Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens

09/11/2014

Enem: 65 eliminados por uso indevido de celulares

O MEC, o Inep e parceiros institucionais monitoraram pelas redes sociais as postagens relacionadas ao Enem.
Neste domingo, participantes terão 5h e 30min para concluir a prova.
A aplicação das provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 transcorreu "dentro da normalidade nos 1.752 municípios", na avaliação do Ministério da Educação (MEC). Em nota divulgada nesta noite, a pasta informa também que 65 inscritos foram eliminados por uso indevido de telefones celulares. O número já ultrapassa os 47 candidatos que foram excluídos do Enem no ano passado.

De acordo com a nota, o MEC, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e parceiros institucionais monitoraram pelas redes sociais as postagens relacionadas ao Enem. 

O comunicado diz ainda que o ministro da Educação, Henrique Paim, lamentou profundamente o falecimento da participante Edivania Florinda de Assis na escola em que realizaria a prova, em Olinda (PE), e transmitiu a sua solidariedade aos parentes da candidata. Paim também agradeceu a todos os parceiros e desejou uma boa prova aos estudantes que vão participar do exame neste hoje (9).

Neste domingo serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias. Os participantes terão 5 horas e 30 minutos para resolver as questões e escrever a redação.

Os portões serão abertos às 12h e serão fechados às 13h, no horário de Brasília. Os participantes devem levar documento de identificação original com foto, cartão de confirmação da inscrição e caneta esferográfica preta em material transparente.

Além de servir como meio de ingresso a instituições federais de educação superior, a nota do Enem permite o acesso a políticas públicas como o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Ciência sem Fronteiras.
Agência Brasil

08/11/2014

Nordeste tem maior crescimento universitário

Com um índice de 143%, os nordestinos foram os brasileiros que mais cresceram em número de universitários.
Com uma população de aproximadamente 54 mi de habitantes, nordestinos viveram ganho importante na educação.
Por Beatriz Borges
Um forte debate se seguiu às eleições de 26 de outubro, com a vitória de Dilma Rousseff. Os eleitores de Aécio Neves, furiosos com a derrota, apontaram o Bolsa Família como o responsável pelo “curral eleitoral” da presidenta. Mas, para Adriano Oliveira, cientista político da Universidade Federal de Pernambuco, essa ideia é um equívoco. Oliveira desenvolve uma tese sobre os mapas eleitorais da região nas últimas eleições. Segundo ele, o eleitor do Nordeste reconhece os benefícios da gestão em curso e isso se reflete no voto – seja para o PSDB, seja para o PT. E, ainda que o programa social “acusado” de angariar votos atinja 41% da população nordestina, foram outros investimentos e benefícios que reelegeram Dilma, com 71,69% dos votos válidos na região.
A economia do Nordeste cresceu mais que outras áreas do país. O índice de atividade econômico de 2009 a 2014, por exemplo, cresceu 23,48%, um pouco mais que o Brasil, que teve um resultado de 23,03%, segundo o Banco Central.
A região Sudeste, responsável por 65% do PIB nacional, por outro lado, ficou bem abaixo: 16,77%. Esse crescimento está associado a investimentos públicos em obras como a linha férrea Transnordestina (do Ceará ao Piauí), a Transposição do Rio São Francisco (Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte), as barragens do Agreste e do Pajeú (Pernambuco e Ceará) e os portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará.
Estas obras, segundo o especialista, “permitiram ao eleitor reconhecer os benefícios da era Lula e Dilma”. E se fosse um candidato do PSDB que tivesse feito? “O mapa ficaria azul, pois o eleitor nordestino vota em quem provê benefícios”, explica o professor, citando o reconhecimento do eleitor pelo Plano Real na eleição de 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se reelegeu com 7,3 milhões de votos do Nordeste, enquanto Lula (PT) obteve 4,7 milhões nos nove estados.
Com uma população de aproximadamente 54 milhões de habitantes, os nordestinos viveram um ganho importante na educação. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o Nordeste viu o analfabetismo cair, ainda que em pequena proporção, de 2009, quando 17% de sua população analfabeta, para 15,8% em 2012. O número de estudantes universitários, por outro lado, subiu.
O Nordeste passou por um boom no número de matrículas no ensino superior nos últimos dez anos. Em 2003, a região tinha 624.692 alunos inscritos nesta etapa e, em 2013, o número saltou para 1,5 milhão, uma alta de 143%. O crescimento do Nordeste foi maior do que o presenciado na média do país, que saltou de 3,9 milhões para 7,3 milhões, uma alta de 88%. A marca superou, por exemplo, o número de alunos na região Sul, que em 2003 tinha 745.164 matriculados e, em 2013, foi para 1,1 milhão.
Foram criadas em 2013 quatro universidades federais – a do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), do Cariri (UFCA, no Ceará), a do Sul da Bahia (Ufesba) e a do Oeste da Bahia (Ufob), favorecendo principalmente cidades do interior dos Estados. Os dados Atlas do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU, o Pnud, indicam que todos os estados do Nordeste mais que dobraram o número de pessoas com mais de 25 anos que têm o ensino superior completo.
Houve outras melhorias assistidas pelo Governo de Rousseff. O programa Água para Todos criou 1.323 sistemas de abastecimento, com cisternas coletivas que atendem 3,6 milhões de pessoas em Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins e Sergipe.
A luz elétrica chega a 99,1% das residências da região, uma conquista que veio com apoio do programa Luz para Todos. A rede de esgoto talvez seja ainda o que mais falta, mas não apenas no Nordeste. No Brasil, nem 65% das casas são atendidas por algum tipo de rede coletora, enquanto nos estados nordestinos esse dado é ainda menor: 37,2%. A rede celular, por outro lado, tem 65% da área coberta (antes de 2010, o sinal não abrangia nem 50% da zona). A aquisição de bens duráveis, como máquina de lavar roupa e geladeira, também são indicadores de que as famílias melhoraram de vida. Cerca de 26% das residências têm máquina de lavar e 93% têm geladeira, um aumento de 9% em relação a 2009.
A questão pernambucana
No Nordeste, nem mesmo o movimento Eduardismo, em referência ao falecido candidato Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, que alavancou a candidatura de Marina Silva (PSB), foi suficiente para empurrar Aécio Neves (PSDB) – mesmo com o apoio público da família do político morto em agosto, e de declarações da ambientalista a favor do tucano. A explicação, segundo Oliveira, é que quando a eleição foi para o Governo do Estado, o eleitor estadualizou a disputa, e, portanto, votou no candidato de Campos, Paulo Câmara, em sinal de gratidão pelo legado do ex-governador. Já na disputa presidencial, o eleitor comparou o legado de Lula contra o do PSDB e se inclinou pelo partido da presidenta reeleita.
El País, 07-11-2014.

