O segundo relatório anual da Cáritas Europa analisa o impacto das políticas implementadas nos países da União Europeia (UE) mais afetados pela crise (Portugal, Chipre, Grécia, Irlanda, Itália, Roménia e Espanha) e as suas consequências na vida das pessoas. «Acreditamos que este relatório pode contribuir para uma maior consciência do impacto da crise sobre os grupos de pessoas mais vulneráveis», refere Jorge Nuño Mayer, secretário-geral da Cáritas Europa, citado num comunicado da Cáritas Portuguesa, divulgado pela agência Lusa.
Segundo este responsável, o documento confirma os alertas que a Cáritas tem deixado para que se encontrem soluções políticas alternativas. «Os políticos têm alternativas nas decisões e medidas que devem ser tomadas e têm a responsabilidade de atenuar os piores efeitos da crise nestas camadas da população», afirma o secretário-geral da Cáritas Europa. Lançado uma semana antes do Conselho ECOFIN, reunião que junta ministros das finanças da UE, o relatório dá conta do «crescente número de pessoas que enfrentam situações de pobreza e exclusão social».
O estudo da Cáritas Europa analisa as taxas de emprego e de desemprego, os níveis de pobreza e exclusão social, o estado dos serviços públicos em geral, e dos cuidados de saúde, em particular, bem como o nível de confiança em instituições nacionais e europeias e a coesão social nesses países.
A análise é realizada através da «Fórmula Cáritas», que consiste na combinação de números oficiais do Eurostat e dos institutos nacionais de estatística com informações retiradas nas centenas de centros de apoio da Cáritas nos países abrangidos no relatório. Esta combinação permite fazer uma medição «muito precisa» da situação socioeconômica da população, desde a classe média até às pessoas mais vulneráveis. Caberá a Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, realizar a apresentação da realidade vivida em território português.
Fátima Missionária
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