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21/08/2014

Amazon.com.br inaugura sua loja de livros impressos

Amazon Livros é o novo serviço da empresa no BrasilA Amazon anuncia que os consumidores brasileiros agora podem comprar livros impressos na Amazon.com.br que chega com mais de 150 mil livros em português de todos os gêneros, incluindo ficção, não-ficção e infantis, entre outros. Clientes podem comprar best-sellers como A Culpa é das Estrelas, de John Green; 1889, de Laurentino Gomes e os livros mais populares, além do recém-lançado ganhador do Prêmio Pulitzer O Pintassilgo, de Donna Tartt, tudo isso no formato que escolherem – digital ou impresso. Com o lançamento, os consumidores terão direito a frete grátis para todo o Brasil em pedidos a partir de R$ 69. Além disso, clientes em determinados CEPs na Grande São Paulo terão entrega no dia útil seguinte em pedidos realizados até 11h (de segunda a sexta). Consumidores podem também comparar preços e escolher entre livros impressos e eBooks Kindle.
A Amazon.com.br não só oferece livros impressos e eBooks, mas está fazendo com que os dois formatos funcionem melhor juntos. Com a funcionalidade Leia Enquanto Enviamos, a Amazon oferece mais de 13 mil livros para o cliente comprar e começar a ler em formato digital, enquanto a Amazon envia o livro impresso. Além disso, os consumidores da Amazon podem ler as avaliações de outros clientes e conferir recomendações personalizadas para aproveitar ainda mais a leitura. Para mais informações e iniciar suas compras, visite a Loja de Livros da Amazon no Brasil em www.amazon.com.br/livros.
Em dezembro de 2012, a Amazon começou a operar no Brasil com o lançamento da Amazon.com.br com a Loja Kindle Brasil, Kindle Direct Publishing (KDP) e os e-readers Kindle oferecidos em lojas como Livraria da Vila e Pontofrio.com. Em 2013, a Amazon lançou a Amazon Appstore no Brasil e, no começo deste ano, iniciou as vendas de Kindle e Kindle Paperwhitediretamente pelo site Amazon.com.br. Com o lançamento da nova loja, a Amazon.com.br é agora o maior e mais conveniente site para leitores do Brasil inteiro encontrarem e aproveitarem seus livros favoritos – impressos e digitais – e com acesso ao serviço de atendimento da Amazon.
“A Amazon sempre coloca o cliente no centro de tudo e estamos animados por oferecer uma excelente experiência de compra, possibilitando aos brasileiros encontrarem, descobrirem e comprarem facilmente livros no formato que eles escolherem”, diz Alex Szapiro, Country Manager da Amazon.com.br. “A oferta variada de livros, bem como o fácil acesso e os preços atraentes são, em nossa opinião, essenciais para alimentar a criatividade literária e a leitura. Estamos também muito entusiasmados em oferecer aos clientes a funcionalidade Leia Enquanto Enviamos, possibilitando que o clientes escolham entre mais de 13 mil livros, que ao comprar, podem começar a ler digitalmente parte do livro, enquanto os livros impressos estão a caminho de suas casas.”
Nota da redação: Falta cumprir com a expectativa gerada no início da operação, ou seja, abrir a loja da Amazon brasileira para outros produtos que não só os editorias. Será que um dia isso vai acontecer? Tenho minhas dúvidas.
Diário do Nordeste

19/03/2014

Livro: A Paróquia entre o Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canônico

O Livro “A Paróquia entre o Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canônico” – Edições CNBB – está sendo vendido por R$ 25,00, na Sala do Clero de Fortaleza, no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja, Avenida Dom Manoel, 300.
A Paróquia entre o Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canônico
O Livro é de autoria do Cardeal Francesco Coccopalmeiro. É um comentário dos cânones 515-552; 1740-1741 do Código de Direito Canônico e tem origem vários escritos publicados pelo autor em diferentes revistas, e que agora foram recolhidos conjuntamente. O comentário foi feito segundo os temas contidos nos cânones. Os temas são indicados pelos títulos de cada capítulo. O livro tem dupla intenção: fazer a exegese dos cânones – feita à luz da mais ampla doutrina da Igreja, primeiramente do Concílio Ecumênico Vaticano II, segundo as indicações da Constituição Sacrae Disciplinae Leges. Outra parte se pretende conduzir mais a fundo a reflexão, afrontando várias questões, sejam praticas, sejam doutrinais-dogmáticas. (Extraído da Introdução do Livro, páginas 9 e 10).
Sobre o Autor
Dom Francesco Coccopalmerio é um cardeal italiano e presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos no Vaticano. Nasceu em San Giuliano Milanese, Itália, no dia 6 de março de 1938. Entrou no Seminário em 1957, sendo ordenado padre em 29 de junho de 1962. É autor de inúmeros estudos, muitos dos quais dedicados à paróquia. A partir de 1967 trabalhou na Cúria Metropolitana de Milão, foi eleito, pelo Beato João Paulo II, bispo titular de Celina e auxiliar da Arquidiocese de Milão em 8 de março de 1993. Foi ordenado bispo, em 22 de maio de 1993, pelo cardeal Carlo Maria Martini, SJ. Foi nomeado pelo Sumo Pontífice Emérito Bento VXI, no dia 15 de fevereiro de 2007. Presidente do pontifício conselho para os textos legislativos, ocasião em que recebeu o titulo de arcebispo. No dia 18 de fevereiro de 2012, foi criado cardeal diácono do titulo de São José Carpinteiro. É membro da Congregação para a Doutrina da Fé, do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Coleção 50 anos da Sacrosanctum Concilium
Aproveite e adquira também a coleção 50 anos da Sacrosanctum Concilium: Raízes Históricas da Sacrosanctum Concilium; Liturgia – Exercício do Sacerdócio de Jesus Cristo, cabeça e membros; Liturgia – Momento Histórico da Salvação. A coleção custa R$ 24,00.
Falar com Maria de Jesus, na Sala do Clero, [85] 3388.8725.
PASCOM - Arquidiocese de Fortaleza