27/10/2014

Redação do Enem é ´fiel da balança´

As provas ocorrem no fim de semana dos dias 8 e 9 de novembro e a redação será aplicada no segundo dia.
Os participantes terão de responder a 180 questões.
As próximas duas semanas serão a reta final para 8,7 milhões de candidatos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os participantes terão de responder a 180 questões, mas, segundo especialistas, é a redação que tem papel preponderante na definição de quem vai bem e pode ficar com uma vaga na universidade. Professores indicam que ainda dá tempo para treinar a composição dos textos.

As provas ocorrem no fim de semana dos dias 8 e 9 de novembro. Aplicada no segundo dia, a redação é como "o fiel da balança", na avaliação do professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Miguel Franklin. "É a parte mais importante da prova, ela realmente demonstra se a pessoa sabe escrever, ler, articular as ideias."

Franklin realizou um estudo sobre o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) nas universidades federais, que têm o Enem como critério. "Mas a cada ano aumenta a correlação entre quem vai bem na prova objetiva e na redação", afirma.

A redação é a única parte da prova em que é possível chegar a mil. Na correção da parte objetiva, o exame tem um modelo matemático, a Teoria da Resposta ao Item (TRI), que limita a nota máxima de acordo com o desempenho geral dos participantes - que nunca será mil. Com a TRI, os itens são pré-classificados por dificuldade. Assim, as notas não levam em consideração apenas a quantidade de acertos, mas também quais questões foram acertadas.

A diferença de pontuação na parte objetiva entre os aprovados em cursos mais concorridos costuma ser pequena. Portanto, garantir pontuação alta na redação pode ser decisivo. Todas as universidades federais usam, total ou parcialmente, o Enem como processo seletivo. Este ano, o Sisu ofereceu 51 mil vagas para quem tivesse feito Enem.

Única

A prova exige que os candidatos façam uma dissertação sobre um tema conhecido na hora, como ocorre em outros vestibulares. A diferença no Enem é a necessidade de o participante escrever uma proposta de solução ao problema abordado no tema. O respeito aos direitos humanos também deve ser contemplado.

Essas características demandam preparação específica. Para a professora do Curso e Colégio Objetivo Maria Aparecida Custódio, a redação do Enem é uma prova de cidadania. "Não basta apenas atribuir a solução ao governo, mas deve haver uma intervenção", explicou. "O aluno pode pensar, por exemplo, no papel do indivíduo, das ONGs, da imprensa."

A estudante Mariana Valério da Silva, de 17 anos, tem dedicado cinco horas por semana para treinar o texto. "Assim que acaba a aula, eu faço a redação. Começo por tópicos e depois faço os argumentos", explica. "Faço até seis textos na semana", diz ela, que pretende uma vaga em Engenharia. Além do Enem, Mariana também vai tentar uma vaga na USP.

A sugestão da professora Andrea Lanzara, do Cursinho da Poli, é ficar atento ao enunciado do tema. "A prova não é só de escrita, mas de leitura. Se o aluno compreende criticamente a proposta, chega onde a banca de correção quer que ele chegue."

Andrea indica que o estudante faça ao menos uma redação por semana, contemplando assuntos que já foram temas de provas anteriores, como a lei seca, tema do ano passado. Temas como água, a questão racial e lixo são algumas das apostas dos professores para o tema deste ano. "Hoje todo mundo tem celular. O que fazer com o celular velho? É possível admitir uma intervenção nesse sentido. Ideias que reduzam este lixo, que é extremamente prejudicial", diz a professora Simone Mota, do Etapa.

Queixas

A redação esteve envolvida em várias polêmicas do Enem. Desde 2012, o MEC passou a permitir que o estudante tenha acesso ao texto corrigido. Queixas de estudantes chegaram à Justiça, mas o governo ganhou todos os processos até agora.

