Segundo o antigo bispo de Tete, Moçambique, o padre João Batista «escreve com a vida: uma vida a respirar missão, dando a conhecer aqueles a quem servia por amor e amava como serviço». Através da sua prosa, é possível embarcar em «viagens apostólicas», conhecer lendas, recordar amarguras e perceber como a falta de meios impedia, por vezes, que se fizesse mais e melhor.
O autor «fala de guerra com realismo e sem ocultar algumas crueldades e caprichos, e suspirando pela paz que só Jesus sabe comunicar aos homens, acaba por deixar que as flores perfumem o caminho, como se ele mesmo regressasse à missão», escreve Augusto César no prefácio.
João Coelho Batista nasceu em São Julião do Tojal, no concelho de Loures. Trabalhou na agricultura e na indústria vidreira, mas desde cedo se deixou fascinar pela vocação sacerdotal. Ainda menino, já sonhava que um dia havia de abrir escolas e igrejas em África. Entrou no Seminário dos Missionários da Consolata, em Fátima, a 18 de outubro de 1951. Foi ordenado sacerdote em 1963. Três anos depois partiu para Moçambique. A missão em terras africanas durou 26 anos.
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