14/12/2013

Livro: Dalcides - Alma e Coração


Encontrar consigo mesmo e com Deus, através da leitura da própria história. Um mergulho interior. Reflexão em meio ao barulho do dia-a-dia. Um oásis em meio ao deserto da existência. Humanidade e espiritualidade unidas na arte forjar o ser. Esse e o clima de Alma & Coração, novo álbum de Dalcides, lançado pelo selo Universal Music/CODIMUC.
Intimista, o CD traz canções que fazem parte da história do cantor. "São músicas que me acompanharam ao longo do tempo e com as quais rezei nos momentos mais difíceis da minha vida", afirma.
Um dos destaques é a faixa Tocando em Frente (Renato Teixeira / Almir Sater), que abre o CD. Reflexiva, a letra retrata bem o pensamento de alguém que faz uma revisão de vida e afirma: "Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser, em si, carrega o dom de ser capaz e ser feliz".
Outro destaque é Romaria (Renato Teixeira), que expressa bem as lutas humanas e a busca de conforto e auxílio nas realidades sagradas. Num dos seus trechos mais marcantes, a letra confessa: "Me disseram, porém, que eu viesse aqui,pra pedir, em romaria e prece, paz nos desaventos. Como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar".
Outros sucessos do álbum são Casinha Branca (Gilson e Joran), Naquela Mesa, A Lista, Filho Adotivo, Rio e Canoa, Cidadão e O Cio da Terra. O disco conta com a participação especial do cantor Bruno Camurati na faixa Um Certo Galileu, clássico da música católica, imortalizado na voz do Pe. Zezinho, SCJ. A nova versão traz uma estrofe a mais, ressaltando a ressurreição de Cristo. Emocionante, a letra conclui: "Proclamamos que Jesus de Nazaré, glorioso e triunfante Deus, conosco está. Ele é o Cristo e a razão de nossa fé e um dia voltará".
As faixas Bartimeu, Senhor da Minha Vida e Para falar com Deus, de autoria do próprio Dalcides, completam o repertório do disco. Além das músicas, o cantor declama pequenas mensagens, refletindo sobre os temas das canções.
Com arranjos de Duda Suliano e direção vocal de Thiago Garcia, o CD Alma & Coração já está disponível nas melhores lojas do Brasil e também na internet. Acesse nossa loja virtual: www.mundosanto.com.br.

15/10/2013

Paulus Livraria apresenta: “Café e Debate” com padre Gilson Soares

cnbbdocSagradaLiturgia300Serão dois momentos, um no dia 23 e outro no 25 de outubro. Os encontros falarão dos 50 anos do Documento do Concilio Vaticano II: A Sagrada Liturgia. O debate contará com a assessoria do especialista em Liturgia e pároco do Monte Castelo, padre Gilson Soares. Acontecerá no auditório da Paulus Livraria de Fortaleza das 9h às 12h. São somente 50 vagas e o participante fará um investimento de R$ 10,00 com o livro da CNBB incluso.
“Café e Dabate”
É um projeto cultural que proporciona cursos de aperfeiçoamento pessoal e profissional promovido pela Paulus. O endereço da Livraria é Rua Floriano Peixoto, 523, Centro, Fortaleza.
Sobre o assessor
Padre Gilson Soares é pároco do Monte Castelo e capelão do Colégio Christus – Central, diretor espiritual do grupo Irmãs em Cristo, acompanha espiritualmente o grupo da superintendência da Polícia Civil do Estado do Ceará e é Conselheiro Espiritual da equipe 17 das Equipes de Nossa Senhora. Membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Fortaleza e coordenador da Comissão de Sustentação do Clero – CSC. É responsável e animador do Programa Vida Missionária, na Rádio FM Dom Bosco, que vai ao ar aos sábados das 7 às 8 horas da manhã. Foi o primeiro pároco da Paróquia São José, bairro Lagoa Redonda. É assessor para o Regional Nordeste I da CNBB.
Informações (85) 3252.4201
PASCOM - Arquidiocese de Fortaleza

26/09/2013

Pe. Geovane Saraiva no lançamento do livro do Ex-Governador Gonzaga Mota

Colega do Pe. Geovane, na Academia 
Metropolitana de Letras de Fortaleza
16/092013


Gonzaga Mota lança mais novo livro


Foi intitulada "Sonhos" a nova coleção de versos do economista e ex-governador do Estado Gonzaga Mota. O livro é formado por 26 poemas, centrados na subjetividade, tendo como ponto de partida sentimentos a exemplo do amor e o desejo.