Casos de redações nota máxima com erros e composições com deboches - um deles trazia uma receita e outro, o hino de um time - levantaram questionamentos sobre os critérios de correção nos anos anteriores. Desde o ano passado, provas com deboche são zeradas.
Agência Estado

15/10/2014

Transformar realidade de alunos é incentivo

O desejo de transmitir conhecimento e a possibilidade de transformar a realidade incentivam novas professoras.
Apesar dos desafios, professoras dizem que fizeram a escolha certa.
O desejo de transmitir conhecimento e a possibilidade de transformar a realidade de jovens por meio da educação são alguns dos fatores que incentivam a atuação de duas jovens professoras recém-chegadas às salas de aula. Elas já conhecem os desafios da profissão, mas continuam certas de que fizeram a escolha correta.

Filha de professores, Agnes Serrano, 23 anos, tinha ideia dos desafios a serem enfrentados na profissão, mas não teve dúvidas quando decidiu ser professora. Há quatro meses, elá dá aulas de geografia em uma escola pública de Ceilândia, cidade do Distrito Federal próxima a Brasília, para alunos do 6° ao 9° ano do ensino fundamental.

“Sempre ouvi dizer que dar aula era um desafio, mas era prazeroso. Só fui entender agora que dar aula é difícil porque você tem que lidar com realidades muito complicadas do ponto de vista social”, conta Agnes.

O sentimento de que é possível mudar para melhor a realidade dos estudantes é um incentivo para a professora. “A gente se percebe como agente que pode modificar a realidade dos estudantes, incentivando os meninos a seguir em frente, dar prosseguimento aos estudos. Sabemos que é só o estudo que vai mudar essa realidade em que vivem. Temos muitos estudantes que percebem a dificuldade da realidade social deles e querem mudar”, disse.

Na avaliação de Agnes, o professor não chega à sala de aula com o preparo necessário para enfrentar o dia a dia da profissão. Segundo ela, o curso superior oferece uma boa formação teórica, mas falta a prática.

“Acho que a universidade e a educação básica não são próximas e é na educação básica que os alunos são preparados também para entrar no curso superior”. E completa: “Quando entramos em contato com o público com o qual vamos trabalhar, já estamos no fim do curso. Então, acho que a preparação é muito deficiente".

Em poucas palavras, a professora de geografia resume o que tem sido a experiência desses quatro meses de magistério. “Não imaginei que eu fosse gostar tanto de dar aula. Está sendo muito bom. Tenho a expectativa de devolver à sociedade tudo que aprendi”, diz Agnes, que sempre estudou em instituição pública de ensino.

A professora de espanhol Maria Eduarda Andrade, 23 anos, lecionou por seis meses em escola particular e, desde setembro, dá aulas no Centro de Ensino Médio 01 do Gama, no Distrito Federal. Ainda criança, ela brincava de ser professora e hoje o que era brincadeira se tornou realidade. Maria Eduarda relata que, como professora de espanhol, tem encontrado prós e contra na atividade. “Espanhol é para alunos de ensino médio e não é uma matéria que reprova, aí você se depara com alunos que não dão a mínima importância para a matéria. Fiquei chocada com algumas coisas que ouvi”, lembra. Esse susto inicial, no entanto, é compensado pelo retorno positivo de alunos interessados em aprender.

“Estou adorando dar aula. Ao mesmo tempo, há os que fazem questão da aula e isso compensa os que não querem nada”. Ela conta que busca tornar as aulas mais dinâmicas, interagir com os alunos e não se apegar tanto ao livro didático para tornar o aprendizado mais interessante. O uso da tecnologia em sala de aula é citado como meio para prender a atenção dos jovens, mas observa que isso pode ter também um lado negativo. “Muitos estudantes não sabem usar a tecnologia a favor deles e querem bater uma foto do conteúdo que está no quadro em vez de copiar para fixar a matéria”, acrescenta.  
Agência Brasil

29/09/2014

Escolas infantis dividem opiniões

Quem escolhe instituições que têm apenas educação infantil quer acolhimento para os filhos.
Escolas infantis grandes e pequenas dividem opiniões.
Uma escola pequena com turmas menores e estrutura especializada ou um colégio em que é possível seguir nas próximas etapas de ensino e criar forte vínculo. As duas opções costumam encher os pais de dúvidas e dificultar a escolha da instituição em que o filho iniciará a educação infantil. A melhor alternativa dependerá de qual experiência a família deseja proporcionar para a criança.

Em geral, quem escolhe instituições que têm apenas educação infantil quer acolhimento para os filhos. Sem convívio com crianças maiores, a ideia é personalizar a atenção. Para especialistas, o foco na creche e na pré-escola ajuda na construção de currículos e espaços mais adequados para as faixas etárias.

Essa foi a opção de Tatiana Freire para o filho Kauã, de 4 anos, que estuda na Balou Berçário e Escola, no Morumbi, zona sul da capital. "Ouvi que a criança teria mais independência na escola grande, mas ele se desenvolveu muito bem na menor." Segundo a gerente comercial, sua escolha foi influenciada pela estrutura adaptada, que vai de turmas pequenas a móveis sem quinas e brinquedos próprios para cada idade. 

A chance de estudar em ambiente em que todos se conhecem também pesa na decisão dos pais. "O clima é familiar. A escola se torna extensão da própria casa", diz a psicóloga Ana Paula Tanan, que matriculou os filhos em um colégio só de educação infantil. Arthur, de 5 anos, e Maria Fernanda, de 3, estudam na Sol da Vila, na Vila Madalena, zona oeste.

Evitar o convívio com os mais velhos é outro aspecto ponderado pelas famílias. Para elas, dividir espaço com crianças maiores e adolescentes pode levar a brigas ou contato precoce com materiais não recomendados.

