15/10/2015

Saneamento é dominado pelo poder público

Segundo a Abrelpe, cerca de 75 milhões de pessoas ainda são atendidas por lixões no Brasil.



Com um déficit de R$ 7,6 bilhões, o segmento de saneamento básico no Brasil segue dominado pelo poder público, apesar do interesse das empresas privadas em atuarem na gestão de recursos hídricos. A área é muito permeada por influências políticas, e poucas iniciativas agem para pulverizar o setor. De acordo com especialistas ouvidos pelo DCI, a área é muito permeada por influências políticas, e poucas iniciativas agem para pulverizar o setor.


Para o secretário executivo da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas), Everton de Oliveira, os desafios atuais em relação à escassez de água podem provocar mudanças no cenário. “Talvez com situações como a crise hídrica em São Paulo, que fragilizou a imagem da Sabesp, possam contribuir para que outras empresas tenham mais espaço para atuar na gestão desses setores.” No Brasil, para realizar a universalização da destinação adequada de resíduos, e evitar a poluição de lençóis, será preciso investir R$ 7,66 bilhões até o ano de 2023.


Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), cerca de 75 milhões de pessoas ainda são atendidas por lixões no Brasil. Segundo a entidade, as liberações de chorume pelos lixões não são controladas e a poluição de superfícies e lençóis freáticos são a consequência praticamente certa da operação dos lixões.


Com um cenário muito diferente do Brasil, a cidade de Londres, por exemplo, privatizou a gestão de recursos hídricos há 25 anos e ainda tem o legado dos Jogos Olímpicos de 2012. “A Olimpíada fez um grande trabalho na sensibilização do público sobre questões ambientais e mudou a maneira como lidamos com ela”, diz a diretora da Useful Simple Projects, Judith Sykes. No Reino Unido, as companhias de saneamento investem cerca de 11 bilhões de euros ao ano, e agrega qualidade e inovação para os serviços de água e esgoto em cerca de 20 concessionárias.


Indústria Farmacêutica – Tecnologia


A análise complexa de dados, a partir da contratação sob demanda de capacidade de processamento, está mudando a realidade da indústria farmacêutica e da medicina. Agora testes e cálculos complexos para a simulação do comportamento e da toxicidade de novas moléculas podem ser realizados com orçamentos muito menores em tecnologia da informação, ampliando a capacidade de inovação e acelerando o lançamento de novas drogas.


Martha Penna, vice-presidente de inovação da Eurofarma, explica que existem milhões de moléculas descobertas e outras tantas ainda desconhecidas. Para avaliar essas moléculas e identificar um medicamento que efetivamente traga benefício ao ser humano serão necessários um grande volume de recursos financeiros e muito tempo em testes, análises, pesquisas e estudos. A executiva explica que a computação é fundamental na pesquisa farmacêutica durante os testes pré-clínicos: a primeira etapa de P&D do setor, formada por testes in sílicos (computacionais), in vitro (laboratoriais) e in vivo (com animais). Quanto mais se avança na segunda etapa – que são os testes clínicos com seres humanos -, mais crescem os custos. Por isso, na fase pré-clínica, é preciso reduzir, ao máximo, os custos e os riscos dos testes clínicos.


Empresas, agora, têm utilizado algoritmos para calcular, rapidamente, as propriedades numéricas de moléculas. Como resultado, elas têm sido capazes de produzir dados numa escala nunca vista antes. Essas estratégias têm permitido que empresas consigam determinar in sílico a toxidade, a permeabilidade pelo intestino humano e se serão absorvidas ou se ficarão na circulação sanguínea tempo suficiente para desencadear o efeito farmacológico desejado.


Petrobras


A Petrobras comunicou nesta terça-feira (13) ter concluído negociações junto ao Industrial and Commercial Bank of China Leasing (ICBC Leasing) para a obtenção de financiamento no valor de US$ 2 bilhões. Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que a operação de financiamento tem prazo de dez anos e foi formalizada por meio de uma estrutura de leasing financeiro para duas plataformas já existentes (P-52 e P-57).
 
“Essa operação é decorrência do acordo de cooperação para a criação de um relacionamento de longo prazo entre a Petrobras e o ICBC, assinado durante a visita do primeiro-ministro chinês Li Keqiang ao Brasil, em maio de 2015”, esclareceu a companhia.


Investimentos – Estradas


Ao menos três grupos demonstraram interesse em fazer um aporte na Primav Construções e Comércio, controlada pelo grupo CR Almeida. A Primav detém 64% da EcoRodovias, concessionária que opera as rodovias Imigrantes e Anchieta e, recentemente, ganhou a licitação da Ponte Rio-Niterói. As companhias italianas Atlantia e Gavio, que atuam no setor de construção, além da espanhola Arteris, dona da antiga OHL, teriam feito a oferta por uma parte da Primav. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.


O aporte previsto é de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, mas o valor ainda não foi fechado. Fontes afirmam que há outros dois interessados – como a CCR e o fundo canadense Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), que não fizeram proposta firme na semana passada, mas ainda podem entrar nessa operação.



Fonte: Ideia Fixa – Gestão de Informação


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