A ideia é atrair para os postos de vacinação toda a família, incluindo crianças, jovens e adultos. Assim, deixar os cartões de vacinação atualizados e a família toda protegida contra diferentes doenças. Na maioria das vacinas, o Ceará atinge coberturas vacinais superiores as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
A BCG, que protege contra a tuberculose, em 2011 alcançou cobertura de 101,97% enquanto a meta era de 90%. No caso da tríplice viral (difteria, tétato e coqueluche) a cobertura é ainda maior: 107,38%. Esse índice supera a meta de 95%. Contra a paralisia infantil, o Ceará chegou a vacinar 96,99% no ano passado, ultrapassando a meta de 95% de imunização em crianças com até cinco anos.
Entre as vacinas que precisam ser reforçadas na semana de mobilização para elevar a cobertura, estão a vacina contra hepatite B. Na faixa etária de jovens entre 20 e 24 anos de idade a cobertura vacinal em 2011 ficou em 40%, abaixo da meta de 95%. Os jovens são um dos públicos alvos da semana de mobilização. Ainda não têm o hábito de ir aos postos para proteger à saúde através de vacinas. Durante a semana de 14 a 27, as pessoas terão a oportunidade de serem vacinados contra difteria e tétano, além da hepatite B e outras doenças.
Vacina para a população prisional A mobilização de vacinação também vai atender a população prisional. O Ministério da Saúde reservou um lote com aproximadamente 500 mil doses de vacinas influenza para imunizar esse público. A vacina será enviada aos estados no próximo mês e a imunização será realizada pelas secretarias estaduais e municipais de saúde. Além da influenza, a população prisional também irá receber as vacinas da hepatite B (para todas as faixas etárias), dT (difteria e tétano tipo adulto), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e febre amarela (para as áreas com recomendação).
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explica que o direito à saúde é assegurado pela Constituição Brasileira, no artigo 196, a qualquer cidadão, independente das condições em que se encontra. “Essa população, que está sob a guarda do Estado, cumpre a pena de privação da liberdade, e não de privação da saúde”, assegurou.
As condições de habitação e confinamento no sistema prisional colaboram para uma maior vulnerabilidade frente às doenças, sobretudo, respiratórias e pulmonares. Em relação à tuberculose, por exemplo, a população privada de liberdade apresenta chances 27 vezes maiores de contrair a doença na comparação com a população em geral.
O planejamento e operacionalização da vacinação nos estabelecimentos penais deverão ser articulados com as secretarias estaduais e municipais de Saúde e secretarias estaduais de Justiça, com orientação e apoio do Ministério da Saúde, por meio das secretarias de Atenção à Saúde e de Vigilância em Saúde, além do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça.
Com informações da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará e do Ministério da Saúde
Fonte: Agência da Boa Notícia
Fonte: Agência da Boa Notícia
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