A ideia é extrair anualmente até 200 milhões de metros cúbicos de água do mar Vermelho, que passará por uma rede de tubulações instalada na Jordânia. Desses, 80 milhões serão dessalinizados, a fim de fornecer água potável para a Jordânia e o sul de Israel. O restante, junto aos resíduos da dessalinização, será despejado no mar Morto, visando evitar sua extinção.
Desde 2005, o Banco Mundial analisa o projeto, cuja viabilidade foi testada em 2012, estimando um custo final de 22,9 bilhões de reais.
Ambientalistas, contudo, acusam o acordo de cooperação de ser meramente político, sem impacto efetivo na preservação do lago. “Os estudos preliminares demonstram que, ao misturar a água do mar Vermelho com a do mar Morto, seriam produzidos depósitos de gesso. A qualidade e composição química da água de ambos os corpos é diferente. Existe o risco de que se crie uma crosta de gesso flutuante. Isso significaria matar duas vezes o mar Morto”, afirmou ao El País Marcelo Sternberg, professor do departamento de biologia molecular e ecologia vegetal da Universidade de Tel Aviv.
Eco Desenvolvimento
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