Transição

Apoiar a passagem dos alunos para o ensino fundamental é tarefa das escolas de educação infantil exclusiva. "No último ano, trabalhamos o ganho de autonomia", explica Fabiane Boyadjian, diretora da Escola Balou. "Se antes a professora retirava a agenda da mochila, neste momento a criança fica responsável por isso." 

"Pesquisas internacionais mostram que escolas pequenas funcionam melhor nessa fase", diz Maria Carmen Barbosa, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para ela, o risco de oferecer várias etapas no mesmo lugar é antecipar conteúdos. "Por pressão da cultura e da família, há tendência de só preparar para o 1º ano." Outro problema é reduzir a chance de encarar novos grupos sociais. 

Sequência

Ao contrário de quem busca escolas pequenas, algumas famílias miram a continuidade nas maiores. A criança entra em uma instituição na qual pode seguir nas próximas etapas de ensino. Assim, defende parte dos pais e especialistas, a aprendizagem ficará sob a mesma linha pedagógica e os laços sociais serão mais fortes.

"Minha escolha foi pela sensação de comunidade", diz a designer Eliana Abitante, que matriculou a filha em uma escola com aulas até o ensino médio. Olívia, de 5 anos, estuda no Colégio Equipe, em Higienópolis, na região central. Segundo Eliana, o convívio com os colegas maiores enriquece. "Isso nunca foi problema, mas um valor. Ela aprende com outros de várias idades. No futuro, ensinará os mais novos." 

Na educação infantil do Equipe, as turmas mesclam alunos de 3 a 5 anos. Como na maioria dos colégios mistos, os pequenos têm horários e espaços reservados. Mas também há atividades de integração, em que os mais velhos ajudam as crianças.

Para os pais, outro aspecto positivo é que o matriculado na educação infantil tem vaga garantida na mesma instituição nas etapas seguintes. A proximidade de casa e o interesse em manter irmãos de diferentes idades no mesmo lugar também influenciam a escolha.

Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Maria Letícia Barros Nascimento, ficar no mesmo colégio tem benefícios. "Se a criança se sente confortável, melhor. Já conhece as pessoas e as dependências." 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agencia Estado

28/09/2014

Aluno paga só 60% do curso financiado pelo Fies

O Fies será um programa sustentável se ele gerar ganhos de renda para as pessoas
O Fies tenderia a evoluir, portanto, pelo caminho de garantir que o financiamento seja dado a cursos de qualidade
Estudantes que tenham o curso financiado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pagam apenas 60% a valor presente do que seria o custo de seus estudos, concluiu estudo do economista Samuel Pessoa, pesquisador do IBRE-FGV e um dos assessores da campanha do presidenciável Aécio Neves. Pessoa apresentou resultados prévios de pesquisa feita a pedido do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo.

O economista citou a informação para questionar o uso de dados de inadimplência como um risco para a sustentabilidade do programa. "Por este dado, vemos que o Fies não é apenas um financiamento, já que 40% de seu custo é pago como um programa social", comentou.

Segundo Pessoa, o Fies será um programa sustentável se ele gerar ganhos de renda para as pessoas que conseguirem concluir seus estudos. "O lado financeiro é importante, mas se trata de um programa social e a principal discussão deve ser se ele é capaz ou não de gerar crescimento econômico", comentou.

O economista considerou que o Fies tenderia a evoluir, portanto, pelo caminho de garantir que o financiamento seja dado a cursos de qualidade. Além disso, diz, poderiam ser melhor definidos os critérios de elegibilidade dos estudantes. "Seria interessante um critério em que as taxas de juros fossem mais altas para quem tem renda maior", comentou.
Agência Estado

Educação Cristã propõe «alegria» em tempos de desânimo

Educris.comA Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) convidou as comunidades católicas do país a apresentarem a mensagem de Jesus como uma proposta de “alegria” face a tempos de “desânimo” em Portugal.
“Na realidade, vivemos tempos de desânimo, de tristeza e de resignação. Estes sentimentos estão relacionados com o forte individualismo e consumismo da nossa cultura. Abundam os divertimentos mas escasseia a alegria interior e profunda”, assinalam os bispos na sua mensagem para a Semana Nacional da Educação Cristã que decorre de 27 de setembro a 5 de outubro, com o tema ‘Educar na Alegria da Fé'.
O documento apresenta o Evangelho como “o caminho para uma vida plena e feliz”.
“Oferecem-se hoje muitos bens da técnica moderna que distraem, preenchem o tempo e os interesses imediatos mas alienam da vida real e criam um mundo próprio em que cada um se fecha e se isola dos outros”, alerta a CEECDF.
A educação cristã, realça a mensagem, incentiva cada um “a sair de si para a realidade, para o mundo, para os outros, para Deus”.
Os bispos sublinham que a família é “o primeiro lugar de educação humana e cristã”, que leva a superar problemas como “o individualismo, a indiferença e a dispersão”.
O documento fala ainda na “importância essencial da Escola” e, em particular, da disciplina de Educação Moral Religiosa Católica (EMRC) como “fonte de formação humana e cristã”.
A Comissão Episcopal conclui com uma reflexão sobre o papel das comunidades cristãs e das suas celebrações no “ensino da memória da fé da Igreja”, que passa pelo “encontro e experiência” vividos na liturgia e na piedade popular e pela “prática da solidariedade”.
OC
Agência Ecclesia

07/09/2014

Uma noite de olho na Lua com Santo Afonso

A observação da Lua através de um telescópio refrator de 70 mm usando acompanhamento automático foi a atração para crianças e adultos na Noite de Convivência do Encontro de Casais com Cristo (ECC) da Paróquia de Santo Afonso em Fortaleza, Ceará.


