«Decidimos voltar à terra onde estão enterradas três crianças atropeladas e dilaceradas pelos carros das fazendas, duas lideranças assassinadas pelos pistoleiros dos fazendeiros, e uma idosa xamã com 70 anos, morta por intoxicação de veneno lançado por um avião agrícola», justificou Damiana Carvalho, líder da comunidade Apy Ka’y. Nos últimos 10 anos, os indígenas têm tentado regressar às suas terras, mas são expulsos à força pelos fazendeiros e obrigados a viver junto à estrada, em condições perigosas e degradantes.
Segundo a Survival Internacional, organização de defesa dos povos indígenas, a comunidade corre neste momento grande risco. «Eles já receberam três ameaças de morte e dizem que houve uma tentativa de envenenamento do seu abastecimento de água após a reocupação», afirmam os ativistas, sublinhando que «a falta de ação do governo para devolver a terra aos Guarani, como legalmente deveria ser feito, é vergonhosa, e tem sido catastrófica para os índios».
Fátima Missionária
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