Pedido do porta-voz do Vaticano, padre Lombardi, na coletiva de imprensa com os dois postuladores
Por esta razão, os postuladores da causa de canonização de ambos papas, monsenhor Slawormir Oder de João Paulo II, e Fray Giovangiuseppe Califano de João XXIII, realizaram hoje na sala de imprensa do Vaticano uma coletiva explicando alguns aspectos desses pontífices.
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, enfatizou aos jornalistas que diante de um evento tão importante é necessário "focar fundamentalmente na santidade destes dois papas, e não somente em tantas coisas bonitas e boas que realizaram".
O porta-voz da diocese de Roma, o padre Walter Insero, disse que nesta terça-feira à noite na catedral São João de Latrão, se realizará "o primeiro encontro dedicado aos jovens, e preparado como tal". Confirmou que o evento contará com a presença do vigário geral da diocese, o cardeal Agostino Vallini, terá uma liturgia da palavra com o testemunho dos dois postuladores, sobre o tema "por que são santos".
"Depois se terá - apontou Insero - uma catequese sobre as vocações que atualizará a mensagem destinada à vida dos jovens".
Na conferência, o postulador de João XXIII, o padre Califano começou recordando que depois da morte do Papa as pessoas perceberam a santidade do mesmo, conseguindo "uma grande fama de santidade".
Acrescentou que "graças aos diários da alma de João XXIII podemos conhecer a sua santidade em todas as etapas da sua vida". Entre elas, "aos 23 anos o seu compromisso de fazer-se santo, apoiando-se em quatro ponto: o espírito de união com Jesus; o recolhimento do coração; a oração do santo terço; a vigilância nas próprias ações".
O postulador franciscano lembrou também quando o ‘Papa Bom' dizia: "Todos me chamam Santo Padre; não possuo a santidade, mas os desejos de possuir esta santidade estão vivos e determinados".
Esclareceu também que ao ter que resumir a figura de tão grande santo "pode-se destacar dois fatores: o primeiro, o do pastor e pai". Tais conceitos, acrescentou o postulador, foram adicionados pelo Papa Francisco quando recebeu há poucos dias no Vaticano os bispos da diocese de Bérgamo.
Outro aspecto é a "cordialidade, mansidão e alegria, que desembocaram na definição de ‘papa bom'", destacou. E recordou, por exemplo, a visita ao hospital pediátrico ‘Menino Jesus' e à prisão romana ‘Regina Coeli'. "Conseguiu assim entrar no coração das pessoas, e quando se fala ‘papa bom' a lembrança é de João XXIII", disse.
O outro ponto, disse o padre franciscano, é a "obediência e a paz", duas palavras que "definiu como a sua história e a sua vida. A obediência à inspiração ao Espírito Santo enfatizada também pelo Papa Francisco ao receber os bispos de Bérgamo". Concluiu recordando que o Papa italiano teve que obedecer e deixar a sua própria terra para viver em realidades muito difíceis. "A raiz da sua santidade foi a obediência evangélica à voz do seu Senhor", disse.
A causa começou em 1966, e graças a um pedido encabeçado pela diocese natal do Papa, Bérgamo, enviou-se o pedido de canonização na comemoração dos 50 anos da morte de João XXIII, em coincidência com os 50 anos do começo do Vaticano II e do Ano da Fé, indicou o postulador.
Foi também apresentada junto com a 'positio', concluiu o postulador, um livro com a grande quantidade de graças obtidas pelos fieis devido à intercessão de João XXIII, e indicou-se que o culto do Papa Bom espalhou-se a muitas dioceses do mundo que lhe dedicaram vários edifícios e atividades. E além da importância do Vaticano II na Igreja de hoje, e em temas como a paz e o ecumenismo.
Fonte: www.zenit.org
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