«Devido aos deslocamentos da população provocados pelos confrontos, os riscos de uma epidemia eram muito reais», acrescentou a responsável, citada pelos serviços de comunicação da organização. Durante a campanha de vacinação, os Médicos Sem Fronteiras receberam uma «quantidade frequente de pais que, sabendo dos riscos do sarampo, haviam levado seus filhos para serem vacinados», afirma a organização, em comunicado, adiantando que alguns dos encarregados de educação e crianças «andaram quase 20 quilómetros até o posto de vacinação».
Atualmente, os Médicos Sem Fronteiras estão a organizar campanhas de vacinação em regiões mais distantes de Geti, nos distritos de Bukiringi, Maga, Aveba, Chekele e Olongba. «A relativa segurança do momento deve permitir vacinar uma média de 42 mil crianças com idades entre seis meses e 15 anos», afirma Caroline Voûte, coordenadora do programa de emergência na província de Orientale.
Além da vacinação, os membros da organização humanitária estão a prestar apoio nas instalações médicas em Geti, a distribuir variados bens, como mosquiteiros, cobertores, lonas plásticas e sabonetes, e também estão a contribuir para a construção de latrinas.
Fátima Missionária
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