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14/11/2014

Alertas sobre excesso de peso e sedentarismo

Essas são causas do diabetes tipo 2, que atinge 90% das pessoas com problemas em metabolizar a glicose.
Excesso de peso é uma das principais causas do diabetes tipo 2.
Especialistas alertam no Dia Mundial do Diabetes, lembrado hoje (14), que o excesso de peso e o sedentarismo são as principais causas do diabetes tipo 2, que atinge 90% das pessoas com problemas em metabolizar a glicose. De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, existem hoje 12 milhões de diabéticos no Brasil e 5 mil novos casos são diagnosticados por ano.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, João Eduardo Salles, desfaz o mito de que só os doces contribuem para o diabetes. “Não é o fato de comer doce que leva ao diabetes, é sim o fato de engordar e ser sedentário, independentemente de comer doce. Se está engordando o risco de diabetes é maior”, ressaltou Salles, ao acrescentar que com a idade o risco aumenta. Quem tem muita gordura concentrada na barriga também deve ficar atento e fazer exames, pois este é outro fator de risco. Nesta sexta-feira, a entidade promove ações de conscientização em todo o país.

Segundo o especialista, o diabetes é uma das maiores causas de cegueira, de insuficiência renal, além de aumentar em até quatro vezes o risco de doenças cardiovasculares. “Quem se cuida não tem estas complicações”, frisou Salles.

Os alimentos são digeridos no intestino e parte deles se transforma em açúcar (glicose), que é enviada para o sangue para se transformar em energia. Só que para tranformar a glicose em energia, o organismo precisa de insulina, uma substancia produzida nas células do pâncreas. No diabetético, a glicose não é bem aproveitada pelo organismo devido à falta ou insuficiência de insulina, o que causa o excesso de glicose no organismo, a hiperglicemia.

O diabetes tipo 1 ocorre quando o corpo não produz insulina, enquanto a do tipo 2 se dá nos casos em que há produção da insulina, mas em quantidade insuficiente ou quando ela não é processada pelo organismo de forma adequada.

Enquanto o diabetes é uma doença crônica sem cura, o pré-diabetes é um estágio anterior da doença em que ainda há como reverter o quadro. “(Isso) ocorre quando os níveis de açúcar no sangue já estão acima do considerado normal, mas a reversão do quadro ainda é possível, por meio de mudanças no estilo de vida, o que inclui adotar uma alimentação mais saudável, deixar de fumar e praticar exercícios físicos de forma regular”, explicou a gerente científica do Negócio Nutricional da Abbott, Patrícia Ruffo. Quem faz exames periódicos de glicemia pode constatar antes o pré-diabetes e se esforçar para reverter o caso e assim evitar a doença, que não tem cura.

Levantamento feito em parceria entre a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Abbot, empresa de saúde global que conduz pesquisas e desenvolve produtos para a área, apontam que 45% da população não sabem que práticas como o controle de peso e exercícios regulares podem ser parte do controle tanto do pré-diabetes quanto do diabetes. “A falta de informação preocupa, já que o pré-diabetes é uma condição que permite a reversão do quadro a partir de medidas simples no cotidiano”, avaliou Patrícia.

Estudos da Associação Americana de Diabetes mostram que uma pessoa pode reduzir as chances de desenvolver o diabetes tipo 2 em 58% dos casos, ao perder 7% do seu peso corporal e fazer 30 minutos de atividades físicas diariamente. Enquanto isso, a pesquisa da SBD com a Abbott mostrou que a mudança de alimentação é o passo mais difícil de ser incorporado à rotina para 60% das pessoas entrevistadas, mas é também o mais importante para o controle da doença e do pré-diabetes, na opinião dos médicos.

Segundo João Eduardo Salles, o tratamento da doença é baseado em uma mudança de estilo de vida. “Perder peso, fazer exercício e comer adequadamente”, lista ele. Além disso, o uso correto e continuo dos medicamentos é essencial, quando necessários. “ A maioria das pessoa começa a tomar o remédio e para. Diabetes não tem cura, mas tem controle, mas as pessoas não podem deixar de tomar os medicamentos. Tem que tomar o medicamento a vida toda e ser acompanhado pelo médico a vida toda.”
Agência Brasil

13/11/2014

Anvisa aprova registro de novo medicamento para tuberculose

No Brasil, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos de tuberculose, além de 4,6 mil mortes por ano em decorrência da doença
Da redação, com Agência Brasil
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Anvisa aprova registro de novo medicamento para tuberculose / Fonte: Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou nesta quinta-feira, 13, o registro de uma nova associação de fármacos para o tratamento da tuberculose no país.
O novo medicamento traz a combinação de rifampicina com a isoniazida, a pirazinamida e o etambutol que é indicado para tuberculose pulmonar e extrapulmonar, na fase inicial intensiva do tratamento.
De acordo com a Anvisa, o esquema básico com quatro substâncias, favorece a maior adesão ao tratamento. A combinação, segundo a agência, também evita o aumento da multirresistência da doença e possibilita maior conforto ao paciente devido à redução do número de comprimidos a serem ingeridos por dia.
O registro do novo medicamento é resultante de uma parceria público-privada entre os laboratórios Farmanguinhos e Lupin Limited.
A agência destacou que a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, mas que tem cura. Anualmente, são notificados ao menos 6 milhões de novos casos no mundo e mais de 1 milhão de mortes.
“O surgimento da Aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente a medicamentos agravam ainda mais esse cenário”, esclareceu a agência.
No Brasil, a cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos de tuberculose, além de 4,6 mil mortes em decorrência da doença. O país ocupa o 17º lugar entre as 22 nações responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
Canção Nova

11/11/2014

Dia Mundial do Diabetes é sexta: prevenir e controlar a doença

Porto Alegre (RV) - O Brasil é o quarto país no mundo em número de portadores de diabetes. Fica só atrás da China, Índia e Estados Unidos, de acordo com os dados da Federação Internacional do Diabetes (IDF), que levam em conta pessoas com idade entre 20 e 79 anos. No controle do nível de açúcar no sangue, dieta alimentar equilibrada e atividade física são fundamentais. A conscientização é reforçada nesta semana, em virtude do Dia Mundial do Diabetes na sexta-feira, 14 de novembro. A reportagem é de Andressa Collet. 

