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12/07/2013

Microsoft ajudou EUA a interceptar e-mails e mensagens, diz jornal

Logo da Microsoft no prédio da sede da empresa, nos Estados Unidos (Foto: Elaine Thompson/AP)O jornal britânico The Guardian publicou nesta quinta-feira (11) novos dados vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden sobre monitoramento e espionagem do governo dos Estados Unidos. Os documentos mostram que a empresa Microsoft manteve estreita colaboração com as agências de inteligência americanas para facilitar a interceptação de mensagens privadas de seus usuários. 
Segundo os documentos vazados, a Microsoft ajudou o FBI e a Agência Nacional de Segurança (NSA) a ignorar o sistema de criptografia que protege as conversas entre os usuários. Com isso, as agências de segurança podiam acessar conversas de chat do site Outlook.com, ver mensagens enviadas pelo Hotmail e encontrar informações do SkyDrive, o serviço de armazenamento na nuvem da Microsoft. Além disso, os documentos mostram que a empresa facilitou o acesso a conversas em formato de áudio e vídeo do Skype, companhia que a Microsoft comprou em 2011.
Os dados se referem a um programa das agências de inteligência dos EUA chamada Prism. Snowden diz que o programa consegue acessar mensagens e e-mails de várias empresas de tecnologia, entre elas Google, Microsoft e Facebook. As empresas negaram que seus programas contenham "portas dos fundos" para facilitar o acesso à informação privada de seus servidores.
Resposta da Microsoft
Em resposta ao jornal, a Microsoft disse que só fornece informações privadas dos usuários "em resposta a processos legais". "Quando atualizamos produtos, em algumas circunstâncias existem obrigações legais que requerem que mantenhamos a possibilidade de oferecer informação para cumprir a lei ou em resposta a pedidos sobre segurança nacional", disse a empresa, em nota.
Edward Snowden
O ex-técnico da CIA Edward Snowden é o responsável por um dos maiores vazamentos de documentos sigilosos dos Estados Unidos. Snowden trabalhou em uma prestadora de serviços para a NSA no Havaí, onde copiou milhares de documentos que comprovariam o monitoramento promovido pelos Estados Unidos contra seus próprios cidadãos e países amigos, incluindo o Brasil.
Snowden fugiu para Hong Kong e, quando os EUA emitiram um pedido de extradição, pegou um avião até a Rússia. Ele permanece na zona de trânsito de um aeroporto em Moscou desde o dia 23 de junho, e pediu asilo político para dezenas de países. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que aceita dar asilo político ao ex-técnico da CIA.
bc
Revista Época

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