“Acompanhamos com dor e solidariedade, desde a madrugada do domingo, o momento de profundo sofrimento vivido pelos feridos e pelas famílias dos que perderam centenas de filhos na tragédia do incêndio em Santa Maria”, refere a declaração divulgada segunda-feira na página do episcopado brasileiro.
A CNBB manifesta também o “apoio aos homens e mulheres de boa vontade que estão a oferecer ajuda às famílias e aos feridos”, bem como “aos responsáveis pelo poder público que estão a tomar as providências para o encaminhamento e solução dos problemas”.
“É momento de união e de solidariedade! A concreta participação de colaboração, o respeitoso silêncio e a oração movida pela fé nos faz reconhecer, mais uma vez, que somos todos membros de uma única família que sofre pela perda de tantos jovens, filhas e filhos queridos”, lê-se na nota que tem como primeiro signatário o presidente da CNBB, o cardeal Raymundo Damasceno Assis.
O Papa Bento XVI também endereçou na segunda-feira uma mensagem de condolências ao arcebispo da arquidiocese brasileira de Santa Maria.
“Consternado pela trágica morte de centenas de jovens num incêndio em Santa Maria, o Sumo Pontífice pede a vossa excelência que transmita às famílias das vítimas as suas condolências e a sua participação na dor de todos os enlutados”, assinala o telegrama enviado a D. Hélio Rupert pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone.
A missiva de Bento XVI deixa uma palavra de “coragem” e “esperança cristã” aos feridos e a todos os que foram “atingidos pela tragédia”.
No domingo o arcebispo de Santa Maria lançou um apelo à fé em Deus: “Não se perca a esperança: olhemos para Jesus Cristo, fonte da vida, o nosso Salvador. Oramos pelos falecidos e seus familiares e toda a sociedade que sofre esta tragédia”.
Testemunhas ouvidas pela imprensa referem que o fogo começou no teto da discoteca, depois de ter sido atingido por faíscas de dispositivos pirotécnicos usados por uma banda de música.
A avaria nos extintores, a sobrelotação e o facto de os seguranças terem, inicialmente, impedido a saída das pessoas que estavam na discoteca contribuíram para aumentar o número de mortos, sobretudo jovens, relataram as testemunhas.
RJM/OC
Agência Ecclesia
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