05/11/2014

EUA cobra acesso a amostras do vírus Ebola

Os cientistas precisam de levas constantes de novas amostras para rastrear as mutações do vírus.
Cientistas não conseguiram acesso a amostras nos últimos meses.
Por Julie Steenhuysen
Cientistas de várias partes dos Estados Unidos disseram que não conseguem obter amostras do Ebola, o que complica os esforços para entender como o vírus sofre mutações e prejudica o desenvolvimento de novas drogas, vacinas e diagnósticos.
Os problemas refletem a precaução crescente de agências reguladoras e empresas de transporte com o manejo da doença, assim como os recursos limitados dos países do oeste da África que lutam para ajudar milhares de cidadãos infectados.
Dez cientistas de oito grandes instituições de pesquisa contactados pela Reuters relataram não ter conseguido acesso a amostras do Ebola nos últimos meses.
Uma delas, a Universidade de Tulane, recebeu amostras nesta semana, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disse ter chegado a um acordo para obter espécimes vivos, mas não ficou claro se os novos suprimentos irão atender a procura, e o transporte continua sendo um desafio.
O Ebola passa por mutações à medida que se dissemina, e embora poucos temam que o vírus adquira a capacidade de se transmitir pelo ar, por exemplo, os cientistas precisam de levas constantes de novas amostras para rastrear estas mudanças. O gargalo no fornecimento de amostras não deve atrasar o desenvolvimento de tratamentos experimentais, mas se o vírus sofrer alterações significativas que não forem detectadas, as drogas e os exames podem não funcionar, alertaram os pesquisadores.
O doutor Charles Chiu, especialista em microbiologia e doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, necessita de amostras de pacientes com Ebola para desenvolver um novo exame genético que poderia detectar a doença em indivíduos contaminados antes do surgimento dos sintomas.
"No momento, ninguém sabe realmente que mutação o vírus sofreu ou se sofreu", afirmou. Sem a pesquisa, "não seremos capazes de determinar antecipadamente se ele adotou ou não uma forma na qual pode driblar testes de diagnóstico ou tornar vacinas e drogas atuais ineficazes".
Os cientistas dizem que Libéria, Serra Leoa e Guiné foram lentas na liberação de amostras, já que penam para combater o pior surto de Ebola já registrado e que já matou cerca de cinco mil pessoas na região.
Laurie Garrett, principal autoridade em saúde global do Conselho de Relações Exteriores, de Nova York, afirmou que a questão é sobretudo, e acertadamente, a segurança no transporte, especialmente à luz de episódios recentes de manipulação imprópria de patógenos como o antraz em laboratórios do governo norte-americano.
Erica Ollmann Saphire, do Instituto de Pesquisa Scripps em La Jolla, na Califórnia, dirige os cientistas que trabalham em tratamentos do Ebola, como o coquetel de três antibióticos Zmapp. Ela disse por email que precisa de células especiais de sobreviventes do Ebola, mas não obteve nenhuma.
Reuters

Tratamento oncológico: prevenir a inflamação da boca, através do uso de laser


Tratamentos de quimioterapia e radioterapia promovem complicações importantes na boca e, por isso, na equipe multidisciplinar que acompanha os pacientes oncológicos é necessária a presença de um cirurgião dentista. A inflamação da mucosa gera dor, dificuldades para falar e comer, o que pode levar até a interrupção do tratamento, comprometendo o controle do câncer e as taxas de sobrevida. A reportagem é de Andressa Collet. (Clique acima para ouvir.)


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/11/05/tratamento_oncol%C3%B3gico:_prevenir_a_inflama%C3%A7%C3%A3o_da_boca,_atrav%C3%A9s_do_uso/bra-834710
do site da Rádio Vaticano 

04/11/2014

Capitais em alerta com dengue e chikungunya

Dez capitais estão em estado de alerta, em razão do alto grau de criadouros encontrados.
Doenças têm os mesmos agentes transmissores: Aedes aegypti e Aedes albopictus
Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em outubro mostra que 44% de 1.463 municípios que fizeram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) estão em situação de alerta ou de risco para dengue e Febre Chikungunya. De acordo com o trabalho, dez capitais estão em estado de alerta, em razão do alto grau de criadouros encontrados no levantamento: Maceió, Natal, Recife, São Luiz, Aracaju, Vitória, Cuiabá e Porto Alegre Belém e Porto Velho. Há ainda algumas capitais que não enviaram as informações.

"Os dados são considerados essenciais para tentar nortear o trabalho de combate aos criadouros do mosquito transmissor das duas doenças. "O momento é agora para reduzir os riscos, antes de o período das chuvas chegar", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Além do levantamento, o ministério lançou uma campanha de alerta para o combate dos mosquitos, sob o mote "o perigo aumentou", numa alusão direta ao risco de o país enfrentar, no próximo verão, epidemias simultâneas das duas doenças, a dengue e febre chikungunya.

"Não podemos desconsiderar que temos o duplo risco neste ano", disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ao apresentar os números, ele chamou a atenção para a necessidade de se reforçar estratégias de prevenção nas áreas afetadas por problemas de abastecimento de água. "É preciso olhar armazenamento de água, medidas de proteção, com o uso de tela", disse.

Dengue x febre chikungunya

Ele alertou também para a necessidade de se diferenciar as duas doenças, que apresentam uma série de sintomas comum, além dos mesmos agentes transmissores, Aedes aegypti e Aedes albopictus. "Vivemos uma situação delicada para equipes de saúde, seja público ou privada", disse Chioro.

A região Nordeste apresenta o maior número de cidades em situação de alerta: 354 e outras 96 em situação de risco. A maior parte dos criadouros foi encontrada em armazenamento de água, 78,8%.

