Qualidades que hoje são conquistadas depois de anos de treinamento poderiam ser instaladas com uma injeção de energia elétrica no cérebro, por exemplo, afirma a revista. Avanços na neurologia, farmacologia e genética serão capazes de fazer o ser humano evoluir mais rapidamente.
Segundo a Wired, os militares dos EUA não demonstram muito interesse pelos estudos de modificação biológica humana, mas há cientistas empenhados em fazer isso acontecer. Andrew Herr, de 29 anos, é um deles. Formado em Georgetown em microbiologia, física de saúde e segurança nacional, ele disse à revista que “o melhor cenário seria um aumento extraordinário na qualidade de vida do Primeiro Mundo” com o uso pacífico das tecnologias. O perigo é o uso de técnicas evolutivas sem que o conhecimento e consentimento dos “mutantes”.
Um dos estudos de Herr é relacionado ao estresse. Com dietas, injeções de hormônio, eletrochoque e terapia genética, soldados sem a habilidade inata seriam capazes de lidar melhor com situações de pânico e continuar lutando. Ele diz que as pesquisas na área ainda estão em fase de consolidação.
Da sua parte, o Conselho Nacional de Inteligência espera alguma resistência da sociedade às modificações biológicas. “Os desafios morais e éticos para melhorias humanas são inevitáveis”, afirmou, segundo a Wired.
Redação Época
(Foto: Soldados americanos treinam para combate no Afeganistão. Johannes Simon/Getty Images)
Revista Época
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