O ex-governador Gonzaga Mota apresenta 26 poemas inéditos no livro "Sonhos". A obra será lançada, hoje, na Livraria da Estação FOTO: ALANA ANDRADE (31/03/11)

A obra será lançada logo mais, às 19 horas, na Livraria da Estação (Avenida Santos Dumont, 3636). É uma oportunidade conhecer outra dimensão do trabalho do autor, sempre às voltas com temas acadêmicos mais densos. Os poemas de Gonzaga Mota são materializados por uma escrita sensível e uma linguagem simples. Retratam sentimentos do autor como faz em "Quintilha para Mirian", peça dedicada à sua esposa, cujas telas ilustram a capa do livro.

O amor é um dos principais sentimentos que o autor aborda nos poemas de "Sonhos". Gonzaga Mota faz referência a três poetas brasileiros, que dedicaram versos ao tema - Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana -, deixando entrever suas inspirações na arte do verso.

Na orelha da obra, "Canção", de Cecília Meireles, seguida de "O sonho", Clarice Lispector; na contra-capa, "Sonho de uma noite de verão", de William Shakespeare. Certamente constituem fontes de inspiração para o autor que, nos últimos três anos, enveredou para a escrita literária. A atitude demonstra uma nova face de Gonzaga Mota, atualmente, exerce a função de consultor. Merece destaque a homenagem que o escritor presta a Drummond, em foto e poema. Além de um poeta amado pelas massas, o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, homenageado com "Um sonho de Gonzagão".

Integrante do Instituto do Ceará e da Associação Cearense de Escritores, na apresentação da obra, Gonzaga Mota confessa usar a escrita poética para "externar minha angústia". Conta que o livro é fruto de algumas noites de insônia, para a qual, garante, a criação é um "excelente remédio". "Ao conceber os 26 poemas, sonhava acordado. Era cansativo, mas compensava", escreve o poeta. A fé é outro sentimento destacado ao longo da obra, que ganha algumas ilustrações.

Narrativa

Uma narrativa marcada por sentimento tanto em relação à literatura quanto aos do próprio autor. O livro retrata, ainda, a versatilidade de Gonzaga Mota, economista, acostumado a decifrar tabelas, números e estatísticas. No entanto, resolve beber na fonte da poesia, que segundo escreve na apresentação da obra, "acalma e acalenta a mente e o coração".

A escrita não constitui novidade para Gonzaga Mota, autor uma dúzia de livros e textos técnicos, abordando a situação socioeconômica do Ceará, do Nordeste, do Brasil e da América Latina, como lembra o filho, Antonio José Mota, ao apresentar o autor. Transcreve uma carta de agradecimento que recebeu de Ulysses Guimarães, em setembro de 1992, por escrever um artigo no jornal Correio Braziliense. Nos últimos três anos, escreveu, além de "Sonhos", os livros "Textos para Reflexão", de crônicas; e "Ao vento, Amor e Dor".

Mais informações:

Lançamento do livro "Sonhos" (Premius Editora, 60 páginas),
de Gonzaga Mota. Às 19h, na Livraria da Estação (Avenida Santos Dumont, 3636 - Aldeota). 
Contato: (85) 3055.0404 


Diário do Nordeste

24/09/2013

LANÇAMENTO: Conversa sobre os rumos da humanidade

No livro "Diálogos de compadres", o autor João Bosco discorre sobre diferentes temas das ciências sociais

Uma prosa entre amigos. O mote parece comum, mas no livro do professor João Bosco Nogueira, "Diálogos de Compadres" - a ser lançado amanhã - ele ganha contornos, no mínimo, curiosos. A começar pelos protagonistas da conversa, um urubu e São Pedro.

Na narrativa construída por João Bosco, o urubu é um dos protagonistas Foto: Cid Barbosa

Não bastasse essa peculiaridade, os dois batem papo no Céu (no sentido religioso da palavra). Por muito tempo, o suficiente para render 400 páginas. Sobre temas tão variados quanto psicologia, educação, economia, direito e filosofia.

Embora meio absurda, a situação funciona bem para o propósito do autor, o de explorar assuntos complexos a partir de uma linguagem mais simples, que os tornem acessíveis a leigos, jovens ou adultos.

Em um dos primeiros capítulos, por exemplo, para falar de ética, Bosco faz o diálogo de seus personagens começar pela Idade Média, a fim de guiar o leitor por uma trilha de conhecimentos e referências importantes à compreensão do conceito.

