A oposição síria chegou a um acordo de princípio para unir as suas diferentes fações, anunciaram hoje vários participantes numa reunião realizada em Doha, sob proteção do Qatar.
"Estávamos prestes a assinar (o acordo) mas preferimos ter mais tempo para estudar os estatutos internos, a pedido de certos partidos", declarou por outro lado o veterano da oposição e antigo deputado Riad Seif.
Os participantes da reunião, que teve início no sábado, voltaram a reunir-se no domingo dia 11.
Os participantes da reunião, que teve início no sábado, voltaram a reunir-se no domingo dia 11.
Foi com base numa iniciativa de Riad Seif, que visa unir a oposição, inicialmente rejeitada pelo Conselho Nacional Sírio (CNS), que as conversações tiveram início na quinta-feira em Doah.
Porém, o CNS, a principal coligação da oposição síria, bloqueou a adoção deste projeto, que visa unir a oposição numa autoridade executiva que pode lidar com a comunidade internacional e canalizar a ajuda.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou neste domingo para o alívio das tensões na fronteira sírio-israelita nos Montes Golan, para evitar um conflito mais amplo na Síria.
O exército israelita disparou no fim de semana tiros de aviso na direção da Síria, depois de uma granada de morteiro síria ter caído no Monte Golã, norte de Israel, indicou o exército israelita em comunicado.
A rádio pública israelita precisou que os soldados atiraram para um setor próximo de uma posição do exército sírio, pela primeira vez desde o final da guerra israelo-árabe de outubro de 1973.
"O secretário-geral está profundamente preocupado com uma eventual escalada do conflito, disse o porta-voz da ONU Martin Nesirky.
"O secretário-geral está profundamente preocupado com uma eventual escalada do conflito, disse o porta-voz da ONU Martin Nesirky.
"Ele apelou à máxima moderação" e instou ambas as partes a respeitarem o acordo de 1974 que institui uma linha de cessar-fogo e uma zona desmilitarizada patrulhada pelas forças das Nações Unidas.
A Síria e Israel devem acabar com os "os tiros" através do cessar-fogo, disse Ban Ki-Moon, que repetidamente emitiu alertas contra uma possível extensão do conflito sírio aos países vizinhos, tais como Israel, Líbano e Turquia. No Líbano já aconteceu a explosão do carro bomba e na Turquia a imposição da descida de um avião proveniente de Moscou.
Fonte: www.lusa.pt
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