HISTÓRIA
O que mais colabora para o sucesso da Feira da Providência é que seus organizadores atuais também acreditam na aposta que Dom Hélder, fundador do Banco da Providência, fazia nas pessoas: “na decisão de ajudar a criar um mundo mais justo e humano”. Em outubro de 1959 é fundado o Banco da Providência e junto com ele surge a preocupação de arrecadar os recursos suficientes para fazer frente às necessidades das pessoas atendidas. Já em dezembro de 59 é feita a primeira ação que daria origem dois anos depois a Feira da Providência. O bazar realizado no Copacabana Palace, foi organizado por um comprometido grupo de voluntárias, que com muita mobilização conseguiu doações de empresários e contribuições de pessoas físicas, gerando assim um surpreendente resultado financeiro.
A idéia da promoção do evento se mostrava eficaz o que animou a direção do Banco e seus colaboradores a realizar novo bazar em 1960. Nesse ano contamos com a cessão da Agência do Banco Real, situada na Av. N. S. de Copacabana, que ainda não havia sido inaugurada. Novamente o grande grupo de voluntárias se empenhou na mobilização e conseguiu mais um sucesso de público e financeiro.
A experiência adquirida nos dois eventos anteriores possibilitou sonhos maiores e em 1961 realizou-se a 1ª Feira da Providência no Clube Piraquê. O fio condutor da Feira é a grande mobilização de pessoas, que faz parte do desenho de suas bases, que permanecem até hoje, incorporando conhecimentos de gestão e alcançando sustentabilidade.
Nosso evento tem como princípio básico ampliar a dimensão da solidariedade, para que cada segmento possa contribuir com sua parte no resultado financeiro da Feira, que é, ainda hoje, responsável por 60% do orçamento dos projetos sociais do Banco da Providência.
Desde a primeira edição, realizada no Clube Piraquê com a contribuição da Marinha, a Feira contou com o apoio dos estados, cujas características regionais animam a participação na Feira, poder público, das representações diplomáticas, dos empresários, de um grande número de voluntários e do público em geral.
Com as doações das representações diplomáticas e também da Receita Federal (mercadoria apreendida), a Feira oferecia ao público produtos exclusivos que ainda não eram comercializados em larga escala no Brasil. Até hoje muitas pessoas se lembram de sua primeira calça Lee comprada na barraca dos EUA ou do primeiro perfume francês, comprado na barraca da França. A Feira da Providência era uma oportunidade de acesso a produtos importados inéditos no Brasil, mas com a abertura comercial, reposicionou seu conceito e até hoje se mantém como referência de um evento que congrega produtos, cultura e gastronomia dos quatro cantos do mundo
Para criar a identidade visual da Feira, D. Helder chamou seu amigo Ziraldo, que já havia assinado a ata de fundação do Banco da Providência e nessa época nem imaginava como sua história estaria definitivamente ligada a da instituição. Ziraldo criou o personagem carinhosamente apelidado de “Bocão” e hoje tem o recorde mundial do designer que fez o maior número de cartazes do mesmo evento, sem falhar um ano sequer!
Hoje, após realizarmos 50 edições, quando a cidade é tomada pelo simpático personagem “Bocão”, todos sabem que chegou a hora de participar, uma vez mais, de um dos maiores evento de solidariedade social do nosso país!
Cronologia
- 1961 – Clube Piraquê
- 1962 – Sociedade Hípica Brasileira
- 1963 – Iate Clube do rio de Janeiro
- 1964 – Parque Lage
- 1965 a 1977 – Av. Borges de Medeiros – Lagoa
- 1978 a 2011 – Riocentro
Os Cartazes da Feira da Providência
Tudo começou, quando D. Hélder pediu ao diretor da revista “O Cruzeiro”, que atendia todos os seus pedidos, para criar um cartaz da Feira da Providência. Ziraldo Alves Pinto, então Relações Públicas da revista, foi indicado pelo mesmo, que foi ao encontro de D. Hélder e assim criou o primeiro cartaz, sem saber que daria vida a tantas outras edições, que neste ano de 2011, completa 51 anos.
O valor central da criação do Ziraldo se caracteriza pelo personagem, onde o formato da boca se torna o elemento principal, através da boca aberta, símbolo da alegria e da comilança, a imagem de uma grande festa. E foi assim que surgiu o ícone da Feira da Providência, batizado de Bocão.


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