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18/01/2013

Crise dos reféns na Argélia ainda não acabou, diz Reino Unido


Imagem sem data mostra o campo de gás de In Amenas, na Argélia (Foto: BP/Ap)A crise dos reféns na Argélia, onde vários estrangeiros foram sequestrados por um grupo islâmico em um campo de exploração de gás, ainda está "em curso", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido nesta sexta-feira (18). Na noite de quinta-feira (17), informações procedentes da Argélia diziam que a crise tinha terminado. 
"Nossa prioridade continua sendo a segurança dos britânicos e dos seus companheiros de trabalho. Não podemos fornecer nenhum detalhe que possa pôr em perigo suas vidas, mas trabalhamos contra o relógio para resolver a crise", disse o Ministério das Relações Exteriores, antes de advertir que o Reino Unido deve preparar-se para receber "más notícias".
O número total e o estado dos britânicos sequestrados não foram divulgados, embora já se saiba que um cidadão do Reino Unido morreu no assalto realizado na quarta-feira (16) por salafistas contra a planta de gás operada pela multinacional britânica BP em Amenas, ao leste da Argélia e próxima à fronteira com a Líbia. 
Resgate de noruegueses
A petrolífera norueguesa Statoil anunciou o resgate de um de seus empregados durante a madrugada desta sexta-feira. Agora nove dos 17 trabalhadores da empresa estão a salvo. "A situação dos oito empregados restantes é incerta", afirmou a Statoil em comunicado, no qual destaca que o trabalhador resgatado durante a noite "está recebendo tratamento médico no hospital de Amenas". A empresa disse ainda que "outros três colegas argelinos que foram postos a salvo na noite passada foram transferidos de Amenas à capital, Argel".
Operação de resgate
Na quinta-feira, o Exército da Argélia iniciou uma ação militar no campo de gás de In Amenas. De acordo com o ministro de Comunicações da Argélia, Mohamed Said Belaid, pessoas foram mortas e feridas durante a operação. "Infelizmente, nós lamentamos algumas mortes e algumas pessoas feridas. Mas nós não temos ainda os números", disse, em rede nacional. Belaid disse também que alguns reféns foram soltos. O número de mortos na operação continua incerto e varia de quatro a dezenas.
Autoria do sequestro

Um grupo radical ligado à Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) e dirigido pelo argelino Mojtar Belmojtar assumiu a autoria do sequestro na estação de gás. Segundo Belmojtar, o ataque terrorista é uma resposta ao apoio argelino à intervenção militar francesa no Mali contra os grupos armados que controlam o norte do país desde junho. 

AS
Revista Época

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