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25/01/2013

Jovens guineenses contra abate de árvores


A Associação de Jovens de Fulacunda, no sul da Guiné-Bissau, denunciou esta sexta-feira o «abate indiscriminado» de árvores de grande porte nas matas da região por madeireiros chineses, com autorização do governo de Bissau. «Cortam as árvores de forma indiscriminada, sobretudo o pau de carvão, mas também arrancam as raízes. É um desastre o que os chineses estão a fazer nesta zona. É um crime», disse à agência Lusa o presidente da associação, Lamine Mané. 

Segundo o dirigente, o representante do governo no setor de Fulacunda, até está do lado dos jovens que estão contra os madeireiros chineses, mas diz que não pode fazer nada para parar o abate das árvores «porque a ordem vem de Bissau». No final do ano passado, os membros da associação passaram das ameaças aos atos, parando, à força, os madeireiros, mas estes, dias depois voltaram a cortar árvores mediante uma nova autorização passada pelo governo central. 

«É mesmo para chorar. Dói o que se vê por aqui. Os chineses estão a dar cabo da nossa floresta. O problema é que até têm documentos passados pelo governo central e contra isso não se pode fazer nada», sublinhou Mané, acrescentando que a floresta que queriam classificada como comunitária e protegida, «já está completamente destruída». Se a devastação continuar, pode gerar-se «um conflito perigoso com a população", avisou o responsável da associação de jovens de Fulacunda.


Fátima Missionária

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