"Havia a necessidade de a interlocução incluir uma figura com experiência em relação à história da humanidade, que conhecesse os problemas de eras passadas. Como São Pedro é quem faz a ligação do Céu com a terra, achei o personagem ideal", explica Bosco.

Já a escolha pelo urubu deu-se por algumas características da ave. "É uma criatura que tem voo alto, bonito e é pacífica, alimenta-se do que já morreu", observa o autor.

Assim como nas fábulas, em "Diálogos de Compadres", o urubu é dotado de características humanas, como a habilidade de falar. Chega ao Céu por acaso, depois de subir "para enxergar melhor as oportunidades de comida". Em determinado momento, esquece-se de parar e, quando menos espera, dá de cara com São Pedro.

Curioso notar também que a linguagem emprestada pelo autor aos personagens passa fortemente pelo universo nordestino, ao incluir expressões comuns na região. O próprio São Pedro, quando avistado pelo urubu, "merendava uma rechonchuda tapioca com filé de tilápia e café com leite, feita pela cumadi Maria Madalena".

Além dos dois protagonistas, outras figuras que habitam o Céu - entre artistas, poetas, místicos, políticos, filósofos e cientistas que um dia viveram na Terra - também acabam por contribuir ao debate sobre os rumos da humanidade, em especial do "Gigante" (Brasil).

"Diálogos de compadres" é a estreia de João Bosco no mercado editorial. A ideia para o livro surgiu ainda em 1989. "Naquele momento, com o desmantelo do bloco soviético, a humanidade atravessava uma mudança. Comecei a me preocupar com temas como desemprego, liberalismo econômico, drogas; violência", recorda.

Graduado em Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Direito, Bosco é mestre em Direito e Doutor em Ciências da Educação. Ao longo da carreira, ocupou diferentes cargos na área e, há mais de 20 anos, é professor da Uece. Atualmente, também é técnico do Tribunal de Contas do Ceará.

LIVRO
Diálogos de compadres
João Bosco Nogueira
EdUECE
2013, 399 páginas
R$ 45

Mais informações

Lançamento do livro "Diálogos de compadres". Hoje, às 19 horas, na Livraria Cultura (Av. Dom Luís, 1010, Meireles). Contato: (85) 4008.0800 

Diário do Nordeste

20/09/2013

Quem me roubou de mim?


Em seu novo livro, pe. Fábio de Melo fala sobre o sequestro da subjetividade, das privações que sofremos quando estabelecemos com alguém vínculos que minam nossa capacidade de ser quem somos


Padre Fábio de Melo diz sempre que é um colecionador de histórias. Ao longo da sua trajetória como pregador, músico e escritor, reuniu uma infinidade delas alegres e tristes — principal matéria-prima para seus livros.

Com Quem me roubou de mim? (Planeta, 176 pp, R$   24190), que acaba de chegar às livrarias, não é diferente. Da sua antologia, o autor pinçou histórias sobre o roubo da subjetividade e os cativeiros afetivos e suas desastrosas consequências.

Na introdução, padre Fábio conta que o livro é fruto de um desassossego. "Vi de perto muitas pessoas perderem épocas preciosas de suas vidas, ou até mesmo a vida inteira, porque estavam encarceradas em relacionamentos altamente nocivos", explica o autor de sucessos como Tempo de esperas, Orfandades — O destino das ausências e É sagrado viver "Em nome do amor cometemos crimes hediondos. Em nome do amor aprisionamos, condicionamos, cerceamos esperanças, despersonalizamos e impomos fardos", completa.

No livro, o autor faz um convite a seus leitores para que observem suas próprias histórias. "Meu desejo é que olhem para os seus relacionamentos, identificando neles posturas que possam nutrir, em nome do amor que dizemos sentir, uma postura que atenta contra o direito de exercer o mais belo dom recebido de Deus: a liberdade interior", explica.

O livro faz refletir e, ao final, o leitor se questiona: Será que sou lembrança doída na vida de alguém? Será que já construí cativeiros? Será que já vivi em algum? E, por fim, padre Fábio aconselha: "Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Mais vale uma verdade amarga que tenha o poder de nos fazer crescer do que uma mentira adocicada que nos mantenha acorrentados no cativeiro da ignorância. Hoje é dia de resgate. A poda já foi aberta. É hora de sair".

Sobre o autor

Padre Fábio de Melo é mineiro natural da cidade de Formiga. Graduado em Filosofia e Teologia, pós-graduado em Educação e mestre em Teologia Sistemática, dedica-se ao trabalho de evangelização pela arte em diversas áreas: como padre, professor universitário, escritor, cantor e compositor. Já vendeu mais de 1 milhão de livros (seus três livros mais recentes, Tempo de Esperas, Orfandades — O destino das ausências e É sagrado viver, foram publicados pela Planeta), além de 2 milhões de cópias de CDs e DVDs.

Fonte: Editora Planeta 
Local:São Paulo (SP)

04/09/2013

Não gosto de livros que tentam ensinar, diz autora de 'Gossip girl'

Cecily von Ziegesar lança livro 'sangrento' e participa da Bienal de SP. 
Para escritora, 'Sex and the city' é irritante e nova série 'Girls', repulsiva.

