«Cada vez há mais jovens a quererem olhar pelos outros». Alguns podem pensar no voluntariado como uma forma de fazer turismo fácil, mas «no nosso grupo só aceitamos voluntários comprometidos com a missão, que estejam disponíveis para ajudar com dedicação e com o coração. Para nós, o voluntariado não é fazer turismo fácil», explicou à FÁTIMA MISSIONÁRIA o responsável pela comunicação da Equipa d’África, Miguel Jarimba.
Fundada há 15 anos, a ONGD é constituída maioritariamente por jovens universitários, dos 18 aos 30 anos. Anualmente, desenvolve projetos de voluntariado-missionário e atividades de cooperação social e pedagógica em Portugal e Moçambique, com o objetivo de melhorar as condições de vida das populações locais. Este ano, as missões africanas centram-se nas povoações de Metoro e Macomia. As duas equipas, de quatro elementos cada, partem dia 30 de julho, para um mês e meio de trabalho. No essencial, vão dar apoio ao estudo, fazer animação juvenil e auxiliar no trabalho pastoral.
Em Portugal, os 12 voluntários, distribuídos por três equipas, estarão 15 dias (de 30 de julho a 13 de agosto) nos concelhos de Almeida, Gavião e Santiago do Cacém, envolvidos em atividades dirigidas aos utentes de casas do povo, centros de dia e de unidades de apoio a pessoas com deficiência. Embora reconheça que a definição está muito batida, Miguel Jarimba não deixa de a utilizar por entender que é a que mais se adequa à expectativa que reina no grupo em vésperas de mais uma missão: «vamos para dar mas acabamos por receber muito mais».
Fátima Missionária
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