Já na região Sudeste, dos 426 municípios analisados, 90 estão em situação e um em estado de risco - Governador Valadares, em Minas. Vitória está em situação de alerta. No Sudeste, a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósitos domiciliares, como calhas e vasos de plantas. O secretário de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, chama atenção no entanto para o aumento de criadouros encontrados em armazenamento de água. Este ano, 28,6% dos criadouros foram encontrados nos reservatórios, enquanto no ano passado foram identificados 25,1%. "É importante eliminar os criadouros para reduzir a quantidade de larvas", disse Barbosa.

Menos de dois meses depois do primeiro caso de transmissão no Brasil, a febre chikungunya já causa epidemia em dois Estados: Bahia e Amapá. Até agora, foram identificados 785 casos autóctones e outros 39 importados. Provocada pela picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus contaminados pelo vírus, a doença provoca febre, dores no corpo e manchas vermelhas.

Embora ela não tenha a forma hemorrágica - e, por essa razão, sejam raros os casos de risco à vida - a doença pode causar dores agudas nas articulações. A manifestação pode se tornar crônica, exigindo o tratamento de fisioterapia para melhorar os sintomas. Essas características preocupam o Ministério da Saúde, sobretudo diante da ausência, nos serviços públicos de saúde, de um número adequado de profissionais para atender um aumento expressivo da demanda.

Para tentar contornar o problema, a pasta está preparando um manual de autocuidado, dirigido para pacientes contaminados pelo vírus. Na cartilha, informações sobre os exercícios mais indicados, quais os melhores procedimentos para serem realizados como compressas quentes ou frias, nos diversos estágios da doença.

Outra preocupação das autoridades sanitárias é evitar uma confusão no diagnóstico entre chikungunya e dengue. As duas têm muitas semelhanças, mas a dengue exige cuidados específicos que, se não adotados, podem levar à morte.

Para tentar evitar o risco, o ministério está preparando cartilhas para orientar médicos a fazerem a diferenciação por meio das manifestações clínicas. Pacientes com febre chikungunya queixam-se sobretudo de problemas nas articulações. No caso da dengue, os sintomas mais comuns são dores no corpo e dores de cabeça.

A febre chikungunya começou a se espalhar pelo mundo a partir de 2013. Os primeiros casos importados foram registrados no Brasil em 2010. Há dois anos, o País se prepara para a chegada da doença em território nacional. Planos de contingência foram preparados. Seis laboratórios estão capacitados para fazer a identificação da doença - o teste, no entanto, tem função de vigilância.

A recomendação para profissionais de saúde é a de que o tratamento seja semelhante ao da dengue. Como é difícil distinguir, o ideal é que todos tenham tratamento semelhante, com cuidado máximo para se evitar um quadro hemorrágico - causado apenas pela dengue.

 
Agência Estado

18/10/2014

Informação aumenta a cobertura de vacinação

Segundo a OMS, depois da água potável, a vacinação é a estratégia mais eficaz de combate a moléstias.
Esclarecer é uma forma de incentivo a enfrentar o medo e o mito de que a imunização causa efeitos colaterais.
Há 110 anos, o Rio de Janeiro enfrentou uma revolta popular, chamada de Revolta da Vacina, após o sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz, então chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, iniciar o cumprimente de uma lei que tornava obrigatória a vacinação, mesmo à força, dentro de um projeto de saneamento e reurbanização da cidade feita pelo governo federal. Hoje o país está livre de doenças, como a própria varíola e o vírus da poliomelite (paralisia infantil), em função da adesão das pessoas a programas e campanhas de vacinação. No entanto, para especialistas, informar mais e melhor a população pode ampliar a cobertura, convencendo quem ainda resiste a procurar um posto de saúde.

Uma forma de incentivar as pessoas a enfrentar o medo da vacina e o mito de que a imunização causa efeitos colaterais é o esclarecimento. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), os profissionais de saúde nos locais de atendimento devem ficar à disposição das famílias para explicar como a vacina age no corpo e eventuais efeitos adversos.

“O profissional deve informar sobre eventuais efeitos que possam aparecer [após a vacina]. Esclarecer, por exemplo, sintomas como uma dor de cabeça”, disse a presidenta da Comissão de Revisão de Calendários da entidade, Isabela Ballalai. O médico, segundo ela, deve estar preparado para dizer se tem ou não relação com a vacina. “Ou seja, deve passar segurança”, explicou.

O presidente do Conselho Político e Estratégico de Bio-Manguinhos (CPE), Akira Homma, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclareceu que os efeitos colaterais são poucos e eventuais. “É uma coisa rápida, que depois passa, como no caso da vacina da Influenza [gripe] que pode dar uma febre passageira. É sinal do organismo reagindo, funcionado”, explicou.

Outros avanços no país dependem da erradicação da doença em países da Ásia e Europa e da vacinação de adolescentes, alerta a médica da Sbim. “No caso da doença meningocócica, por exemplo, depois das crianças, os adolescentes são o grupo de maior risco”, disse sobre a necessidade de aplicação da vacina, que protege contra doenças como meningite, disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

Quanto mais pessoas vacinam-se, dizem os especialistas, mais chances a sociedade tem de se livrar de doenças. “Chama-se proteção de rebanho. A vacinação é estratégia de responsabilidade coletiva. Quando vacina um grupo, protege o outro”, disse Isabela. Homma acrescenta que é um enorme “custo-benefício”, pois as sequelas de doenças são para a vida toda e implicam na perda da qualidade de vida dos pacientes, além de gastos com internações e tratamentos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), depois da água potável, que combateu doenças como o cólera, a vacinação é a estratégia mais eficaz de combate a moléstias.
Agência Brasil

12/10/2014

Sofri uma pancada na cabeça: o que fazer?

