
O setor industrial teve variação positiva de apenas 0,1%.
Por Rodrigo Viga Gaier e Felipe Pontes
Rio de Janeiro - A economia brasileira encolheu no terceiro trimestre deste ano, primeiro resultado negativo e o pior em mais de quatro anos, afetada sobretudo pela queda dos investimentos.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,5% entre julho e setembro quando comparado com o segundo trimestre, o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2009, quando houve retração de 1,6%, informou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com igual período de 2012, a atividade no trimestre passado cresceu 2,2%.
Pesquisa Reuters indicava que a economia brasileira teria contração de 0,2% nos três meses até setembro sobre o segundo trimestre e avançaria 2,5% na comparação anual, segundo a mediana das projeções e sem considerar a nova metodologia do IBGE para o PIB.
Segundo o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimento, recuou 2,2% no terceiro trimestre sobre o período imediatamente anterior, no pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2012 (-2,7%).
O governo da presidente Dilma Rousseff assumiu o discurso de que os investimentos serão o principal motor da economia brasileira, tendo como pano de fundo as concessões de infraestrutura e logística já feitas e programadas para o próximo ano.
No trimestre passado, ainda segundo o IBGE, o setor de Agropecuária também encolheu, com retração de 3,5% sobre abril e junho, enquanto os setores Industrial e de Serviços ficaram praticamente estáveis, com variação positiva de 0,1%.
Já o consumo das famílias e do governo, no mesmo intervalo de tempo, tiveram expansão de 1 e de 1,2%, respectivamente.
Revisão
O IBGE também revisou os resultados do PIB de períodos anteriores por causa da nova metodologia. Pelos novos números apresentados, a economia cresceu 1% em 2012, ligeiramente acima do 0,9% divulgado inicialmente.
Os resultados trimestrais anteriores também mudaram. Segundo o IBGE, o PIB do segundo trimestre deste ano teve expansão de 1,8% sobre janeiro a março, ante o avanço de 1,5% reportado inicialmente.
Já o primeiro trimestre deste ano apontou estagnação sobre o quarto trimestre de 2012, pior que o avanço de 0,6% divulgado antes.
O IBGE passou a incorporar no cálculo do PIB sua nova pesquisa mensal de serviços, que começou a ser divulgada este ano e que, por enquanto, mede apenas a receita do setor. Grande parte dos especialistas ainda não tinha conseguido adequar suas projeções com os novos parâmetros.
Rio de Janeiro - A economia brasileira encolheu no terceiro trimestre deste ano, primeiro resultado negativo e o pior em mais de quatro anos, afetada sobretudo pela queda dos investimentos.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,5% entre julho e setembro quando comparado com o segundo trimestre, o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2009, quando houve retração de 1,6%, informou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com igual período de 2012, a atividade no trimestre passado cresceu 2,2%.
Pesquisa Reuters indicava que a economia brasileira teria contração de 0,2% nos três meses até setembro sobre o segundo trimestre e avançaria 2,5% na comparação anual, segundo a mediana das projeções e sem considerar a nova metodologia do IBGE para o PIB.
Segundo o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimento, recuou 2,2% no terceiro trimestre sobre o período imediatamente anterior, no pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2012 (-2,7%).
O governo da presidente Dilma Rousseff assumiu o discurso de que os investimentos serão o principal motor da economia brasileira, tendo como pano de fundo as concessões de infraestrutura e logística já feitas e programadas para o próximo ano.
No trimestre passado, ainda segundo o IBGE, o setor de Agropecuária também encolheu, com retração de 3,5% sobre abril e junho, enquanto os setores Industrial e de Serviços ficaram praticamente estáveis, com variação positiva de 0,1%.
Já o consumo das famílias e do governo, no mesmo intervalo de tempo, tiveram expansão de 1 e de 1,2%, respectivamente.
Revisão
O IBGE também revisou os resultados do PIB de períodos anteriores por causa da nova metodologia. Pelos novos números apresentados, a economia cresceu 1% em 2012, ligeiramente acima do 0,9% divulgado inicialmente.
Os resultados trimestrais anteriores também mudaram. Segundo o IBGE, o PIB do segundo trimestre deste ano teve expansão de 1,8% sobre janeiro a março, ante o avanço de 1,5% reportado inicialmente.
Já o primeiro trimestre deste ano apontou estagnação sobre o quarto trimestre de 2012, pior que o avanço de 0,6% divulgado antes.
O IBGE passou a incorporar no cálculo do PIB sua nova pesquisa mensal de serviços, que começou a ser divulgada este ano e que, por enquanto, mede apenas a receita do setor. Grande parte dos especialistas ainda não tinha conseguido adequar suas projeções com os novos parâmetros.
Reuters
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