Durante a Convivência, que ocorreu no Largo Dom Helder após a Missa das 19 horas de sábado, os paroquianos puderam participar do evento De Olho Na Lua com Santo Afonso, em comemoração ao International Observe the MoonNight (InOMN) que ocorreu em todo o planeta naquele dia 6 de setembro.

O  InOMN é um evento anual que se dedica a incentivar as pessoas a "olhar para cima" e conhecer um pouco mais da Lua, o vizinho celeste mais próximo de nosso planeta. Desde olhar para a Lua a olho nu a usar o telescópio mais sensível, a cada ano, no mesmo dia, pessoas de todo o mundo realizam eventos e atividades para conhecer um pouco mais sobre essa maravilha da criação.

Dos paroquianos presentes, 112 foram conhecer os pormenores da superfície lunar através do telescópio, dentre eles, o pároco, padre Geovane e os seminaristas que o acompanhavam. Essa foi mais uma oportunidade da comunidade de Santo Afonso ampliar seus conhecimentos e admirar um pouco mais a obra do Criador.

Confira algumas fotos do evento. Você pode encontrar mais no Facebook da Paróquia










05/09/2014

Crato debate racismo na escola


crato
Pesquisadores da Urca avaliaram pontos da legislação brasileira que assegura o ensino da Cultura Africana nas escolas públicas
FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS
Crato. Prossegue até amanhã, neste município, a quinta edição do programa "Artefatos da Cultura Negra no Ceará", desenvolvido pelo Departamento de Educação da Universidade Regional do Cariri (Urca), em parceria com o Programa de Pós-Gradução em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pelo Núcleo de Estudos de Gênero e Relações Raciais (Negrec).
Criado em 2009, o programa discute de maneira ampla as diretrizes das legislações referentes à obrigatoriedade do aprendizado da história e cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas do País. A ação também possui como finalidade a promoção de uma educação voltada ao combate ao racismo nos estabelecimentos de ensino.
No Ceará, a presença da cultura africana está em diversos segmentos. O número de afrodescendentes, conforme estudiosos, é crescente a cada ano. "Durante um bom tempo, a gente já vem trabalhando no desenvolvimento de estudos e pesquisas que apontam uma presença forte da população africana no Ceará",diz a professora Cícera Nunes, coordenadora do evento. O evento também possui viés combativo em relação a atos de racismo praticado dentro da própria universidade.
Em março deste ano, por exemplo, um grupo de alunos realizou manifestação após um estudante do curso de História ter sido vítima de racismo dentro do Campus do Pimenta, no município do Crato.
A reitora da Urca, Otonite Cortez, disse, na ocasião, que a instituição abominava o ato e que não haveria tolerância a qualquer tipo de preconceito. Nunca se descobriu, no entanto, quem havia realizado as ameaças.
Para Luciano Carvalho, coordenador do Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec), que também participa como parceiro das discussões do evento, é preciso uma reflexão mais contundente em relação a existência de casos de racismo nas instituições de ensino.
Roberto Crispim
Colaborador

Diário do Nordeste

29/08/2014

Escola é violenta com aluno, diz senador

Para Cristovam Buarque, a desvalorização da escola como instituição leva ao crescimento da violência na sala de aula.
'A violência desmoraliza ainda mais a escola', ressalta Buarque.
Um dos grandes defensores da educação como instrumento de transformação do Brasil, o senador Cristovam Buarque considera que o problema da violência na rede pública de ensino do país é gerado principalmente por causa da desvalorização da escola como instituição.

Em entrevista, Cristovam afirma que a escola no Brasil “está sem moral". "A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, não vai fazer diferença, porque o curso não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno na escola", explica.

O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas nossas páginas de Clique Facebook, Clique Twitter e Clique Google+.

Ministro da Educação do governo Lula entre 2003 e 2004, Cristovam Buarque chegou a se candidatar à Presidência em 2006 levantando como principal bandeira a "revolução na educação de base". Ele acredita que só ela poderia resolver de vez o problema da violência e fazer com que a escola voltasse a ser respeitada no país.

Confira a entrevista:

Como o senhor define o problema da violência nas escolas do Brasil? Por que ele acontece?

A sociedade brasileira é uma sociedade muito violenta hoje, então as pessoas se sentem no direito de agir violentamente, às vezes, até não necessariamente com agressão física, mas com palavras. As escolas estão rodeadas de traficantes, a violência do meio influencia. O outro é o fato de que a escola não é uma instituição valorizada e, ao não ser valorizada, as crianças também entram na mesma onda da não valorização, se sentem no direito de quebrar os vidros, se sentem no direito de levar as coisas pra fora.

Aqui mesmo na UnB (Universidade de Brasília), eu vi a enciclopédia britânica sendo rasgada, porque o aluno em vez de tirar o xérox da folha que ele precisava, arrancou a página e levou. Os próprios professores são tratados como seres sem importância, que ganham salários baixos. Além disso os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, ele sabe que não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno da escola.

Quais as consequências da violência na escola para a educação no país? 