Em casos de trauma, é essencial buscar acompanhamento com neurologista e neuropsicólogo

ARTE
O episódio da jovem que levou uma cotovelada na cabeça provocada por um rapaz na saída de uma balada em São Paulo, divulgado na mídia em agosto último, chocou o País. A agressão e a gravidade do caso pareciam inversamente proporcionais. Mas esta é apenas uma manchete de como o Traumatismo Crânio-Encefálico pode chegar de repente e causar um grande dano na vida das pessoas. Além de agressões e quedas, os acidentes de trânsito e ferimentos por arma de fogo são as principais causas dos traumas.
Conforme a neuropsicóloga e Mestre em psicologia clínica, Liane Bastos, o TCE é um processo patológico que resulta de qualquer agressão que lesione ou comprometa o funcionamento cerebral, respondendo pela morte entre adultos jovens até 45 anos, sobretudo homens.
Milhões têm sido gastos no mundo em tentativas de prevenção e tratamento, sendo por isto considerado um problema de saúde pública, pois ocasiona incapacidades físicas, cognitivas e comportamentais.
Terapêutica adequada
Em caso de bater a cabeça fortemente, mesmo sem perder a consciência, a orientação é procurar uma assistência médica para realização de exames neurológicos e de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética). Estes exames permitirão visualizar e diagnosticar traumas e lesões cerebrais a fim de nortear a terapêutica mais adequada.
Contudo, em muitos casos, não são visualizadas alterações nos exames, o que leva a pensar que não houve trauma cerebral, não valorizando os sintomas clínicos do paciente. "Devemos ser cuidadosos nesta consideração, pois a ausência de incapacidades físicas e alterações cerebrais aparentes em exames de imagem não exclui a possibilidade da presença do trauma", explica Dra. Liane Bastos.
Os traumatismos crânio-encefálicos leves têm outro agravante, as alterações não são facilmente visíveis em exames de imagem, pois acontecem em níveis neuronais e químicos, modificando a interação e funcionamento cerebral, ocasionando Lesões Axionais Difusas (LAD).
A dinâmica do cérebro é complexa, e na LAD há rupturas generalizadas dos axônios a níveis corticais e subcorticais, o que produz déficits clínicos muito significativos. Esta foi uma das considerações do Dr. Almir Ferreira de Andrade, chefe do setor de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas, durante palestra recente. Ele explicou que o doente sofre de cefaleia, queixas de memória, de atenção, de agitação psicomotora, de linguagem, de alteração de humor, de comportamento e até de personalidade.
Impactos na vida
Pesquisas mostram, segundo Dra. Liane, que após o trauma a vítima de TCE pode ficar mais egocêntrica, impulsiva, agressiva, dependente, deprimida, ansiosa, esquecida, irritada, com temperamento mais explosivo, com inadequações sociais e apresentar oscilações de humor.
"Os casos de traumatismos leves cursam com sintomas clínicos, neuropsicológicos e neuropsiquiátricos que devem ser acompanhados por médicos e neuropsicólogos para diagnóstico, tratamento e reabilitação", recomenda. A avaliação neuropsicológica formal irá traçar o perfil neuropsicológico e neuropsiquiátrico da vítima, permitindo mostrar as alterações devido ao trauma. Objetivo: conhecer os impactos das alterações na vida do paciente - da sua inserção social até a funcional.
Atenção aos sinais
Por meio desse acompanhamento é possível delinear ainda as capacidades e habilidades preservadas que serão os alicerces onde se apoiarão os programas de reabilitação. São utilizados instrumentos padronizados como escalas e testes neuropsicológicos para a avaliação das diversas funções: atenção, percepção, linguagem, memória, funções executivas, raciocínio, abstração, aprendizagem, funções motoras e humor.
Além disto, a avaliação neuropsicológica contribui para que o profissional de saúde realize orientações e recomendações aos familiares e cuidadores da vítima de TCE, afim de auxiliá-la no seu tratamento e reabilitação, uma vez que os efeitos negativos impactam todo o entorno da vítima. Conforme pesquisa, cuidadores revelaram que seus familiares, vítimas de TCE, estavam mais esquecidos em diferentes situações: para tomar medicação, para alimentar-se, para tomar banho, para comparecer à consulta médica, dentre outras.
É na avaliação neuropsicológica com acompanhamento em longo prazo que será possível conhecer se as incapacidades decorrentes do trauma são temporárias ou permanentes, realizando assim uma intervenção neuropsicológica contínua, adequada para a demanda de cada fase do trauma.
FIQUE POR DENTRO
Saiba mais sobre o processo de cura e superação
O blog http://meucerebromudou.wordpress.com/ foi criado por Fernanda, vítima de TCE, e contém o seu depoimento acerca de todo o seu processo de adoecimento, perdas, até seu processo de avaliação e reabilitação neuropsicológica.
Nele também verificamos depoimentos de outras vítimas, que ao compartilharem suas experiências na rede, encontraram apoio emocional e suporte uns nos outros. Além disto, auxiliam na psicoeducação acerca deste importante assunto.
Cristina Pioner
Especial para o Vida
Diário do Nordeste

Educação alimentar evita obesidade infantil

A doença acarreta maior probabilidade de desenvolver diabetes, doenças cardíacas e câncer.
A criança obesa tem mais chance de se tornar um adulto jovem obeso.
Educação alimentar e a conscientização dos pais de que a obesidade é uma doença são os principais fatores no combate à obesidade infantil. Segundo o presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e diretor do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endrocrinologia e Metabologia (Sbem), Mario Carra, sem a conscientização e a participação das famílias, a mudança do cenário é inviável.

“A intervenção dos pais para eliminar os maus hábitos alimentares e para modificar os hábitos sedentários das crianças é comprovadamente eficaz”, destaca. Neste sábado (11), dia de Combate a Obesidade, a Sbem realizou atividades no Ceará, na Paraíba, em Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo para chamar a atenção para os riscos do sobrepeso e da obesidade, que já atinge metade da população brasileira.

No Brasil, dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram um aumento da obesidade de mais de 300% entre meninos (de 4,1% em 1989, para 16,6% em 2009). Entre as meninas a variação foi ainda maior: de 2,4% em 1989 para 11,8% em 2009. 