Cauê MuraroDo G1, em São Pauo
Cecily Von Ziegesar é autora dos livros da série 'Gossip Girl' (Foto: Divulgação)Cecily Von Ziegesar (Foto: Divulgação)
Cecily von Ziegesar, 42, nasceu e se criou em Nova York num círculo privilegiado, estudou num colégio particular. Quando adulta, tornou-se autora best-sellerprecisamente por escrever uma série de livros sobre adolescentes ricas que estudam num colégio particular. Em Nova York. E, assim, desde a publicação do primeiro volume de “Gossip girl” (2002), Cecily teve de se habituar à inevitável questão: “O que você escreve é material exclusivamente autobiográfico?”.
A pergunta tornou-se mais frequente quando as histórias foram vertidas para a TV, a partir de 2007, num seriado homônimo estrelado por Blake Lively e Leighton Meester. Há mais de dez livros com a marca “Gossip girl” – segundo a editora Record, já foram vendidos no Brasil 350 mil exemplares ao todo. O último capítulo (até aqui) é o incomum “Gossip girl: Psycho killer”, que está sendo lançado. Em entrevista ao G1por telefone, Cecily concorda que, enfim, talvez passem agora acreditar em sua resposta – sempre foi “Não!”. “Eu nunca matei ninguém!”, conta ela, gargalhando.
Ela diz isso porque “Psycho killer” propõe uma espécie de releitura do primeiro “Gossip girl”. São os mesmos personagens de sempre, na mesma Nova York de sempre, com o mesmo dinheiro de sempre – mas agora com um substancial acréscimo de violência e sangue.
A ideia de Cecily aqui é provocar repulsa e fazer humor. Durante a conversa, ela própria ri o tempo todo. Também afirmou não gostar de livros sentimentais ou que tentam "ensinar algo" e das séries “Sex and the city” e “Girls”.  A escritora – que participa neste sábado (11) de um debate na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo – acha que essas suas opiniões podem lhe causar problemas. Veja, a seguir, os principais trechos:
G1 – Você já reclamou de ter sempre que explicar que os livros da série “Gossip firl” não são autobiográficos. Agora, depois de “Gossip girl: Psycho killer”, a explicação deixou de ser necessária, não é?
Cecily von Ziegesar –
 Verdade, eu nunca matei ninguém (risos)! Todos os outros livros são parte de minhas experiências: cresci em Manhattan, estudei numa escola particular. Mas eu realmente não queria ter vivido a mesma vida dos personagens de “Gossip girl”. Felizmente, as pessoas que leem “Psycho killer” entendem que é uma comédia, com humor negro, e não levam muito a sério. Existe algo de muito atraente em sentir medo de uma adolescente riquinha(risos).
Na verdade, estou mais interessada em tentar convencer o leitor de que uma pessoa normal pode ser levada a ultrapassar o próprio limite e matar alguém. E eu não tenho aquele interesse todo pelo que é sobrenatural, mas, sim, em ver pessoas enlouquecendo."
Cecily von Ziegesar, escritora
G1 – É verdade que você, antes de escrever “Psycho killer”, estabeleceu uma regra para a editora – “Nada de zumbis, nada de vampiros”? Por que fez isso?
Cecily –
 Só porque achei que todo mundo estava usando esse tipo de personagem, que tem muito vampiro e muito zumbi por aí(risos). Na verdade, estou mais interessada em tentar convencer o leitor de que uma pessoa normal pode ser levada a ultrapassar o próprio limite e matar alguém. E eu não tenho aquele interesse todo pelo que é sobrenatural, mas, sim, em ver pessoas enlouquecendo.
G1 – Como você fez para evitar a violência gratuita no livro?
Cecily –
 Bem, de certa maneira, você poderia dizer que aquilo tudo é gratuito. Quero que as pessoas leiam e digam: “Oh, meu Deus, que desagradável” (risos). Quero estimular a imaginação do leitor. Acho que, numa comédia, é meio estranho perguntar se o material é gratuito ou não – porque é claro que tudo aquilo é gratuito (risos). Mas entendo que algumas pessoas se sintam enjoadas ou um pouco nervosas. Uma coisa que eu não quis fazer foi inserir armas de fogo. Só um monte de facas (risos).
G1 – Você já disse que sua mãe, quando pegou “Psycho killer” para ler, comentou: “Não sei o quão confortável me sinto diante de toda essa gente morrendo”. Mas depois ela acabou gostando. E o que ela achou dos livros, digamos, normais de “Gossip girl”?
Cecily –
 Logo que terminou de ler o primeiro de todos, ela disse: “Não consigo acreditar que você fazia tudo aquilo nos tempos de colégio! Eu não fazia ideia...”. Aí, tive de garantir novamente que era tudo ficção (risos). Ela estava achando que eu havia escondido muita coisa.
Cena da quinta temporada do seriado 'Gossip girl', que mostra jovens endinheirados de Nova York (Foto: Divulgação)Cena da quinta temporada do seriado 'Gossip girl', que mostra jovens endinheirados de Nova York (Foto: Divulgação)
G1 – E sobre o seu pai? Ele nasceu em São Paulo, certo?
