Sublinhando que o direito ao protesto está consagrado na Constituição, a CEV recorda que as autoridades policiais e militares «estão obrigadas a respeitar os direitos humanos», no cumprimento da sua função de preservar a ordem pública, e a agir em conformidade com as leis nacionais e os acordos internacionais. Por isso, repudiam «o emprego da força exercida em algumas manifestações por parte dos organismos de segurança do Estado».
Segundo os bispos, é urgente fazer uma investigação aos casos de violência para levar à justiça os elementos que abusaram da autoridade. E identificar os grupos armados que atacaram a população. «Se os protestos são um direito, não se pode aceitar que se tornem violentos, se transformem em vandalismo ou propiciem a prática de atos criminosos por parte de grupos que nada têm a ver com quem protesta», pode ler-se na mensagem da CEV.
O documento reconhece ainda a existência na Venezuela de «visões plurais, com grandes diferenças entre elas», que devem ser respeitadas. E expressa a urgência de um diálogo nacional que reúna todas as partes e se caracterize pela preservação das relações sociais e políticas onde possam conviver as diferenças, onde se «procure a verdade», um valor «que se perdeu na Venezuela».
Fátima Missionária
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