Segundo o levantamento, a criança obesa tem de 50% a 80% mais chance de se tornar um adulto jovem obeso comparado ao risco em crianças com peso adequado. De acordo com a Sbem, a doença acarreta maior probabilidade de desenvolver diabetes, doenças cardíacas e câncer.  
Agência Brasil

Ebola: suspeita só será descartada após 2º exame

Souleymane Bah, de 47 anos, e chegou ao Brasil no dia 19 de setembro, teve resultado negativo para a doença.
Simulações ocorreram para preparar o país no cuidado com pacientes infectados.
Depois do resultado negativo do primeiro teste feito no paciente com suspeita de ebola no Brasil, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (11) que o diagnóstico só será confirmado após um segundo exame, feito a partir de uma amostra de sangue que será coletada 48 horas após a primeira coleta, ou seja: amanhã (12). Assim como no primeiro exame, o material também será enviado para análise laboratorial no Instituto Evandro Chagas, em Belém, e o resultado deve ser divulgado na segunda-feira (13).

“Ainda não podemos considerar como descartado, precisamos esperar o segundo exame negativo para descartar”, disse, em entrevista coletiva. “Ter o primeiro resultado negativo não pode desarticular o conjunto de ações de vigilância. Todo o protocolo continua sendo seguido”, informou.

Até a confirmação do diagnóstico, o paciente permanecerá em isolamento total no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, onde está internado, e as 64 pessoas que tiveram contato com ele também continuarão sendo monitoradas pelas autoridades de saúde, com medição periódica de temperatura.

Souleymane Bah, de 47 anos, chegou ao Brasil no dia 19 de setembro, vindo da Guiné com escala no Marrocos, e deu entrada na última quinta-feira (9) em uma Unidade de Pronto-Atendimento em Cascavel (PR). Ontem (10), ele foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, referência nacional para casos de ebola.

Segundo Chioro, o estado de saúde do paciente é estável. “Ele não manifestou mais nenhum sintoma. Vamos colher a segunda amostra amanhã, aguardaremos a confirmação ou não do resultado e, a partir daí, serão tomadas as providências de acordo com o protocolo que orienta a ação do Ministério da Saúde e das demais autoridades de saúde estaduais e municipais”.

De acordo com o ministro, a suspeita registrada no país não muda a classificação do risco de entrada do ebola no país, que é baixo. “O Brasil continua sendo um país com poucas chances de transmissão da doença, o risco é baixo. Não diria que será inevitável, é possível que apareçam outros casos, mas a gente continua trabalhando de forma muito efetiva”.

Chioro disse que não haverá nenhuma mudança nos procedimentos em aeroportos, portos e fronteiras do Brasil por causa da suspeita de ebola, principalmente em relação a controles na chegada, como medidores de temperatura.

“Uma medida de controle nos aeroportos não pode significar um patrulhamento, uma forma de restrição de acesso. A principal medida, a mais eficaz - e isso é uma orientação da OMS [Organização Mundial de Saúde] - é a avaliação na saída do país de origem. É o que chamamos de primeira linha de bloqueio e ela tem sido bastante efetiva”, avaliou.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o uso de scanners de temperatura se mostrou ineficaz em outras situações de crises ligadas a doenças infecciosas em outros países e no caso do ebola também não seria eficiente.

Chioro condenou as manifestações racistas que apareceram nas redes sociais após a divulgação da suspeita de ebola em um paciente vindo da África. Para o ministro, é “inaceitável” que haja manifestações desse tipo em um país como Brasil.

“Achar que ebola tem alguma coisa a ver com a dimensão racial é inaceitável. Manifestações lamentavelmente racistas são inaceitáveis em um país que se diz civilizado como o nosso. É lamentável que alguns brasileiros tenham capacidade de aproveitar esse momento para demostrar atitudes racistas”.

Segundo Chioro, a presidenta Dilma tem acompanhado diariamente os desdobramentos do caso, assim como todo o governo, que está agindo articuladamente para seguir o protcolo internacional de ação em caso de suspeita de ebola. 

Agência Brasil

08/10/2014

Celebra-se hoje o Dia do Nascituro

A celebração conhecida como Dia do Nascituro foi decisão dos bispos do Brasil, durante  43ª Assembleia Geral da CNBB, no ano de 2005, em Itaici (SP). A data instituída no calendário da Igreja no Brasil busca celebrar a vida dentre o ventre materno.
 De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, o momento é importante para suscitar a reflexão sobre o valor da vida. "A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro são ocasiões para que toda a Igreja continue afirmando sua posição favorável à vida desde o seio materno até o seu fim natural, bem como a dignidade da mulher e a proteção das crianças", afirma.
O subsídio “Hora da Vida 2014” apresentou diferentes temas para reflexão sobre o valor da vida. Na visão do bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF), da CNBB, dom João Carlos Petrini, “compreender e admirar são passos necessários para acolher e respeitar a vida, para superar a visão da cultura dominante que tende a banalizá-la e a considerá-la de maneira superficial".
Para o bispo de Caçador (SC) e referencial no regional Sul 4 da Pastoral Familiar, dom Severino Clasen, explica sobre o tema escolhido. "Queremos uma pátria livre de opressão, contra toda espécie de exploração e atitudes que machucam a vida". O bispo lembrou que todos são "chamados a cuidar e preservar a vida como dom maior", e ainda, "santificar a vida".
Celebração
O Dia do Nascituro marca o encerramento da Semana Nacional da Vida, que ocorreu de 1º a 7 de outubro. Dioceses e comunidades de todo Brasil organizam atividades e celebrações em prol da vida. A iniciativa que visa proteger, defender e valorizar a vida humana é o abaixo-assinado pela aprovação do Projeto de Lei 478/2007, conhecido como Estatuto do Nascituro.
Dom Petrini explica que "o nascituro é aquela pessoa que ainda não veio à luz, mas já está vivendo no ventre materno e que merece todo carinho para que seja acolhido no momento de nascer, e acolhido pelo resto da vida. Para que possa ter uma família que o ama, e ter pessoas que cuidam dele ajudando a alcançar a maturidade".
Para o assessor nacional da Comissão Vida e Família, padre Rafael Fornasier, a aprovação do projeto é necessária. "O Estatuto do Nascituro é projeto de lei que quer reforçar os direitos garantidos na Constituição Federal, também para a criança ainda no ventre materno, de tal maneira que o aborto não seja legalizado no Brasil, por desconsiderar a criança no ventre materno", explica o padre.
Com informações da CNPF. 