Cecily –
 Sim! Não sei a história inteira, mas os pais dele eram alemães, e meu avô conseguiu emprego em São Paulo na Victor Talking Machine, a gravadora, você conhece? Existe até uma espécie de mito na família, de que meu avô descobriu Carmen Miranda, mas não sei mesmo se é verdade, não acredito muito. Meu pai nasceu em 1924 e tinha passaporte brasileiro, mas, quando tinha cinco anos de idade, deixou o Brasil para estudar numa escola na Alemanha.
G1 – Você fala algo em português?
Cecily –
 Eu não sei nada... Só “obrigado” (risos).
G1 – A história de “Gossip girl” se passa em Nova York, é sobre garotas ricas típicas da cidade. Por que acha que faz sucesso entre leitores de outros países, como o Brasil?
Cecily –
 Acho que há mais de uma razão. É uma loucura, todo mundo é fascinado por Nova York, quer saber como é crescer aqui – e eu sei tão bem como crescer aqui... Por outro lado, uma coisa que me preocupava muito, enquanto escrevia os livros, era: ninguém vai se interessar em ler algo sobre garotas ricas em Nova York. Então, tentei tornar os personagens tão humanos quanto possível. Sei que isso soa meio piegas, mas só porque são ricas e porque moram em Nova York não significa que não tenham o mesmo tipo de problemas que alguém no Brasil teria. Nesse sentido, [“Gossip girl”] é meio que universal.
É engraçado, porque minha filha lê muito essas coisas, adora esses livros sérios que te fazem chorar. O que o escrevo é totalmente o oposto, mas há momentos em 'Gossip girl' que podem ser muito tocantes. Acho que tentei fazer um pouquinho de tudo, mas jamais quero pregar para meus leitores."
Cecily von Ziegesar, escritora
G1 – Acha o humor é importante para conquistar os leitores?
Cecily –
 Sim. Eu sou muito tola, gosto de ser divertida, engraçada, de não levar as coisas tão a sério. Mas, ao mesmo tempo, também sou muito séria. Uma coisa que faço bastante é usar as coisas sérias para extrair algo de engraçado. Não gosto muito dos livros muito sentimentais, ou que tentam ensinar algo – esses livros que geralmente dão para os adolescentes lerem, com uma garota cujos pais morrem, e ela meio que tem de encontrar seu próprio caminho (risos).
É engraçado, porque minha filha [de dez anos de idade] lê muito essas coisas, adora esses livros sérios que te fazem chorar (risos). O que o escrevo é totalmente o oposto, mas há momentos em “Gossip girl” que podem ser muito tocantes. Acho que tentei fazer um pouquinho de tudo, mas jamais quero pregar para meus leitores [usa uma voz professoral e irônica]: “Você deve ser deste jeito, estou tentando lhe ensinar uma lição, e ao final deste livro você vai ter aprendido um monte de coisas”. Não quero fazer isso, porque é muito irritante.
G1 – “Gossip girl” deve bastante do sucesso à versão para a TV. O que acha das outras series que se passam em Nova York, como “Sex and the city” e esta mais nova, “Girls”?
Cecily –
 Eu não assistia a “Sex and the city”. Era irritante, aquelas mulheres que só queriam arrumar marido. Mas alguns episódios são meio engraçados. Talvez, no futuro, eu possa de alguma forma gostar, como se fosse uma relíquia dos anos 1990. Sobre “Girls”, eu posso ter problemas por dizer isso, mas vi o piloto e achei difícil de assistir, não sei, é muito pouco atraente. Mas talvez eu deva dar uma nova chance, porque vários dos meus amigos estão assistindo e dizem que é engraçado.
Eu vejo TV para escapar para outro mundo, e geralmente estou jantando enquanto assisto – só que eu não consigo assistir “Girls” enquanto janto, porque todo mundo é tão repulsivo (risos). Nossa, agora realmente vou ter problemas (risos).
G1 – Que escritor ou livro você recomendaria a um fã de “Gossip girl”?
Cecily –
 Vamos ver… Jane Austen (risos). Eu sei, isso é ridículo (risos). Acho que depende da idade. Meu Deus! [Pede um tempo para pensar] Recentemente, li um livro para adolescentes muito triste, chamado “A culpa é das estrelas” [lançado no Brasil pela Intrínseca], é sobre uma garota morrendo de câncer. Mas é um bom livro, gosto dele. E tem um outro livro que se chama… Tenho este pequeno problema com minha memória, é algo sobre o fim do mundo.
Estou tentando ler livros que não tenham nada a ver com “Gossip girl” (risos), porque pode meio que interferir. [Minutos depois] Lembrei o nome do outro livro! É “A idade dos milagres” [no Brasil, publicado pela Companhia das Letras], a autora chama-se “alguma coisa Thompson” [Karen Thompson-Walker]. Também é um livro muito triste, mas gosto.
Cecily von Ziegesar na 22ª Bienal de SP
Quem: autora de "Gossip girl" debate com Thalita Rebouças e Paula Pimenta no espaço "# Você + Quem = ?".
Quando: sábado (dia 11), às 11h.
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana).
Quanto: Ingressos: R$ 12 (com meia-entrada).

