brasil, vamos suspender o expediente, duas horas antes".
A média mensal de coleta de bolsas de sangue no Hemoce de Iguatu é de 400 e apenas 20% são oriundos de doadores voluntários. Já em Sobral, na zona norte do Estado, a campanha recebeu apoio do corpo técnico administrativo da Universidade Federal do Ceará (UFC), que realizou coleta de sangue junto aos estudantes, nas salas de aula do Campus Mucambinho. A ação contou com apoio de funcionários, professores, alunos e sociedade local.
De acordo com o professor Paulo Roberto Correia dos Santos, a campanha teve a finalidade de auxiliar o Hemoce e chamar atenção de maneira construtiva para as necessidades dos técnicos das Universidades Federais. Na ocasião, 46 pessoas se dispuseram à doação, das quais 20 foram consideradas aptas; dez inaptos por diversos motivos e 16 inaptos por falta de documentos, baixo peso ou por serem menores de idade. De acordo com o Ministério da Saúde, os hemocentros devem aumentar em 30% seus estoques para todos os tipos sanguíneos durante a realização da campanha da Copa. O plano de contingência foi elaborado visando o atendimento, além da demanda regular, de alguma emergência. O município de Fortaleza deve receber mais de 400 mil visitantes durante o período de jogos. Por isso, é necessário que a população cearense colabore e realize a sua doação voluntária de sangue. A meta da campanha é alcançar as 10 mil doações no Ceará.
FIQUE POR DENTRO
Critérios definem perfil para ser um doador
Doadores de sangue precisam passar por triagem antes do processo de coleta. Esse processo obedece às normas estabelecidas por órgão nacionais e internacionais, como o Ministério da Saúde, Associação Americana e Conselho Europeu de Bancos de Sangue. As triagens tem por objetivo a garantia de maior segurança e proteção ao receptor e ao doador de sangue. Para ser doador, o candidato precisa atender a alguns critérios básicos, como por exemplo: Estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam apresentar autorização dos pais ou responsáveis); pesar no mínimo 50kg; estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas); estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação) e apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteiras de Identidade; de Identidade de Profissional Liberal; de Trabalho).
Mais informações
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce)
Av. José Bastos, 3390
Rodolfo Teófilo - Fortaleza
Telefone: (85) 3101.2296
Roberto Crispim e Sucursais
Colaboradores e repórteres

24/05/2014

Violência pode levar ao uso de drogas lícitas

Dos 4.607 pesquisados, 21,7% relataram terem sido vítimas de violência na infância ou adolescência.
O chamado bullying atingiu 13% dessa população.

Estudo feito pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), indica que a violência física contra a criança ou adolescente pode ser um fator que leva ao consumo de drogas lícitas, como o álcool, ou ilícitas.

Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), dos 4.607 indivíduos pesquisados em 149 municípios, 21,7% relataram terem sido vítimas de alguma violência na infância ou na adolescência. A ocorrência entre as meninas foi de 20,5%, enquanto entre os meninos, de 17,8%.

Adolescentes ou adultos que presenciaram agressões físicas entre pais ou cuidadores também podem ter sido influenciados a consumir tais substâncias, conforme o estudo. Entre os adolescentes pesquisados, 8,4% daqueles que consomem drogas viram discussões no ambiente doméstico. Entre maiores de 18 anos, o número chega a 11,1%.

O estudo aponta que, entre os que sofreram agressão, 12,4% foram empurrados, arranhados ou beliscados; 11,9% apanharam até ficarem com marcas; 9,3% foram insultados e humilhados; 5,9% foram machucados com objetos; 1,7% foram ameaçados com armas ou facas e 0,7% foram queimados com água quente. Em 20% desses casos, o causador da violência havia bebido. E em 8%, o fato de os pais ou alguém da convivência dessas pessoas usarem substâncias ilícitas foi fator de risco para que eles passassem a usar também.

Quando se fala em violência sexual, o Lenad revelou que 5,3% dos entrevistados foram molestados em algum momento, sendo que 33% disseram que o abusador foi um parente e, em 25% dos casos relatados, um amigo. Entre as mulheres, a violência sexual doméstica é maior (7%) do que entre os homens (3,4%). 1,3%  dos participantes da pesquisa afirmaram terem sido vítimas de exploração sexual para obtenção de lucro.

Os atos de violência física ou psicológica intencionais e repetitivos na escola, o chamado bullying, atingiram 13% dessa população, sendo a agressão verbal (12%) e o isolamento social (5%) os mais comuns. Aparecem na lista também agressão física (3,2%), racismo (1,3%), ofensas pela internet (0,1%) e homofobia (0,1%).