04/10/2014

Uso de antibiótico aumenta risco de obesidade

Crianças que tomam antibiótico antes de 2 anos correm maior risco de sofrer com obesidade.
Criança faz aula de educação física em escola norte-americana.
As crianças que são tratadas com antibióticos de amplo espectro antes dos dois anos de idade enfrentam um risco maior de desenvolver obesidade infantil, alertou um estudo americano publicado nesta segunda-feira.
A pesquisa, publicada no Jornal Pediatrics, da Associação Médica Americana (JAMA), é a mais recente a encontrar um vínculo entre problemas de peso e antibióticos, que podem acabar com as infecções bacterianas, mas também afetam a benéfica microflora intestinal, que coloniza os intestinos.
Especialistas do Hospital Infantil da Filadélfia analisaram dados de saúde de quase 65 mil crianças, tratadas em clínicas de cuidados primários, entre 2001 e 2013. As incluídas no estudo foram acompanhadas por cinco anos.
Mais de dois terços das crianças estudadas foram expostas a antibióticos antes dos dois anos. O aumento do risco da obesidade variou entre 2% a 20% e foi observado, particularmente, em crianças que tinham sido tratadas com antibióticos quatro ou mais vezes aos 2 anos de idade.
Estes antibióticos de amplo espectro, usados para combater uma série de bactérias, também estão relacionados com o risco de problemas de peso na infância.
"Nenhuma associação foi vista entre obesidade e antibióticos de espectro reduzido" destacou o estudo, que descreveu o uso de antibióticos de amplo espectro em crianças abaixo dos dois anos como um fator de uma criança vir a desenvolver obesidade.
O estudo recomendou que diretrizes de tratamento para doenças pediátricas comuns exijam limites no uso de antibióticos e a preferência por medicações de espectro reduzido.
A prescrição inadequada e o uso excessivo destes antibióticos de amplo espectro também foram relacionados com a emergência de cepas de bactérias resistentes a medicamentos.
Nos últimos anos, as autoridades sanitárias americanas têm exigido aos médicos que reduzam a prescrição de antibióticos e também têm tentado educar os pais de que os vírus comuns não podem ser curados com antibióticos.
"Este estudo dá uma outra razão sólida para considerar com mais cuidado as razões para os usos de antibióticos e evitá-los sempre que possível", afirmou Patricia Vuguin, endocrinologista pediátrica do Centro Médico Cohen en New Hyde Park, Nova York.
"Embora seja robusto, o estudo não foi capaz de considerar outras variáveis que contribuem para o risco de obesidade, inclusive dieta, prática de exercícios e histórico familiar de obesidade", acrescentou Vuguin, que não participou do estudo.
As descobertas garantiram que estudos futuros que poderiam levar em conta outros fatores que influenciam a flora intestinal, inclusive o uso de probióticos e amamentação, disse Molly Regelmann, professor assistente de pediatria da Escola de Medicina Icahn do hospital Monte Sinai, em Nova York.
AFP

28/09/2014

Malária pode causar abortos e partos prematuros

As gestantes são acompanhadas durante o pré-natal com visitas domiciliares e no momento do parto.
Os pesquisados acompanharam até agora 363 gestantes
Um projeto de pesquisa realizado pela Universidade Federal do Acre (Ufac), coordenado pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), avalia o impacto da malária em gestantes. A pesquisa revela que a doença está causando abortos e partos prematuros, além de outras complicações às mães e aos bebês.
A fase de coleta de material do projeto está sendo realizada em Cruzeiro do Sul (AC), que há anos vive um quadro de epidemia de malária. A pesquisa faz parte da tese de doutorado do professor Rodrigo Medeiros, da Ufac, e da enfermeira Jamille Dombrowski, da USP. Os pesquisados acompanharam até agora 363 gestantes que contraíram malária, destas 120 foram infectadas pelo parasita Plasmodium falciparum, 189 pelo Vivax e 54 pelos dois tipos. Seis casos de aborto e 12 partos prematuros foram realizados por consequência da malária, segundo avaliação dos pesquisadores.
Outras 211 gestantes que não contraíram malária também estão sendo acompanhadas para servir de comparativo. “Quase 80% das mulheres que contraíram malária causada pelo Plasmodium vivax tiveram duas ou mais infecções e isso é preocupante. Esse plasmodium não pode ser visto pelos profissionais de saúde como a malária benigna, às vezes existe uma preocupação que apenas a malária causada pelo Plasmodium falsiparum é grave, mas o outro tipo está causando mais complicações”, alerta o professor Rodrigo Medeiros.
As gestantes são acompanhadas durante o pré-natal com visitas domiciliares e no momento do parto, onde o bebê também é avaliado. Todo material colhido será levado para o Instituto de Ciências Biomédica da USP para ser analisado sob a coordenação do professor Claudio Marinho, que desenvolve no mesmo projeto sua tese de pós-doutorado.
O resultado do projeto que deve ser concluído em um ano e três meses, segundo Rodrigo Medeiros, pode ajudar em novos métodos de atendimento a mulheres grávidas que contraírem malária e até inserir o exame para a doença nas consultas de pré-natais.
“Existem muitos casos de malária que não apresentam sintomas na gestante, enquanto isso, a criança pode estar sendo prejudicada, por isso é importante fazer o exame. Outro ponto é que podemos apresentar proposta ao Ministério da Saúde sobre os medicamentos, sugerindo outra medicação que não cause tanto impacto a gestante que contrair malária”, explica.
Ao todo 12 pessoas trabalham no projeto com previsão de ser concluído em mais de um ano e mesmo em andamento venceu o Prêmio Jovem Pesquisador 2014, durante o 50° Congresso de Medicina Tropical realizado em Rio Branco, no final do mês de agos
Ambiente Brasil

27/09/2014

Plano deve importar remédio sem registro

Mesmo sem registro na Anvisa, medicamento deve ser importado por plano de saúde, segundo TJ-SP.
Justiça de SP condenou plano a importar o Brentuximab Vedotin.
Embora o Ministério da Saúde proíba o fornecimento de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, produtos com esse perfil podem ser importados para consumo particular. E, se um plano de saúde assume a obrigação de prestar assistência à saúde de um cliente, cabe à empresa bancar a droga. Esse foi o entendimento da 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo ao determinar que a operadora Amil custeie um medicamento.