03/09/2013

´Minha coluna sempre parte de um espanto´

Lançando seu quinto livro, Eliane Brum* fala de jornalismo e do processo de elaboração de seus textos
O que mais te encanta no jornalismo, mesmo após vinte anos de atuação?
A possibilidade de me espantar. A realidade é a maior invenção de todas. Cada pessoa que abre a porta da sua casa e da sua vida para que eu possa entrar é um mundo inteiro que se abre, uma teia de sentidos totalmente singular, uma possibilidade de me alargar a partir da experiência de um outro.

Eliane Brum: "Para mim, a escuta profunda, implica na capacidade de nos esvaziarmos da nossa visão de mundo para alcançar o mundo do outro"

Ser repórter ainda é uma aventura para você? Se deixar de ser, você pula fora do barco?

Sim, é uma grande aventura, que dá sentido à minha vida. Documentar a história em movimento, ser historiadora do cotidiano (que é o que um repórter é) é uma enorme responsabilidade que exerço há 25 anos. Se em algum momento da minha vida perceber que já não posso corresponder a ela com a dignidade necessária, deixarei de bater na porta dos mundos.

Em uma das colunas você afirma que usa tudo que viveu para escrever e que ouvir é o melhor que você faz. Na sua opinião, essa capacidade está sumindo do jornalismo?

Escutar não é apenas uma dificuldade dos jornalistas, mas das pessoas da nossa época, em geral. Há muito barulho, muita fala, mas pouca escuta. A começar pela escuta de si mesmo. A dificuldade de escutar no jornalismo é um reflexo dessa época que vivemos. Mas não saberia dizer se, nas décadas passadas, havia uma escuta maior na reportagem. Acho que tivemos grandes escutadores na história do jornalismo brasileiro, mas não era algo generalizado. Para mim, a escuta profunda, que implica na capacidade de nos esvaziarmos da nossa visão de mundo, de nossos preconceitos e de nossos julgamentos, para alcançar o mundo do outro, é o principal instrumento de um repórter. Estar aberto ao outro é sempre um risco. Ser repórter é aceitar esse risco.

Como você conduz as suas matérias ou colunas? Como elas nascem?

Minha única âncora é o prazo de entrega. Como sou uma repórter escrevendo uma coluna de opinião, faço minha coluna semanal usando parte do processo de reportagem. Ou seja: minha coluna sempre parte de um espanto diante do mundo e avança em uma investigação movida pelas dúvidas. Meu objetivo é desacomodar o leitor, para que ele possa ver o mundo, a vida, um determinado tema, de outros ângulos possíveis. Mas, para conseguir desacomodar o leitor, eu preciso antes desacomodar a mim mesma.

Você mantém contato com alguns dos personagens? Inclusive, você concorda com essa ideia tão disseminada de "pessoas-personagens" no jornalismo?

Eu não gosto de chamar gente encarnada de "personagem", porque acho que pode ter um efeito perverso sobre a relação entre o jornalista e aqueles que ele tem a missão de decifrar. Personagem remete à ficção, à licença para inventar, que o jornalismo não tem e não pode ter. Acho meio chocante ouvir frases como: "Você precisa encontrar um personagem que diga isso ou faça tal coisa". Isso é o oposto do jornalismo, na medida em que entrevistar alguém deve ser um processo de desvendamento do outro - e jamais um processo de "encaixamento". Acho também que chamar de personagem cria uma distância, que pode implicar numa traição. Precisamos ter muito claro que lidamos com pessoas que vivem neste mundo. Contar suas histórias é assumir uma enorme responsabilidade, porque se trata de gente viva, mesmo quando morta. Jornalista conta pessoas, ficcionista cria personagens. Que os personagens de um ficcionista sejam tão ricos e complexos que virem gente no nosso imaginário é o que torna um escritor grandioso. Que as pessoas contadas por um jornalista se pareçam com personagens é o que faz um jornalista ser medíocre.

Como você se sente ao carregar tantas pessoas dentro de si?

Rica e habitada. Meu corpo, como minha alma, são terra habitada, graças às pessoas que confiaram em mim para me contar suas histórias.

Alguma dessas pessoas te impactou mais do que outras?

