O gol do título foi marcado de pênalti por Nestor Ortigoza aos 35 minutos do primeiro tempo.
Buenos Aires (AFP) - O San Lorenzo enfim conquistou o tão sonhado título da Copa Libertadores ao derrotar por 1 a 0 o Nacional, do Paraguai, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, depois do empate em 1 a 1 da partida de ida, na semana passada, em Assunção.
O gol do título do time de coração do Papa Francisco foi marcado de pênalti por Nestor Ortigoza aos 35 minutos do primeiro tempo.
Curiosamente, as últimas três edições da Libertadores foram conquistadas por clube tradicionais que jamais tinham levantado o troféu, depois do Corinthians (2012) e do Atlético Mineiro (2013).
Desde que seu torcedor mais ilustre chegou ao Vaticano, o San Lorenzo vive uma série de 'milagres'. O time chegou a estar à beira do rebaixamento, mas acabou dando a volta por cima e se sagrou campeão argentino em dezembro do ano passado.
O técnico Edgardo Bauza já tinha uma Libertadores, em 2008, quando levou a LDU ao título, com vitória sobre o Fluminense na decisão.
Depois da América, o time argentino tentará conquistar o mundo, já que disputará em dezembro o Mundial de Clubes, no Marrocos, podendo enfrentar os 'galáticos' do Real Madrid na decisão.
Os mais 40.000 'corvos' (apelido dado aos torcedores do San Lorenzo) fizeram uma linda festa na entrada dos jogadores em campo, exibindo várias faixas com a imagem do Papa e soltando fogos de artifício.
Nacional melhor no primeiro tempo
Mesmo jogando fora de casa, o Nacional mostrou logo que não veio à Argentina apenas para se defender.
Os visitantes quase abriram o placar com menos de um minuto de bola rolando, quando Orué acertou a trave na conclusão de um contra-ataque que resultou de uma saída de bola errada de Mercier.
Depois do susto, o San Lorenzo começou a impor seu toque de bola, em jogadas armadas por Romagnoli, que já acertou sua saída para o Bahia e deve ser apresentado até o fim da semana.
Enquanto a equipe argentina mantinha a posse de bola, os paraguaios continuavam levando perigo nos contragolpes. Aos 17, Torales soltou uma bomba de fora da área que passou raspando a trave de Torrico.
Riveros, que ficou fora da partida de ida por cumprir suspensão, deixou o meio de campo do Nacional muito mais compacto do que na semana passada.
Visivelmente nervosos, os jogadores do time do Papa erravam muitos passes e passaram sufoco várias vezes diante da velocidade dos atacantes da 'Academia'.
Por ironia do destino, foi justamente quando os visitantes estavam melhor na partida que o San Lorenzo abriu o marcador. Aos 35, o volante Ortigoza converteu um pênalti marcado pelo árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci por um toque de mão de Coronel, que abriu o braço de forma inexplicável para desviar a bola na área.
O gol teve um sabor especial para 'El Gordo', que nasceu no subúrbio de Buenos Aires, mas é filho de paraguaios e defendeu a seleção Guaraní na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
Ídolo da torcida, o volante, que compensa o evidente sobrepeso com um ótimo posicionamento em campo, sempre foi um especialista das penalidades máximas. Na infância, ele apostava cobranças com os amigos para trazer um dinheiro extra para a família, de origem muito humilde.
Ortigoza recebeu o prêmio de melhor jogador da partida.
O Nacional reagiu nos acréscimos da primeira etapa com um belo chute rasteiro de Benítez da entrada da área.
Choro de alegria
O time argentino teve boa oportunidade de ampliar na volta do intervalo. Aos 8 minutos da etapa final, Gentiletti ficou livre na pequena área ao pegar a sobra de uma cobrança de escanteio, mas isolou a bola na arquibancada.
Os paraguaios tentaram reagir, mas faltou fôlego para envolver o adversário, que voltou muito mais organizado do que no primeiro tempo.
Bareiro teve uma boa chance de empatar aos 32. O atacante recebeu ótimo lançamento nas costas de Cetto e ficou cara a cara com Torrico, mas se atrapalhou na hora da finalização e mandou a bola para fora.
Romagnoli, que se despediu em grande estilo, não conteve as lágrimas quando saiu ovacionado aos 42.
No apito final de Sandro Meira Ricci, que veio depois de intermináveis cinco minutos de acréscimos, foi a torcida que chorou de alegria com a conquista inédita.