O plano de saúde já havia sido condenado em primeira instância a fornecer um remédio chamado Brentuximab Vedotin (Adcetris) para um paciente que tem linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer. Segundo o advogado Julius Conforti, do Araújo, Conforti e Jonhsson Sociedade de Advogados, o jovem de 24 anos havia passado por três tipos diferentes de quimioterapia convencional, com medicamentos comercializados no Brasil, e a sessões de radioterapia, mas a doença continuava a progredir.

No ano passado, ele já havia conseguido uma liminar favorável para ter acesso ao medicamento. A ré tentava derrubar a decisão e se dizia proibida por lei de fornecer a droga, porque importar produto sem registro na Anvisa consistiria em infração sanitária. Além disso, disse que o fornecimento não está incluso no contrato do plano.

Para o desembargador Elcio Trujilo, relator do caso, “a recusa (da empresa) representa restrição a direito fundamental inerente à natureza da relação”. Como a própria Anvisa permite que pessoas físicas importem produtos para uso individual, ele avaliou que não havia problema na compra do medicamento.

Ele apontou ainda dois entendimentos consolidados no TJ-SP: segundo a Súmula 95, a prescrição médica impede que se negue cobertura a medicamentos associados a tratamento quimioterápico. A Súmula 102 rejeita o argumento de que tratamentos com natureza experimental não podem ser custeados.
Consultor Jurídico

Aborto é problema de saúde pública

No Brasil, estimativas apontam que em torno de 1 milhão de mulheres fazem abortos clandestinos todos os anos.
O aborto é a quinta maior causa de morte materna no Brasil.
A Anistia Internacional defendeu nesta semana que o aborto seja tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos, e não criminal. O pedido pelo debate urgente no país veio depois da confirmação das mortes de Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, e Elisângela Barbosa, de 32, após interromperem gravidez, de forma clandestina, no Rio de Janeiro.

No Brasil, estimativas apontam que em torno de 1 milhão de mulheres fazem abortos clandestinos todos os anos, e 200 mil morram em consequência da operação. De acordo com o cientista político e assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional Brasil, Maurício Santoro, a criminalização da prática também é um problema muito grave de discriminação socioeconômica.

“A gente sabe que nos casos em que as mulheres são presas porque abortaram, são os feitos em casa. Ela procura o hospital depois, e acaba respondendo a processo. Então, aquelas que têm condições de procurar uma clínica clandestina, de melhor qualidade, não são criminalizadas, porque não sofrem as consequências de um aborto mal feito. Essa é uma das perversidades do aborto ilegal”, segundo Santoro.

Ele cita levantamento feito no estado do Rio de Janeiro, de 2007 a 2011, no qual foram encontradas 334 mulheres que sofreram processos criminais por terem abortado. Muitas delas moradoras no interior, na Baixada Fluminense e no subúrbio carioca.

Para a Anistia Internacional, o Brasil deve cumprir os compromissos já assumidos. Como lembra Santoro, é essencial que haja debate para implementar na legislação acordos que já foram assumidos pelo Brasil no plano internacional. Caso, por exemplo, do Acordo do Cairo, há 20 anos, segundo o qual as mulheres que abortaram devem ser tratadas com humanidade, não como criminosas; e no ano passado, a Conferência de Montevidéu, que reuniu países latino-americanos para debater direitos sexuais e reprodutivos, também destacou que a abordagem da criminalização é negativa, porque "traz consequências para a saúde pública extremamente ruins”.

A professora da Universidade de Brasília e pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, Débora Diniz, que conduziu a Pesquisa Nacional do Aborto, em 2010, lembra que o levantamento apontou que uma em cada cinco mulheres, até 40 anos de idade, fez pelo menos um aborto. Portanto, "a prática já ocorre, e somente a legalização pode salvar vidas", ressaltou.

“Nós estamos falando de 7,4 milhões de mulheres de 18 a 39 anos. É fato comum à vida reprodutiva das mulheres. Esse é o quadro do aborto no Brasil, que, por ser ilegal, leva as mulheres à clandestinidade, onde um procedimento médico sem risco, em termos técnicos, passa a ser de altíssimo risco, porque muitas se submetem a procedimentos com profissionais não regulamentados, não monitorados, não conhecidos", explicou.

A coordenadora da organização não governamental Católicas pelo Direito de Decidir, Rosângela Talib, enfatiza que a proibição, tanto da lei quando da igreja, não coíbe a prática do aborto. “A gente sempre pensou o aborto como questão de saúde pública, porque a interdição legal - o Código Penal diz que é crime - ou a interdição religiosa católica - diz que é pecado mortal - não têm evitado que as mulheres abortem e, infelizmente, não conseguem evitar a morte de muitas delas, como a gente viu agora dessas duas mulheres no Rio de Janeiro. É a ilegalidade do aborto que provoca essas mortes. Por isso, a gente trabalha pela descriminalização e pela legalização do aborto”, enfatizou.

Rosângela lembra que o aborto é a quinta maior causa de morte materna no Brasil, e ressalta que o ideal seria que ninguém precisasse interromper uma gravidez, mas às vezes o fato é inevitável. Segundo ela, "sempre vai ter uma gravidez indesejada, porque a gente sabe que nenhum método é 100% seguro. Então, frente a uma gravidez indesejada, a gente acredita que é uma questão de saúde pública, e as mulheres, quando assim o desejarem, devem ter a possibilidade de fazer a interrupção da gravidez no serviço público de saúde, sem risco para sua saúde”.