A coordenadora do Lenad, Clarice Sandi Madruga, defendeu a prevenção como um primeiro passo para que essas crianças não sofram abusos. "A prevenção tem que ser primária, em escolas, como o treinamento de professores e qualquer pessoa que tenha contato com os alunos para que saibam o que é abuso. Profissionais dos serviços de saúde  devem saber identificar, [saber] o que fazer nesses casos e para onde encaminhar essas vítimas".

Os estudos mostraram associação entre a exposição ao abuso físico e psicológico na infância com consequências negativas para a saúde mental e emocional na vida adulta, como maior predisposição à depressão e ao uso de psicotrópicos. "O abuso sexual está muito mais vinculado com o consumo de substâncias ilícitas, aumentando em até quatro vezes a chance de abuso dessas drogas. Pessoas com mais predisposição para o consumo de álcool também têm predisposição para a depressão", segundo a coordenadora do Lenad.
Agência Brasil

23/05/2014

Campanha pretende aumentar doação de leite

A doação de leite é apontada como um dos fatores fundamentais para a queda da mortalidade.
Por ano, são recolhidos 160 mil litros de leite pela rBLH.

"Quando você doa leite materno, doa vida para um bebê e  força para a mãe". Esse é o lema da campanha 2014 de doação de leite materno, lançada nesta quinta-feira (22) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o ministro, apesar do aumento no número de doadoras verificado desde 2008, entre 2012 e 2013 houve uma redução de 12%. "Nós precisamos aproveitar essa semana em que em todo o Brasil se realizam atividades relacionadas ao aleitamento materno e aos bancos de leite humano, (para pedir) que as mulheres que possam, que tenham amor à vida, solidariedade a outras mães e a outros bebês que precisam de leite humano, se cadastrem para ajudar a salvar mais vidas, a fazer brasileirinhos e brasileirinhas mais saudáveis em todo o país", reforçou o ministro.

A doação de leite é apontada como um dos fatores fundamentais para a queda da mortalidade na infância no Brasil. A taxa caiu de 18,9 mortes por mil nascidos vivos, em 2010, para 17,9, em 2011, o que fez o Brasil alcançar o objetivo do milênio antes do prazo, 2015.

Uma das madrinhas da campanha desde ano, Rany Souza, mãe da Isabela, que nasceu no dia 28 de março, diz que a pequena precisou de leite doado por 15 dias. "Assim que ela nasceu, ela foi direto para a cirurgia, eu não pude dar leite para ela e o meu peito secou, então nesse momento eu não pude amamentar. Então o banco de leite ajudou bastante. Eu fiz translactação [técnica usada para reintroduzir o aleitamento no peito] e agora eu já consigo amamentar, as meninas do banco de leite ajudaram, ensinaram a fazer a massagem no peito para estimular".

O ministro Chioro lembrou que o Brasil é a referência mundial em termos de banco de leite humano. "Países como França, Portugal e Espanha adotaram o modelo brasileiro e vieram aprender conosco. Na África, estamos fechando termos de cooperação técnica a pedido da Organização Mundial da Saúde", citou.

De acordo com o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a tecnologia brasileira foi desenvolvida no SUS e hoje está sendo exportada também para os Estados Unidos.

"A Rede de Bancos de Leite Humano representou toda uma riqueza de tecnologias e logística da constituição desses bancos de leite, qualquer um deles tem o mesmo padrão tecnológico, o mesmo padrão de qualidade do leite que é fornecido, ele desenvolveu tecnologias baratas para tornar acessível e possível de reproduzir dessa experiência não só no Brasil mas em países do continente africano, que tem também dificuldade de recurso, e também a logística do campo da informação".

Criada em 1985, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) conta hoje com 214 bancos de leite e 134 postos de coleta em todos os estados, a maior do mundo. Por ano, são recolhidos 160 mil litros de leite, que beneficiam 175 mil recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva.

O coordenador da rede e do programa ibero-americano de bancos de leite, João Aprígio, explica que o Brasil é referência também nos protocolos de atenção à mãe e ao bebê. O país tem animado uma campanha para a criação do Dia Mundial da Doação de Leite Humano, 19 de maio, já comemorado no Brasil e em outros 22 países.

"O Brasil, nessa sua posição de vanguarda, de inovação, capitaneou um trabalho muito bonito, que é da criação do Dia Mundial da Doação do Leite Humano, o Brasil foi o primeiro a ter um dia nacional, comemorado em 2004. A partir de 2010, com o Fórum de Cooperação Internacional que o Brasil realizou, essa data passou para 19 de maio, que foi quando o Brasil produziu o primeiro documento internacional sobre doação de leite humano. Agora nós temos vários países da América Latina, hispânicos, na Europa, comemorando conosco o 19 de maio".

