MUNDO
Mais de 300 mil deixaram de ir à escola no Mali
Texto Francisco Pedro | Foto Lusa | 26/01/2013 | 10:40
Organização não governamental apoia menores deslocados e vítimas de pobreza
Os confrontos no Mali estão a agravar o sistema de ensino no país e a excluir centenas de milhares de crianças do direito à instrução. Desde o início da guerra calcula-se que perto de 300 mil estudantes deixaram de frequentar a escola
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O sistema educativo no Mali já era precário e tem vindo a agravar-se com a guerra. Antes do início do conflito, mais de 800 mil crianças estavam excluídas do sistema de ensino. Agora, perto de 300 mil estudantes ficaram impedidos de regressar à escola e 80 por cento dos menores refugiados em idade escolar não consegue frequentar as aulas.
Para fazer frente a esta emergência, a Intervida, uma organização não governamental espanhola, desenvolveu um programa de apoio a 738 pequenos deslocados e de auxílio a 20 mil menores, vítimas de pobreza. A organização trabalha na região de Ségou desde 2002, na defesa dos direitos da infância, e integrou nos seus projetos as crianças deslocadas por causa do conflito, oferecendo assistência médica e acesso à instrução, revela a agência Fides.
Segundo as últimas estimativas do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a crise que eclodiu no norte do Mali no início do ano provocou o deslocamento interno de 200 mil pessoas rumo a Mopti, Ségou e Bamako, enquanto 145 mil pessoas procuraram refúgio nos países vizinhos como Mauritânia, Burkina Faso, Níger, Argélia, Togo e Guiné.
Para fazer frente a esta emergência, a Intervida, uma organização não governamental espanhola, desenvolveu um programa de apoio a 738 pequenos deslocados e de auxílio a 20 mil menores, vítimas de pobreza. A organização trabalha na região de Ségou desde 2002, na defesa dos direitos da infância, e integrou nos seus projetos as crianças deslocadas por causa do conflito, oferecendo assistência médica e acesso à instrução, revela a agência Fides.
Segundo as últimas estimativas do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a crise que eclodiu no norte do Mali no início do ano provocou o deslocamento interno de 200 mil pessoas rumo a Mopti, Ségou e Bamako, enquanto 145 mil pessoas procuraram refúgio nos países vizinhos como Mauritânia, Burkina Faso, Níger, Argélia, Togo e Guiné.
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