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26/07/2013

JMJ: superlotação de Copacabana agrada a comerciantes, mas incomoda moradores


Festa da Acolhida, na orla de Copacabana
Por Flávia Villela

Rio de Janeiro - A superlotação de Copacabana, zona sul do Rio, causada pelos eventos da Jornada Mundial da Juventude têm agradado aos donos de bares, restaurantes e supermercados nas proximidades do local do evento, mas causado descontentamento de moradores.

As mudanças no trânsito - que ocorrem de domingo (25) até amanhã (27) - prejudicaram o empresário João Cruz que não tem garagem para guardar o carro e não pode estacioná-lo na rua onde mora, em Copacabana. ´É um absurdo. Se fosse por um dia, ainda vai, mas uma semana sem poder estacionar o carro perto de casa é demais. Fora o trânsito horrível e a dificuldade de entrar e sair do bairro.´

A moradora e dona de um estabelecimento no final do Leme, bairro vizinho de Copacabana, Flávia Torga se disse frustrada. Como o estabelecimento fica longe do local do show, ela não teve aumento de vendas e ainda não tem onde estacionar o carro. ´Comprei um estoque imenso, porque falaram que vinham um milhão pessoas, mas para cá não chegou ninguém, inclusive ontem fechei mais cedo. E estou tendo que deixar o carro em Botafogo e vir para cá de táxi´, contou.

Já a gerente de uma pizzaria no bairro do Leme, próximo ao palco principal, Márcio Vinícios, disse que o movimento está além das expectativas. ´Está muito bom mesmo. Um aumento de quase 50%´, comemorou.

As filas enormes em praticamente todos bares e restaurantes, do local, evidenciam o sucesso de público. Alguns estabelecimentos fizeram reajustes de preços em alguns produtos para faturar mais nesta semana. Uma filial de uma rede de lanchonetes nacional subiu os preços dos sanduíches e alguns restaurantes criaram um cardápio especial para os peregrinos. Os altos preços são motivo de reclamações par aos turistas e moradores. ´São filas imensas na porta, aumento de preço, que não é grande, mas existe. Os moradores acabam não pagando´ informou o engenheiro civil Sailton Moreira de Araújo, morador de Copacabana, que alegou que faltará produtos alimetícios nos estabelecimentos comerciais com a transferência de mais dois eventos da JMJ no fim de semana.

O ambulante credenciado para vender mercadorias no encontro Itamar Sousa Pereira diz que a multidão não é sinônimo de boas vendas. ´É uma galera jovem que consome muito pouco. Não é como aqueles que consomem mais, que bebem cerveja.´

Jaime Endebo, morador do Leme, também reclamou do ônus de morar perto da orla. ´Toda vez que têm esses eventos no Rio, eles aumentam os preços, além do incômodo de ficar em fila, dificuldade de se locomover e o barulho, porque ontem o evento acabou depois das 23h e não consegui dormir´, queixou-se. ´Não entendo por que tudo tem que ser concentrado aqui, com tanta orla nesta cidade´.
Agência Brasil - domtotal.com

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