O assessor da Anistia Internacional lembra que em países que legalizaram a prática, como o Uruguaio fez em 2012, o número de abortos diminuiu e a morte por essa causa zeraram. “Impressionante como as mulheres pararam de morrer no Uruguai, por causa do aborto", argumentou, "porque [o procedimento] passou a ser feito de maneira segura, controlada".
Agência Brasil

25/09/2014

Número de doadores de órgãos subiu quase 90%

Brasil é o país latino-americano com maior percentual de aceitação familiar para doação.
Nos primeiros seis meses, o país realizou 11,4 mil transplantes.
O número de doadores de órgãos no Brasil aumentou 89,7% nos últimos seis anos. Passou de 1.350, em 2008, para 2.562, em 2013. No mesmo período, o indicador nacional de doadores por milhão de habitantes subiu de 5,8 para 13,4, enquanto a fila de espera para transplante caiu de 64.774 mil para 37.736 mil (41,7%).

Dados divulgados ontem (24) pelo Ministério da Saúde apontam que, nos primeiros seis meses deste ano, o país realizou 11,4 mil transplantes. Desses, 6,6 mil foram cirurgias de córnea, 3,7 mil de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão) e 965 de medula óssea. Em 2013, foram realizados 23.457 transplantes.

O coordenador geral do Sistema Nacional de Transplantes, Heder Murari, sinalizou que o governo deve atingir a meta de 14 doadores por milhão de habitante até o fim do ano. Lembrou que o Brasil é o país latino-americano com maior percentual de aceitação familiar para doação de órgãos. Das famílias brasileiras com situações de morte encefálica, 56% autorizaram a retirada. Na Argentina, Uruguai e Chile, os índices são, respectivamente, 52,8%, 52,6% e 51,1%.

Apesar dos avanços, o ministério lançou campanha na tentativa de aumentar a adesão das famílias à doação de órgãos. O objetivo é mostrar a importância da autorização para retirada de órgãos, após a confirmação do óbito. É a família que autoriza o procedimento, quando a situação do paciente é irreversível.

Durante a cerimônia, Arlita Andrade, viúva do cinegrafista da Band Santiago de Andrade, morto em fevereiro deste ano, informou que autorizou a doação dos órgãos do marido. "Apesar do meu sofrimento e da família, confirmamos a autorização assim que ele teve morte encefálica", assinalou. Acrescentou que foram doados dois rins, o fígado e as córneas do cinegrafista. "São cinco pessoas que receberam órgãos e estão vivas", comentou Arlita.

Publicitário, Paulo César Cavalcante, 58 anos, lamentou a longa espera na fila por um transplante. Após sofrer um acidente de carro e passar por uma transfusão de sangue, ele soube que havia contraído hepatite C. Esperou sete anos por um fígado. “Há quatro anos, recebi o órgão que modificou minha vida completamente. Hoje, agradeço demais às famílias do meu doador. Voltei a ser o que era. Jogo futebol, pratico jiu-jitsu e tenho um fígado novo”.

Para reforçar a campanha, o governo também desenvolveu um aplicativo que fará interface com o Facebook e notificará familiares no momento em que o usuário da rede social se declarar doador de órgãos. O internauta pode, ainda, adicionar à foto do perfil um laço verde, símbolo mundial da doação de órgãos.

Qualquer pessoa que concorde com a doação pode ser doador, desde que o procedimento não prejudique sua saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. No caso de doadores falecidos, é preciso constatar a morte encefálica. O ministério ressaltou que a doação de órgãos só ocorre com a autorização da família.
Agência Brasil

21/09/2014

Diabete pode aumentar risco de demência em 50%

Associação alerta que, além da genética, hábitos de vida também contribuem para o aparecimento de Alzheimer.
Segundo informe, hábitos saudáveis ajudam a prevenir Alzheimer.

A diabete pode aumentar o risco de Alzheimer e outros tipos de demência em até 50%, aponta relatório anual sobre a doença divulgado pela Alzheimer’s Disease International (ADI), organização internacional que reúne associações atuantes no tema. O informe, lançado por ocasião do Dia Mundial do Alzheimer, que será celebrado neste domingo (21), ressalta a importância do controle dos fatores de risco evitáveis, geralmente associados aos hábitos de vida. Isso porque, segundo o documento, não é apenas a genética, o envelhecimento e o nível de atividade intelectual que contribuem para o aparecimento da doença.

O relatório diz que "o controle da diabete e da hipertensão arterial, assim como medidas que promovam o fim do tabagismo e a redução do risco cardiovascular, têm potencial para reduzir o risco de demência". Coordenadora do ambulatório de demência moderada e avançada do serviço de geriatria do Hospital das Clínicas, Lilian Schafirovits Morillo explica que existem duas frentes de conexão entre diabete e Alzheimer. “A frente direta é que existem receptores de glicose e insulina em áreas do cérebro responsáveis pela memória. O excesso de glicose e de insulina, decorrente da diabete, pode danificar essas regiões do cérebro”, afirma. “De forma indireta, podemos dizer que a diabete, a hipertensão, a obesidade, o sedentarismo e o cigarro afetam as artérias do cérebro, o que piora um quadro de neurodegeneração.”

Apesar da importância do controle desses fatores de risco, números apresentados no relatório mostram que a maioria da população não conhece a relação entre o Alzheimer e essas doenças. Apenas um quarto (25%) das pessoas associam a obesidade a um risco aumentado de demência. A relação entre atividade física e a redução do desenvolvimento do Alzheimer só é reconhecida por 23% das pessoas.

O controle de diabete, hipertensão e outros fatores de risco é apontado pelo relatório e por especialistas como estratégia bem-sucedida dos países ricos na prevenção do Alzheimer. Segundo o documento, há evidências de que a incidência de demência parece estar caindo nos países mais desenvolvidos, enquanto sobe nos países de média e baixa renda, como o Brasil.

Para o conselheiro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rubens de Fraga Júnior, isso acontece porque os países menos desenvolvidos não têm estrutura eficaz no controle das doenças crônicas que atuam como fatores de risco para o Alzheimer. “Essa relação entre os dois problemas deve nortear as políticas públicas. Assim como os países ricos já fazem, temos de focar a prevenção do Alzheimer no controle dos fatores de risco evitáveis.”
Agência Estado / DomTotal
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.