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11/03/2013

Papa emérito Bento XVI mudou ritos para o início do pontificado


Alterações pretendem aperfeiçoar o «desenvolvimento harmonioso» do ritual e «distinguir melhor» a missa de outros atos litúrgicos

Reuters/Kai Pfaffenbach CRB/JJ | Missa de início de pontificado do Papa emérito Bento XVI. Vaticano, 24-04-2005
Lisboa, 11 mar 2013 (Ecclesia) – Bento XVI aprovou, antes de renunciar ao pontificado, modificações aos ritos litúrgicos que assinalam o início do ministério do sucessor, mudanças que vão ser visíveis após o Conclave para a eleição do novo Papa, também bispo de Roma.
Em entrevista publicada no jornal do Vaticano o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, monsenhor Guido Marini, explicou que as alterações têm como objetivo aperfeiçoar o “desenvolvimento harmonioso” do ritual e, ao mesmo tempo, “distinguir melhor” a missa de outros ritos.
O guião contém os textos litúrgicos previstos nas celebrações presididas pelo sucessor de Bento XVI desde o momento do anúncio solene da eleição até à sua visita à Basílica de Santa Maria Maior, uma das que deve ser visitada pelo novo Papa após o Conclave.
As mudanças refletem-se nas celebrações relativas ao início do ministério do bispo de Roma e da tomada de posse da cátedra na Basílica de São João de Latrão, a sé da diocese romana, cujos ritos específicos passam a ser realizados antes e depois da missa, e não dentro da mesma, como acontecia até agora, referiu o sacerdote.
Na missa de início do ministério do bispo de Roma, previsivelmente alguns dias após a eleição, o ato de obediência vai ser realizado por todos os cardeais presentes na concelebração, incluindo os que não participaram no Conclave eletivo, afirmou o responsável ao ‘L’Osservatore Romano’.
O gesto de obediência, previsto nas normas para os cardeais eleitores logo após o novo Papa ter escolhido o nome pontifício, ainda dentro da Capela Sistina, “volta a ter uma dimensão também pública e fica aberto a todos os membros do Colégio Cardinalício, assumindo ao mesmo tempo um caráter de catolicidade [universalidade]”, destacou.
“Não se trata de uma novidade pois todos recordam bem no início do pontificado de João Paulo II o ato de obediência realizado por todos os cardeais então presentes na concelebração”, acrescentou monsenhor Guido Marini.
O novo ritual determina que o Papa pode visitar as basílicas pontifícias de São Paulo Fora de Muros e Santa Maria Maior, ambas em Roma, quando entender e da forma que considere mais adequada, como por exemplo com a celebração da Missa, da Liturgia das Horas ou outro ato litúrgico.
Outras das alterações constantes no guião aprovado a 18 de fevereiro pelo Papa emérito diz respeito à música, que passa a poder ser escolhida a partir do “rico” repertório da Igreja, ultrapassando as limitações impostas pelo anterior ritual.
O Papa emérito Bento XVI renunciou ao pontificado a 28 de fevereiro, tendo aberto caminho à realização do Conclave para a eleição do seu sucessor, que começa esta terça-feira.
RJM

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