«Sem uma ação forte e rápida, o aquecimento (…) e suas consequências poderão agravar significativamente a pobreza em várias regiões do globo», alerta um relatório do Banco Mundial (BM), que adota um tom particularmente alarmista para três regiões do planeta: América Latina, Médio Oriente e Europa Ocidental.
Segundo os investigadores, a comunidade internacional dificilmente atingirá o objetivo de limitar o aumento das temperaturas no mundo a 2ºC, em relação à era pré-industrial, o que irá originar mais secas, ondas de calor e acidificação dos oceanos. Na hipótese extrema de um aumento de 4ºC, os acontecimentos climáticos que se manifestam na pior das hipóteses «uma vez por século», poderão transformar-se na «nova norma climática».
A produção de soja pode cair entre 30 e 70 por cento no Brasil, enquanto metade das plantações de trigo na América Central e na Tunísia pode desaparecer, antecipa o documento elaborado com o suporte do Instituto de Pesquisa sobre o Impacto Climático de Potsdam, na Alemanha.
«Está claro que não podemos continuar com esse nível de emissão (de CO2) crescente e não controlado. As consequências para o desenvolvimento seriam graves, com uma queda dos cultivos, um retrocesso dos recursos aquáticos, um aumento no nível das águas e a vida de milhões de pessoas postas em perigo», salientou o presidente do BM, Jim Yong Kim, citado pelas agências internacionais.
Fátima Missionária
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