Por José María Castillo
A bondade é sempre uma forma de alguém se relacionar com os demais. Há uma prova muito simples para ver até onde vai a bondade de uma pessoa. Há tempo, eu já disse: "o espelho do comportamento ético não é a própria consciência, mas o rosto daqueles que vivem comigo. Quando este rosto expressa paz, esperança, alegria e felicidade, porque meu comportamento gera tudo isto, então é evidente que minha conduta é eticamente correta".
A bondade não se prega, nem se ensina, nem se impõe. A bondade se contagia. Aquele que é bondoso, cria um clima de bondade. E isso muda a vida. A de uma pessoa e a dos outros. Ser sempre bondoso, reconhecer os próprios limites e as próprias contradições. Somente assim poderemos, passando ou não a crise, vivermos melhor. E nos sentiremos melhor.
Já sei que isso não é a panaceia universal. Seria ingênuo pensar que apenas com a "benevolência" o mundo se ajeita. Não. Entre outras razões, porque a bondade carrega consigo o não ficar calado e passivo quando se vê o sofrimento, e muito sofrimento, dos mais frágeis. Em tais condições, aquele que se cala não se distingue por sua bondade, mas por sua covardia, por seu medo, por interesses inconfessáveis. Isto não é bondade. Dá vergonha de ver, sofrer e até pensar nisto.
De qualquer modo, e aconteça o que acontecer, não nos cansemos jamais de ser bons, sempre orientados e guiados pela mais desconcertante bondade. Porque, é um fato, a bondade é o que mais nos assusta e até nos desconcerta.
Teología Sin Censura, 13-08-2013.
Dom Total
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