MUNDO
Cidade do Vaticano, Roma
Texto Darci Vilarinho | 19/03/2013 | 10:54
Foi programática a homilia do Papa no início do seu Pontificado: cuidar carinhosamente das pessoas, de todas e de cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração
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Na solenidade de São José, dia em que iniciou oficilamente o seu ministério petrino, o Papa Francisco dedicou toda a sua homilia às virtudes do patrono da Igreja. Recordou logo no início o seu predecessor, que também se chama José, para que seja acompanhado com a oração, «cheia de estima e gratidão».
Comentando as leituras do dia, falou da missão de José, de ser guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, e da Igreja. Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender.
Explicou depois que a vocação de guardião não diz respeito apenas aos cristãos, mas diz respeito a todos: «é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos.»
«É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família. É viver com sinceridade as amizades». «Sejam guardiões dos dons de Deus!», rematou o Papa Francisco.
Quando o homem falha nesta responsabilidade, isto é, quando não cuida da criação e dos irmãos, acontece a destruição e o coração fica ressequido. «Infelizmente, em cada época da história, existem ‘Herodes’ que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.»
O Papa Francisco pediu «por favor» aos que ocupam cargos de responsabilidade no âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: «Sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!»
Mas, afirmou o Santo Padre, devemos também cuidar de nós mesmos. «Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.»
Referindo-se ao seu ministério como novo Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, que inclui também o poder, Francisco perguntou: «Mas de que poder se trata?». Respondeu com as palavras de Cristo a Pedro: «apascenta as minhas ovelhas.» E logo a seguir enunciou a natureza deste poder, que é o serviço.
E acrescentou que o Papa, para exercer o poder, «deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão.»
Terminou com um apelo à esperança: «Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! Para nós cristãos, a esperança tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.»
E invocando, a concluir, a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o seu ministério: disse mais uma vez: «Rezem por mim!»
Comentando as leituras do dia, falou da missão de José, de ser guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, e da Igreja. Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender.
Explicou depois que a vocação de guardião não diz respeito apenas aos cristãos, mas diz respeito a todos: «é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos.»
«É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família. É viver com sinceridade as amizades». «Sejam guardiões dos dons de Deus!», rematou o Papa Francisco.
Quando o homem falha nesta responsabilidade, isto é, quando não cuida da criação e dos irmãos, acontece a destruição e o coração fica ressequido. «Infelizmente, em cada época da história, existem ‘Herodes’ que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.»
O Papa Francisco pediu «por favor» aos que ocupam cargos de responsabilidade no âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: «Sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!»
Mas, afirmou o Santo Padre, devemos também cuidar de nós mesmos. «Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.»
Referindo-se ao seu ministério como novo Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, que inclui também o poder, Francisco perguntou: «Mas de que poder se trata?». Respondeu com as palavras de Cristo a Pedro: «apascenta as minhas ovelhas.» E logo a seguir enunciou a natureza deste poder, que é o serviço.
E acrescentou que o Papa, para exercer o poder, «deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão.»
Terminou com um apelo à esperança: «Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! Para nós cristãos, a esperança tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.»
E invocando, a concluir, a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o seu ministério: disse mais uma vez: «Rezem por mim!»
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