O gol do título do time de coração do Papa Francisco foi marcado de pênalti por Nestor Ortigoza aos 35 minutos do primeiro tempo.
A vitória foi suada, diante de um time paraguaio muito valente e melhor no primeiro tempo, até levar o gol num lance infeliz do zagueiro Coronel, que tocou a bola com o braço na área.
Com o triunfo, 'El Ciclón' acabou com o incômodo tabu de ser o único entre os 'grandes' da Argentina que não possuía a Libertadores.Curiosamente, as últimas três edições da Libertadores foram conquistadas por clube tradicionais que jamais tinham levantado o troféu, depois do Corinthians (2012) e do Atlético Mineiro (2013).
Desde que seu torcedor mais ilustre chegou ao Vaticano, o San Lorenzo vive uma série de 'milagres'. O time chegou a estar à beira do rebaixamento, mas acabou dando a volta por cima e se sagrou campeão argentino em dezembro do ano passado.
O técnico Edgardo Bauza já tinha uma Libertadores, em 2008, quando levou a LDU ao título, com vitória sobre o Fluminense na decisão.
Depois da América, o time argentino tentará conquistar o mundo, já que disputará em dezembro o Mundial de Clubes, no Marrocos, podendo enfrentar os 'galáticos' do Real Madrid na decisão.
Os mais 40.000 'corvos' (apelido dado aos torcedores do San Lorenzo) fizeram uma linda festa na entrada dos jogadores em campo, exibindo várias faixas com a imagem do Papa e soltando fogos de artifício.
Nacional melhor no primeiro tempo
Mesmo jogando fora de casa, o Nacional mostrou logo que não veio à Argentina apenas para se defender.
Os visitantes quase abriram o placar com menos de um minuto de bola rolando, quando Orué acertou a trave na conclusão de um contra-ataque que resultou de uma saída de bola errada de Mercier.
Depois do susto, o San Lorenzo começou a impor seu toque de bola, em jogadas armadas por Romagnoli, que já acertou sua saída para o Bahia e deve ser apresentado até o fim da semana.
Enquanto a equipe argentina mantinha a posse de bola, os paraguaios continuavam levando perigo nos contragolpes. Aos 17, Torales soltou uma bomba de fora da área que passou raspando a trave de Torrico.
Riveros, que ficou fora da partida de ida por cumprir suspensão, deixou o meio de campo do Nacional muito mais compacto do que na semana passada.
Visivelmente nervosos, os jogadores do time do Papa erravam muitos passes e passaram sufoco várias vezes diante da velocidade dos atacantes da 'Academia'.
Por ironia do destino, foi justamente quando os visitantes estavam melhor na partida que o San Lorenzo abriu o marcador. Aos 35, o volante Ortigoza converteu um pênalti marcado pelo árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci por um toque de mão de Coronel, que abriu o braço de forma inexplicável para desviar a bola na área.
O gol teve um sabor especial para 'El Gordo', que nasceu no subúrbio de Buenos Aires, mas é filho de paraguaios e defendeu a seleção Guaraní na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
Ídolo da torcida, o volante, que compensa o evidente sobrepeso com um ótimo posicionamento em campo, sempre foi um especialista das penalidades máximas. Na infância, ele apostava cobranças com os amigos para trazer um dinheiro extra para a família, de origem muito humilde.
Ortigoza recebeu o prêmio de melhor jogador da partida.
O Nacional reagiu nos acréscimos da primeira etapa com um belo chute rasteiro de Benítez da entrada da área.
Choro de alegria
O time argentino teve boa oportunidade de ampliar na volta do intervalo. Aos 8 minutos da etapa final, Gentiletti ficou livre na pequena área ao pegar a sobra de uma cobrança de escanteio, mas isolou a bola na arquibancada.
Os paraguaios tentaram reagir, mas faltou fôlego para envolver o adversário, que voltou muito mais organizado do que no primeiro tempo.
Bareiro teve uma boa chance de empatar aos 32. O atacante recebeu ótimo lançamento nas costas de Cetto e ficou cara a cara com Torrico, mas se atrapalhou na hora da finalização e mandou a bola para fora.
Romagnoli, que se despediu em grande estilo, não conteve as lágrimas quando saiu ovacionado aos 42.
No apito final de Sandro Meira Ricci, que veio depois de intermináveis cinco minutos de acréscimos, foi a torcida que chorou de alegria com a conquista inédita.
AFP
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