A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os professores hoje estão fugindo, porque o salário é baixo e há muito desrespeito com relação à profissão deles. Quando a gente analisa o concurso para entrar na universidade, o vestibular, os últimos cursos na preferência dos vestibulandos são pedagogia e licenciatura, isso gera um clima de desvalorização.
Para entrar em medicina são 50 por vaga, para pedagogia às vezes têm mais vagas que candidatos. Isso gera desvalorização. E aí as pessoas ficam quebrando as coisas, são violentas. Cria um ciclo vicioso. A desvalorização da escola aliada à violência do país induz à violência dentro da escola.

É preciso ter disciplina na escola, mas para o professor ser agente da disciplina, ele tem que ter moral. Só que a escola hoje está sem moral. Uma das coisas básicas da disciplina é o aluno chegar na hora. Como chegar na hora se nem o professor dele chega na hora? Se o professor dele ficou dois meses de greve? O professor se vai um dia, não vai outro. A ausência do professor no Brasil é tão grande quanto a do aluno. Eles faltam igualmente. Então está faltando moral na escola.

Quais seriam as medidas a curto prazo para conter o problema?

Eu não vejo como resolver isso no curto prazo, só se for atribuindo Valium (calmante) para todo aluno, se colocar Valium na merenda. Brincadeira, mas é que é difícil ver uma solução a curto prazo. Qual o caminho a médio e longo prazo? Valorizar a escola, hoje o salário médio do professor na escola é R$ 2 mil, se você pagar menos do que paga para quem vai ser engenheiro ou médico, os melhores não vêm, eles não vão querer ser professores.

Você tem que ter um salário compensador, eu calculo R$ 9.500. Só que para merecer esse salário, tem que ter um processo muito rígido de seleção do aluno, para ver se a pessoa tem vocação, tem que quebrar a estabilidade plena de que o professor continue no cargo sem se aperfeiçoar, tem que ser uma estabilidade sujeita a avaliações. Para a escola ser respeitada, o prédio tem que ser respeitado. As pessoas não saem quebrando shopping, porque é um prédio bonito, confortável. As crianças se sentem desconfortáveis na escola, por isso que elas são violentas. A verdade é que a escola é mais violenta com o aluno do que o aluno com ela. Ela obriga o aluno ficar sentado 6, 7 horas numa cadeira desconfortável, num prédio feio e mal cuidado.

Como fazer isso funcionar no Brasil a curto e médio prazo? Ir implantando isso por cidade. Leva 20 anos no país todo, mas precisa de um ou dois anos para fazer em uma cidade. E até lá, como faz? É o que estão fazendo, colocar polícia, bom diretor. A polícia tem que ficar longe da escola, mas no longo prazo. No curto prazo ela é uma necessidade, porque ela diminui a violência da sociedade que está na escola. Além disso, é preciso identificar os alunos violentos. Um só jovem faz uma violência que desmoraliza a escola inteira. Então identificando os jovens que são agentes da violência você resolve o problema, levando ao psicólogo, tratando esse jovem.

O que o senhor acha do modelo de educação nas escolas de hoje?

Não dá para seduzir uma criança com métodos seculares como quadro negro, tem que ser computador, vídeo. O professor tem que ser capaz de cavalgar a tecnologia da informação, de se comunicar com a criança usando o computador. E finalmente a escola tem que ser 6h ou 7h por dia. O menino se comporta melhor na escola que ele fica o dia inteiro porque ela passa a ser um pouco da casa dele, a escola tem que ser a extensão da casa da criança.

Aprovou-se no ano passado a medida de destinar 10% do PIB pra educação. Esse dinheiro é suficiente? Então qual é o problema da educação hoje em dia (se não é dinheiro)?

O problema é dinheiro, mas não é só dinheiro. Se chover dinheiro no quintal da escola, a primeira chuva vira lama. Se aumentar muito o salário do professor agora, isso não vai mudar nada. Precisa de todas ações juntas, a revolução mesmo da educação. Para pagar os R$ 9 mil (para os professores), para construir as escolas novas, você precisa de 6,5% do PIB (na educação de base, sem contar investimentos nas universidades).

Esse negocio de 10% do PIB foi uma farsa. Por que não colocaram 10% da receita? Porque ao dizer que é do PIB, ninguém sabe de onde vai sair o dinheiro. O PIB não existe, ele é um conceito abstrato de estatística. Para fazer a revolução a qual eu me refiro, nós precisamos para a educação de base R$ 441 bilhões em 20 anos, por isso que eu digo 6,4% do PIB. Se supõe que pré-sal vai dar R$ 225 bi, ele poderia ser uma fonte desse dinheiro. Eu peguei 15 fontes de onde a gente poderia conseguir esse dinheiro e com elas a gente pode chegar a R$ 750 bi. (Quais fontes?) São várias, não vou citar todas aqui. Mas por exemplo, quem vai querer um imposto sobre as grandes fortunas, reduzir publicidade do governo, eliminar subsídio que se dá para educação privada, porque se a pública vai ser boa, não precisa bancar a privada, ou então voltar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), só que fazer ela ser toda destinada pra educação, pegar 50% do lucro das estatais que vão pro governo, usar rentabilidade de reservas?

Tudo isso dá o dinheiro que a gente precisa. Não precisa dos 10% do PIB. Isso não existe. Eu defendo a federalização das escolas para tornar o ensino público uma referência no Brasil. Hoje, das 196 mil escolas públicas que nós temos, pouco mais de 520 são federais e essas são boas. A seleção do professor é mais cuidadosa, as instalações são melhores o regime de trabalho é melhor. Temos que levar esse padrão para todas as outras.