Durante o lançamento da campanha desta ano, também foi apresentado o  curso à distância do Sistema de Controle de Qualidade da rBLH, que será feito por todos os funcionário de bancos de leite do Brasil e de países parceiros. Foi lançado também o primeiro Prêmio Jovem Pesquisador da Rede de Bancos de Leite Humano, dirigido a graduandos e profissionais com até dez anos de formados, para incentivar trabalhos que possam contribuir para o fortalecimento das ações.
Agência Brasil

16/05/2014

Academias buscam mais segurança e conforto para usuários na Capital

plusPensando na melhoria de vida, com mais saúde e menos problemas físicos e mentais, cresce em Fortaleza o número de adeptos às academias de ginástica. Nesse movimento, é possível perceber uma exigência maior dos novatos desse setor, comentam alguns especialistas. Com isso, também é perceptível o aumento no número de academias que oferecem atendimento semi-personalizado, onde há um número reduzido de alunos - variando entre 15 e 80 anos - dentro de um estúdio, gerando melhores resultados.
A busca pela saúde é clara: o Brasil é o segundo país em número de academias, atrás somente dos Estados Unidos, e, segundo o Ministério de Saúde, quase metade da população está acima do peso. Ainda segundo o Ministério, Fortaleza está entre as capitais que possuem mais pessoas com excesso de peso e obesos no País. A Capital cearense tem 53,7% de pessoas com sobrepeso - atrás de Porto Alegre (55,4%) - e 18,4% da população encontra-se em estado de obesidade. 
Há um ano e seis meses em uma academia semi-personalizada, o gerente comercial Mauro Carlos Mendonça, de 32 anos, afirma que, no início, buscava uma melhora estética  e qualidade de vida, e concorda que o serviço exclusivo apresentou benefícios desde o princípio. “Além das notórias diferenças físicas - perda de gordura, ganho de massa - a coisa de ter um serviço qualificado, gente profissional, gente que sabe o que faz, tem feito bastante a diferença. O risco de lesão é menor e tem dado resultado”, exalta Mauro, que já frequentou academias convencionais.
O serviço de atendimento direto também é indicado para pessoas de idade avançada, como Manoel Macedo, de 72 anos. Há 2 meses em uma academia semi-personalizada, ele iniciou exercícios físicos segundo recomendação médica, e indica o serviço. “Queria manter a saúde, melhorar a musculatura. Se a gente fizer [os exercícios] aleatoriamente pode se prejudicar”, afirma.

 
Foi pensando nesse nicho de mercado que os três educadores físicos Jorge Filho, Eduardo Sidney e Caio Moreira resolveram criar uma academia que atenda até doze alunos por hora, onde três professores ficam responsáveis por até quatro alunos. Os treinamentos são pré-agendados, o que faz com que o número de alunos presentes simultaneamente na sala da academia não exceda o limite estabelecido.
“Não é uma academia de musculação e não só uma academia de treinamento funcional. A gente integra os serviços de acordo com a necessidade do aluno. Se vem com objetivo de hipertrofia, o ganho de massa, a gente procura adequar ao treinamento. Já outros procuram o treinamento dinâmico, o funcional”, conta o sócio-proprietário da Fit One Treinamento Personalizado, Jorge Filho.
“É um treinamento novo. É muito efetivo. Tem profissionais muito competentes. Toda atividade física busca saúde, o grande diferencial desse é o ambiente, que é d iferente”, exalta o presidente do Conselho Regional de Educação Física no Ceará, Antonio de Pádua Muniz.
Estúdios voltados para vários tipos de treinamento 
Com público que varia bastante de idade, os estúdios de treinamento personalizado ou semi-personalizado são voltados para todo tipo de treinamento. Aberta há três anos, a Fit One conta com uma média de 100 alunos. “A gente tem todo tipo de público. Do novo ao idoso. Do saudável ao lesionado.  Nesse tipo de serviço a gente trabalha com muitas pessoas com limitação, de idade e pós-cirúrgico. Eles têm uma confiança maior em adquirir esse tipo de serviço com medo de ter uma lesão”, comenta Jorge. 
Com a proximidade entre professor ao aluno, as academias de treinamento semi-personalizado podem oferecer, segundo os especialistas, melhor acompanhamento na evolução diária do cliente, em detrimento da academia comum, que chega a oferecer um professor para 30 alunos. “É uma ótima opção. Há a proximidade do professor ao aluno, a troca de treino regular, o não-esquecimento na sala e um custo-benefício maior ”, afirma Jorge Filho. 
Segundo Mich el Rodney de Souza, presidente do Associação das Assessorias Esportivas em Atividades Físicas do Ceará e membro da Academia Brasileira de Treinadores do Comitê Olímpico Brasileiro, esse tipo de serviço vem aumentando nos últimos anos. “Esse treinamento vem se expandido desde 2008 e agrega à categoria. Esses estúdios fornecem mais conforto. São mini-academias, com formato menor”, fala.
Confira a matéria da íntegra na edição da última quinta-feira (15) do Diário do Nordeste Plus, aplicativo para tablets do Diário do Nordeste.
Diário do Nordeste