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06/12/2013

Agência Pública lança livro-reportagem com ampla investigação sobre a Amazônia

Um projeto de ampla investigação jornalística sobre a região amazônica, que vem sofrendo mudanças drásticas com investimentos milionários, tanto públicos como privados, em infraestrutura e exploração de recursos minerais resultou numa série de reportagens, publicada no site da Agência Pública. O material produzido, durante quatro meses (de julho a outubro de 2012), por uma equipe de 14 jornalistas transformou-se no livro-reportagem “Amazônia Pública”. O lançamento da obra, previsto para 14 de dezembro na Praça Roosevelt, em São Paulo, vai continuar as discussões sobre o tema e tornar a Amazônia uma “pauta pública”. Durante o evento de lançamento serão promovidos debates, exibição de material audiovisual, distribuição gratuita de exemplares do livro e uma festa de encerramento.

A Amazônia, vale destacar, é um dos focos principais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com a construção de rodovias, usinas hidrelétricas, expansão de portos marítimos e fluviais e aeroportos. Nesse contexto, o foco essencial das reportagens é o interesse público: como as ações e negociações políticas e econômicas têm impactado a vida da população. Segundo a Agência Pública, todas as reportagens buscam explorar a complexidade dos investimentos atuais na Amazônia, ouvindo os atores envolvidos – governos, empresas, sociedade civil – para traçar o conjunto em que esses projetos têm sido desenvolvidos. As equipes de reportagem foram a três regiões da Amazônia (Carajás, Madeira e Tapajós) para entender a nova onda de desenvolvimentismo.

Carajás
Em 2,4 mil km de estradas entre o leste do Pará e o oeste do Maranhão, a reportagem mostra a polêmica em torno do novo projeto da Vale, que quer dobrar, até 2016, a produção de minério de ferro em Carajás. O material investigativo mostra as histórias de vidas atropeladas pelos grandes projetos de desenvolvimento. Instalados na região com incentivo do governo militar, milhares de assentados foram abandonados. Os que persistiram nas novas terras sofrem com o avanço desenfreado da mineração ou, em péssimas condições, vendem carvão para as usinas que produzem ferro-gusa – um negócio marcado pelo desrespeito ao meio ambiente e à legislação trabalhista.

Madeira
Em torno da capital de Rondônia, Porto Velho, a equipe investigativa destacou como a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, está trazendo impactos sobre a população, a economia e o meio ambiente. Ribeirinhos e pescadores afetados pelas obras são removidos de suas moradias sem garantia de que conseguirão novas formas de sustento. Apesar de uma série de condicionantes ter sido prevista, Porto Velho e as vilas que a cercam padecem com problemas como falta de segurança e escolas.

Tapajós
EM Tapajós, no oeste do Pará, a reportagem traz a tona a movimentação do governo federal para construir pelo menos duas usinas hidrelétricas nos próximos anos e que já começa a impulsionar a mineração, ameaçando um mosaico de áreas protegidas. Conforme a reportagem, numa região rica em ouro e carente de Estado, o impulso trazido pelas novidades pode ser desastroso. Em meio à falta de diálogo, comunidades indígenas e de ribeirinhos lutam pelo direito de discutir o que será de seu futuro.

A série de reportagens foi vencedora do Prêmio Jornalistas e Cia/ HSBC de Imprensa e Sustentabilidade e finalista do 7º Prêmio Allianz de Jornalismo. Clique para ver a série online: www.apublica.org/amazoniapublica

Sobre a Agência Pública
Pioneira do Brasil, a Agência Pública aposta num modelo de jornalismo sem fins lucrativos para manter a independência. Fundada em 2011, todas as suas reportagens são livremente reproduzidas por diversos veículos sob a licença creative commons. Atualmente, a Agência conta com mais de 50 republicadores no Brasil e no exterior. Sua missão é produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população – visando ao fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e à promoção dos direitos humanos. A Agência tem três eixos investigativos principais: os preparativos para a Copa do Mundo de 2014; megainvestimentos na Amazônia; e a ditadura militar.

Saiba mais:

Informações para a imprensa: Luan Granello Singh (11) 3871-0022 ramal 210
luan@agencialema.com.br

Com informações da Agência Pública e da Agência Lemo

Boa Notícia

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