Mas o senhor tinha consciência disso quando entrou no Ministério? O que o senhor fez pra mudar? 
Eu sabia. Essa ideia de implantar escolas boas por cidade, eu comecei. Escolhi 29 cidades e comecei. Eu comecei a fazer isso nas cidades com dinheiro do MEC e não sensibilizei o governo. Para fazer isso leva tempo, quando a gente conseguiu aprovar, eu fui demitido. Mas o governo não tinha interesse em investir em educação de base, como todos os outros, ele só queria investir em universidade. Educação de base não dá voto, você fica na história, mas não fica no governo. Universidade é imediato. Eu recebi 520 parlamentares em um ano que fiquei lá no ministério, desses só um me pediu uma ajuda de investimento para educação de base, um deputado da Bahia, o resto, todos os outros queriam investimento para faculdade, ensino técnico, ou regularizar faculdades particulares.
BBC Brasil, 28-08-2014.

26/08/2014

Direitos constitucionais em currículos escolares

Valores morais e cívicos em que se fundamentam a sociedade serão estudados.
Proposta ajudará 'compreender a importância de ser um cidadão'.
A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que inclui noções sobre direitos constitucionais entre as disciplinas obrigatórias do ensino fundamental e médio. A proposta (PL 6954/13) foi apresentada pelo deputado Romário (PSB-RJ).
“O objetivo desse projeto é expandir a noção cívica dos nossos estudantes, ensinando-lhes sobre seus direitos constitucionais, como cidadão e futuro eleitor”, explica o parlamentar.
Pelo texto, as disciplinas deverão abordar também os valores morais e cívicos em que se fundamentam a sociedade.
Com o estudo das novas disciplinas, Romário acredita que, ao completar 16 anos e se tornar apto para votar, esses jovens estudantes já terão uma base educacional sólida que lhes permitirá “compreender a importância de ser um cidadão consciente e as consequências geradas à gestão pública ao escolher um candidato despreparado ou ficha suja.”
O projeto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases (9.394/96), está apensado ao PL 3993/08 e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votado pelo Plenário.
Última Instância

25/08/2014

Alunos podem encurtar duração dos estudos

Uma banca deve avaliar a aluna que, se aprovada, terá o direito de obter a declaração de conclusão do curso.
Este tipo de demanda geralmente é julgada em favor dos estudantes.
Por Livia Scocuglia
Os alunos que tiverem extraordinário aproveitamento nos estudos poderão encurtar a duração dos estudos em universidade. O entendimento, previsto pela Lei 9.394/1996, foi usado pela 4ª Vara Federal de Campo Grande ao adiantar a colação de grau de uma aluna aprovada em concurso público. Ela havia concluído um pouco mais de 50% do curso superior de Tecnologia em Logística em uma universidade em Três Lagoas (MS).
A aluna foi aprovada em concurso público e o diploma em nível superior era pré-requisito para a posse no cargo. Para assumir a vaga de Analista de Gestão Corporativa Logística/Farmacêutica da Hemobrás, ela solicitou administrativamente a antecipação do final do curso. Mas como a universidade negou o pedido, ela impetrou mandado de segurança.
O juiz federal Pedro Pereira dos Santos levou em consideração que a aluna já tinha concluído mais de 50% do curso e obteve excelente desempenho nas matérias. “Com exceção de uma nota 7,00, as demais foram maiores ou superiores que 8,50”, afirmou na decisão. E citou o artigo 47, parágrafo 2º, da Lei 9.394/1996, que autoriza a redução do curso em caso de desempanho "extraordinário".
A universidade deverá constituir banca examinadora especial para avaliar a aluna que, se aprovada, terá o direito de obter a declaração de conclusão do curso.
Para os advogados de Machado Gobbo Advogados, escritório responsável pelo caso, este tipo de demanda é comum e geralmente é julgada favoravelmente aos estudantes. Mesmo assim, segundo os especialistas, muitos alunos não sabem que existe uma lei que garante a possibilidade de abreviação do curso superior em caso de excepcional desempenho e, por isso, acabam perdendo a nomeação para o cargo público.
Consultor Jurídico

22/08/2014

MEC abre mais de 6 mil vagas para cursos do Inglês Sem Fronteiras

inglês
Carga horária presencial será de 4 aulas de 60 minutos
ALEX COSTA
O Ministério da Educação (MEC) abrirá 6.045 vagas para cursos presenciais gratuitos de língua inglesa do Programa Inglês Sem Fronteiras (IsF), a serem ocupadas por alunos de universidades credenciadas em todo o Pais, incluindo a Universidade Federal do Ceará (UFC).
As inscrições dos candidatos poderão se feitas das 12h do dia 2 de setembro até as 12h do dia 11, horário de Brasilia, no site do Isf. 
A duração máxima dos cursos poderá ser de até 64h, a depende da proposta pedagógica de cada Núcleo de Línguas da universidade que integram o programa.
A carga horária presencial será de 4 aulas de 60 minutos, podendo ser distribuíuda em 4, 3 ou 2 encontros semanais, em locais e horários definidos pela universidade credenciada no programa.  Os cursos ainda poderão ser ofertados em 2 blocos de 2  horas cada, em um mesmo dia, especialmente aqueles preparatórios para os exames TOEFL IBT ou IELTS.
Somente poderão participar da seleção os alunos de graduação, de mestrado ou de doutorado com matrículas ativas nas universidades federais credenciadas, que sejam participantes e ativos no curso My English Online e que  tenham concluído até 90% do total de créditos de seu curso. O edital completo pode ser conferido no Diário Oficial da União desta sexta-feira (22). 
Diário do Nordeste

