13/11/2012

Movida reforça campanha contra a descriminalização do aborto


Com avaliação positiva da Marcha pela Vida Contra o Aborto, que levou cinco mil pessoas à Praia de Iracema, no último domingo (11), o Movimento em Favor da Vida (Movida), ONG com sede em Fortaleza, quer agora reforçar o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, no âmbito do Senado Federal. O objetivo é aumentar a mobilização popular para pressionar os senadores a não aprovarem as modificações do Código Penal Brasileiro, que resultarão na descriminalização do aborto no País.
 
A presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia, veio a Fortaleza para participar da Marcha e destaca que as pessoas que desejarem participar da campanha nacional podem ligar para o número do Alô Senado – 0800 612211 –, expressando sua posição em defesa da vida desde a concepção. Podem participar também enviando e-mails para os senadores e deixando opiniões no espaço do cidadão, disponibilizado no site do Senado (http://www12.senado.gov.br/ecidadania#)
 
Pesquisa do DataSenado, divulgada no último dia 24 de outubro, mostrou que 82% da população do país são contrários à descriminalização da prática do aborto quando realizada por livre escolha, sem que a gestação seja fruto de estupro ou implique em risco de vida para a mãe. Mesmo assim, predominam na mídia, redes sociais e demais espaços de debate acirradas polêmicas sobre o tema aborto.

Os argumentos da parcela da população favorável à legalização do aborto são diversos: A mulher tem o direito de dispor de seu corpo; legalizar o aborto é uma questão de saúde pública, porque milhares de mulheres morrem por ano em decorrência de abortos clandestinos; e que, quem é contra a legalização do aborto, é movido só por motivos religiosos.

Como cientista, a médica Lenise Garcia, que é doutora em Microbiologia e professora da Universidade de Brasília, confirma que a vida começa no momento da concepção, tendo o nacituro, portanto, direito à vida como sua mãe ou pai tem. Quanto ao argumento de que milhares de mulheres morrem porque o aborto não é legalizado no Brasil, ela ressalta que não é procedente. “Estatística de 2010 dá conta de que 83 mulheres morreram naquele ano em decorrência de aborto”, cita.
 
Na visão da médica, que preside Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, de natureza suprapartidária e supra-religiosa, a religião faz as pessoas serem mais engajadas e, ao abraçaram uma causa como a da não legalização do aborto, elas participam como voluntárias e como forma de altruísmo, de serem éticas.
 
Conscientização

O Presidente do Movida, Fernando Lobo, esclarece que além do reforço à campanha em nível nacional, o Movida, também planeja ações locais. Uma das propostas é iniciar, em Fortaleza, um trabalho junto às escolas em 2013. “Voluntários do Movida irão fazer palestras esclarecendo, principalmente os adolescentes, sobre questões como gravidez indesejada e aborto”, diz.
 
Ela destaca que a repercussão da Marcha, que contou com as presenças de artistas como Elba Ramalho, Chico Pessoa e Nando Cordel, pode ser percebida pela ampla divulgação na imprensa e pelo aumento de ligações que o Movida vem recebendo.
“O ganho não foi só pelo número de pessoas presentes à Marcha, mas pela conscientização sobre o tema aborto. Muitas pessoas que viram as notícias na imprensa ligam querendo se engajar no movimento e buscando informações sobre o aborto”, afirma.
 
Saiba mais:
Sobre a Reforma do Código Penal Brasileiro:

O Projeto de Lei PLS 236/2012, que tramita no Senado Federal desde 09 de julho deste ano, deverá ser votado até o final deste ano. Trata-se de uma ampla reforma do atual Código Penal Brasileiro em vigor, que, se aprovado, vai despenalizar e incentivar práticas de crimes como Aborto, Eutanásia e Infanticídio.

Um dos capítulos mais preocupantes e que merece atenção especial da sociedade civil é o que trata sobre os Crimes contra a Vida. A nova proposta pretende descriminalizar o aborto, se este for realizado até a 12ªsemana de gestação e vai diminuir as punições em relação a este crime. Quanto a Eutanásia, o novo Código apresenta uma flexibilização muito perigosa para o direito à vida dos doentes terminais, bem como a descriminalização do Infanticídio.

A tramitação do Projeto de Lei do Novo Código Penal pode ser acompanhada pelo link:http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=106404

Mais informações: Fernando Lobo, Presidente do Movida – (fone: 85 3224 4814)

Fonte: Agência da Boa Notícia
 

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