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17/08/2013

Formandos colam grau em noite de festa


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Novos bacharéis em Direito colam grau na Dom Helder (Patrícia Azevedo/DomTotal)
Por Patrícia Azevedo
Repórter Dom Total
Retornar a um local que foi frequentado quase diariamente, durante cinco anos, deveria ser uma ação rotineira e conhecida, sem grandes surpresas ou emoções. Mas nesta quarta-feira (14), os formandos do 1º semestre de 2013 (turno manhã) tiveram uma sensação completamente distinta ao chegarem na Escola Superior Dom Helder Câmara. O hall de entrada recebeu telão, flores e cadeiras. O Centro Dom Helder de Convenções estava igualmente preparado, afinal, seria placo de um dos momentos mais importantes para todo universitário: a cerimônia de colação de grau. 
“É um sentimento diferente. Ainda estou tranquila, mas sei que o coração vai acelerar. Ao mesmo tempo, estou orgulhosa, por mais um projeto de vida realizado, mais uma etapa vencida”, contou Carla Melo, enquanto fazia os últimos ajustes na beca, acompanhada por sua mãe, em espaço reservado aos formandos. Ao seu lado, estava a colega Miriam Hoffman, igualmente emocionada. “Estou feliz, com o coração apertado. Tivemos momentos bons, outros difíceis, mas no fim é muito gratificante”, afirmou. Já o formando Elias José brincou que a vontade era ‘sair correndo’, para expressar o sentimento de alívio por ter concluído o curso e já conquistado a aprovação na OAB. 
“Na verdade, grande parte da turma passou. Era uma turma unida, que se ajudava, trocava material. Fiz grandes amigos aqui”, contou Elias. A união da turma, de fato, foi a característica mais lembrada pelos formandos, mesmo com a divisão interna entre: ‘velho oeste’ x ‘jovens’. 
“Ah, era uma brincadeira nossa! Há muitos alunos com mais de 30 anos na turma, que já estão em sua segunda ou terceira graduação. E há também os jovens, com vinte e poucos anos, que tinham acabado de sair no colégio quando entraram na Dom Helder”, explicou Carla. Segundo ela, a troca entre os grupos foi de grande valor para turma e rendeu divertidos momentos: os jovens absorveram maturidade e experiência, enquanto o ‘velho oeste’ aproveitou o clima descontraído e leve dos mais novos. 
“Era uma turma amiga, determinada, que construiu fortes laços. A faculdade também contribuiu muito, nos dando condições para concluir o curso e também passar no Exame de Ordem. A estrutura e o excelente corpo docente foram grandes diferenciais”, contou Kelly Moreira. 
Se entre os formandos ficou difícil controlar a ansiedade, para os convidados, a expectativa também era grande. A emoção estava estampada nos rostos, que acompanham atentos cada detalhe. “Estou muito orgulhosa. Moro em Curvelo, mas minha filha me liga diariamente. Acompanhei tudo: os momentos de ansiedade antes das provas, a vontade de desistir algumas vezes, mas também a felicidade a cada conquista. É muito bom estar aqui! A Escola é muito aconchegante”, disse Zélia Melo, mãe da formanda Carla. 

Solenidade

Às 20h30, o reitor da Escola Superior Dom Helder Câmara, professor Paulo Umberto Stumpf, deu início à cerimônia. Também fizeram parte da mesa solene o vice-reitor, professor Estevão Freitas, e os pró-reitores Sebastien Kiwonghi (Pós-Graduação), Anacélia Santos (Ensino), Francisco Haas (Extensão), Cácia Stumpf (Administração) e Beatriz Souza Costa (Pesquisa). Já a professora Valdênia Geralda de Carvalho representou a Fundação Movimento Direito e Cidadania, mantenedora da Escola. Também foram apresentados o patrono da turma, professor Michel Reiss; a paraninfa, professora Andréa Bahury; os professores homenageados, Newton Teixeira Carvalho e Marcelo Santoro; e a funcionária homenageada, Michelle Baroni. 
O primeiro discurso da noite foi feito pela oradora da turma, Amanda Rodrigues Alves. “Agradeço a todos por nos prestigiarem nessa data tão importante. Hoje é um dia de festa, mas só nós sabemos o que já percorremos para chegar até aqui. Foi uma luta!”, confessou a formanda. Entre os difíceis enfrentados pela turma, ela lembrou as vésperas de provas, quando ficavam na biblioteca até fechar, o cansaço após a jornada de trabalho e estudo, e os malabarismos para conciliar os papéis de ‘marido’, ‘esposa’, ‘pai’, ‘namorado’, ‘filha’.
“Frente a cada um desses percalços, sofremos juntos e torcemos para que tudo desse certo no final. Mas também tivemos muita coisa boa nesse caminho. Não foram cinco dias que passamos juntos, foram cinco anos. Aqui nós nos tornamos amigos, confidentes, rimos muito. E até brigamos, porque nessa turma quando se garra no ódio, não tem jeito!”, brincou a oradora. 

Fazer Direito

A paraninfa da turma, professora Andréa Bahury, também lembrou os momentos vividos pela turma durante a caminhada, as conversas em salas, as piadas, a alegria de receber uma boa nota, a frustração, o cansaço, a perseverança. “Enfim, tudo o que é próprio da vida acadêmica foi vivido. E permanecerá na memória. Agora é ‘fazer Direito’. Mas o que é fazer Direito?”, questionou. 
De acordo com a professora, é desenvolver a humanidade, não se deixar seduzir pelo sucesso, pela autoridade e pelo dinheiro. É saber ouvir, calar, falar. Atuar de forma justa. “Não basta ter conhecimento técnico, domínio da teoria, das normas doutrinárias. É preciso sensibilidade, respeito e consideração. Ser paciente, olhar por vários prismas. Não se esqueçam dos princípios e sejam muito felizes”, concluiu. 

Diplomas

Após as homenagens, chega o momento tão esperado: a entrega dos diplomas. Coube ao reitor da instituição, professor Paulo, conferir grau aos formandos e fazer o discurso de encerramento. “Queridos e queridas novos bacharéis em Direito. Esta noite de festa é de vocês, que mereceram e conquistaram este triunfo. Parabéns a todos!”, disse o reitor, que aproveitou a ocasião para destacar a presença do padre e professor Johan Konings. Ele participou da fundação da Escola Superior Dom Helder Câmara e atualmente é colunista do portal Dom Total. 
Paulo Stumpf lembrou ainda ato público em prol da Frente Parlamentar pelo Aperfeiçoamento da Justiça, realizado na manhã desta quarta-feira (14).
Redação Dom Total

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