11/08/2014

Dicas de como estudar para o Enem pela internet

É preciso estar atento porque muitos sites disponibilizam questões de vestibulares como se fossem do Enem.
Um das opções de portais para estudo é o Geekie Games.
Simulados e aulas pela internet são opções cada vez mais procuradas por quem está estudando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). É preciso, no entanto, ter alguns cuidados na hora de escolher a melhor plataforma. A três meses para o Enem, a Agência Brasil ouviu especialistas e preparou dicas para escolher os melhores portais.

O primeiro passo é conhecer bem o Enem, como aconselha o professor do Colégio JK em Brasília, Marcelo Freire. “O Enem é uma prova diferente de vestibulares comuns. O exame não monta questões com determinado conteúdo para selecionar o aluno, o Enem usa competências, habilidades, tem níveis: fácil, médio e difícil, é uma outra abordagem do ensino médio”, diz.

A dica é que o candidato acesse no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) o conteúdo das provas e as matrizes de referência. “Conhecendo o Enem, o aluno vai conseguir separar na internet o que é bom do que não é”, diz o professor. Segundo ele é preciso estar atento porque muitos sites disponibilizam questões de vestibulares como se fossem do Enem. Os conteúdos são diferentes e o aluno perde tempo ao invés de se preparar.

O professor da escola Garriga de Menezes e do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, Rubens Oda alerta o estudante para buscar sites de confiança e, para isso, “olhar a quantidade de curtidas e recomendações da página”.

O aluno pode observar também o que é oferecido: há sites que contêm múltiplas funcionalidades, explica Oda, como listas de exercícios, material de apoio, simulados, que ajudam o estudante a se preparar melhor para o exame. “Hoje há uma gama muito grande que pode ser usada em casa, uma série de aplicativos, sites. Esse material pode ajudar também nas aulas presenciais”, diz.

Freire complementa que questões comentadas do Enem e videoaulas são boas pedidas. “O fato de o aluno poder pausar e voltar, assistir quantas vezes achar necessário resolve metade dos problemas em sala de aula. Na sala, quando o aluno se distrai e perde o fio da meada, muitas vezes perde o conteúdo”.

Marina Pimenta Staub, tem 17 anos e está no terceiro ano do ensino médio. Para ela, a internet tem sido fundamental nos estudos. No ano passado, a aluna, ainda como treineira, alcançou 850 pontos na redação do Enem - a nota máxima é 1 mil. Ela diz que os simulados que fez pela internet a ajudaram a ter acesso a conteúdos que ainda não tinha estudado em sala de aula, além de se adaptar ao ritmo do exame, que tem a duração de dois dias.

“A internet me ajuda a tirar dúvidas e apender matérias que nem sempre aprendo na escola ou a adiantar matérias que caem no Enem e não tem tempo de aprofundar na sala de aula”, diz a estudante.

Um das opções de portais para estudo é o Geekie Games, selecionado pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de edital. A plataforma oferece textos, videoaulas, simulados e jogos para os estudantes, tudo online.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também tem uma iniciativa para ajudar os estudantes a se preparar para o exame. O aluno pode acessar o aplicativo Questões Enem, um banco de questões que reúne as provas de 2009 a 2013. O acesso é gratuito.

A próxima edição do Enem será nos dias 8 e 9 de novembro. Mais de 8,7 milhões se inscreveram para as provas.
Agência Brasil

07/08/2014

Pronatec oferta 877 vagas para cursos profissionalizantes em Fortaleza

manicure
Dentre as opções de cursos, estão disponíveis os de manicure e pedicure
DIÁRIO DO NORDESTE/ARQUIVO
Estão abertas as inscrições para 877 vagas para cursos gratuitos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) em Fortaleza. ]
As oportunidades estão distribuídas em 23 cursos nas áreas de administrador de banco de dados, figurinista, operador de supermercado, operador de computador, auxiliar administrativo, zelador, agente de limpeza e conservação, montador e reparador de computadores, operador de caixa, operador de telemarketing, vendedor de produtos e serviços ópticos e auxiliar de recursos humanos. 
Também estão disponíveis vagas para promotor de vendas, auxiliar de crédito e cobrança, porteiro e vigia, agente de limpeza e conservação, vendedor, manicure e pedicure, auxiliar de faturamento, auxiliar de manutenção predial, recepcionista e depilador. 
Saiba como se inscrever
As inscrições podem ser feitas em um dos 26 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) existentes em Fortaleza, até dez dias antes do início das aulas da turma ou enquanto houver vagas disponíveis. Confira o período de inscrição para cada área. 
Os candidatos devem mostrar os seguintes documentos: declaração com o Número de Inscrição Social (NIS), RG, CPF e comprovante de residência. É preciso ter idade a partir dos 16 anose estar cadastrado ou em processo de cadastramento no CadÚnico (Cadastro Único), mesmo que o candidato não seja beneficiário do Programa Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Os cursos gratuitos são de formação inicial e continuada, voltados para a inserção no mercado de trabalho, com duração mínima de 160 horas. Os alunos participantes recebem material didático e auxílio para transporte e alimentação.
Diário do Nordeste