Acho que, quando uma reportagem não transforma a vida de quem conta e de quem é contado, é porque ela não aconteceu. Então, todas as pessoas cujas histórias contei me marcaram de alguma maneira. Claro que algumas mais do que outras. Como a Alice de Oliveira Souza, que permitiu que eu acompanhasse os últimos 115 dias da sua vida, na maior prova de confiança que alguém já me deu. Ela sabia que eu contaria uma história, a sua, que ela jamais leria. Ou o Hustene e a Estela, chefes da família Costa Pereira, da periferia da Grande São Paulo, cuja trajetória acompanho desde 2002, com quem aprendo muito. Ou o Raimundo Belmiro e o Herculano Porto, beiradeiros da Terra do Meio, no Pará. Ou a Sônia, moradora de um povoado boliviano, onde a maioria da população tem doença de Chagas. Uma menina linda, mas com olhos de velho, por conta de um confronto cotidiano com a morte. São muitas as pessoas que me tornaram o que sou. E, espero, ainda há muitas que me tornarão.

Por que "A Menina Quebrada" dá nome ao livro? O que a sua reflexão sobre a percepção de Catarina reflete sobre o contexto do seu trabalho?

Na coluna intitulada "A menina quebrada", conto o momento exato em que minha afilhada, Catarina, então com menos de 2 anos, descobre que as pessoas quebram, que até as meninas quebram. Um momento que todos vivemos, mas já não somos capazes de lembrar. De certo modo, somos todos meninas quebradas e acho que a minha coluna de opinião também é quebrada, na medida em que é uma coluna afetada pela vida. E na medida em que ela conta de quebras, de marcas, de uma vida que se sabe viva porque marcada. Acho que todo repórter tem uma pergunta que o move em seu percurso. A minha é como as pessoas dão sentido à sua vida, em geral com muito pouco, em geral com cacos. O que me fascina é como cada um inventa uma vida. E, neste sentido, nossa vida é a nossa primeira ficção.

Seus textos, às vezes, partem do mundo exterior; outros, saem de você. Como é feita essa escolha? Você costuma anotar temas para futuras colunas ou eles "partem do factual"?

Não há regra. Vou anotando minhas observações e ideias, que, como disse antes, sempre partem de um espanto. E a partir daí faço uma investigação, mesmo que seja, algumas vezes, uma investigação dos meus interiores. Minha única regra é estar tomada pelo que escrevo. Minha coluna é bem misturada, como é misturada a minha curiosidade tanto pelo mundo de dentro como pelo de fora. Espero que tenha muitas histórias esperando por mim. Quando eu parar de contar histórias é porque morri.

Em alguns textos, você defende pessoas que foram oprimidas por serem diferentes. Você já foi hostilizada por isso?

Acho que todos nós já fomos, em algum momento da vida, em alguma circunstância. Acredito que cada pessoa é única, singular e irrepetível. Nossa diferença é justamente aquilo que nos iguala. É sobre isso que escrevo.

A menina de Ijuí se tornou colunista da Época e coleciona relatos impressionantes de um Brasil escondido. A que você atribui a empatia que gera nas pessoas com as quais você conversa? Por que razão é em você que elas confiam para contar suas histórias?

Não há segredo algum. Há uma comunicação que não é apenas verbal entre as pessoas. Quando você bate na porta de alguém e diz que quer escutar aquela pessoa, ela sente se você vai escutá-la ou se é apenas uma frase vazia. O que eu faço é apenas dizer que quero escutá-las. Dizer com tudo o que sou. Mas sempre com a consciência de que ninguém é obrigado a me contar sua vida. Se a pessoa não quer, eu agradeço e vou embora. Não arranco nada de ninguém, eu só colho.


LIVRO
A Menina Quebrada e Outras Colunas
Eliane Brum
Arquipélago
2013, 432 páginas
R$ 39,90

*Escritora e colunista da revista época 

A colunista das segundas e sua inquietação com o "desacontecido"

"Viver, Catarina, é rearranjar nossos cacos e dar sentido aos nossos pedaços, os novos e os velhos, já que não existe a possibilidade de colar o que foi quebrado e continuar como era antes. E isso é mais difícil do que aprender a andar e a falar. Isso é mais difícil do que qualquer outra coisa que você fará." Eliane Brum, vencedora de mais de 40 prêmios nacionais e estrangeiros como repórter, se dirige como em uma carta à sua afilhada Catarina, de menos de dois anos à época em que o texto foi escrito. Ao ver uma adolescente com a perna engessada durante uma festa, a pequena se horrorizou ao dar-se conta de que as pessoas - até as meninas - quebram. A perturbação dos adultos, por outro lado, surge com mais uma das profundas reflexões da jornalista.

O quinto livro de Eliane, "A Menina Quebrada e Outras Colunas", lançado pela Arquipélago Editorial, concretiza o objetivo da autora expresso ainda nas páginas introdutórias: "Não escrevo para apaziguar, nem a mim nem a você. Para mim só faz sentido escrever se for para desacomodar, perturbar, inquietar".

A obra reúne 64 colunas de opinião, publicadas às segundas-feiras para o site da Revista Época, entre os anos de 2009 e 2013.

Cada texto é uma surpresa. O leitor fiel de Eliane Brum reconhece o começo da semana não como um fardo, mas como um desafio, a começar sempre pelo desequilíbrio provocado pela delicadeza forte dos olhares e das escutas da jornalista sobre os aspectos mais banais da luta que é "ser e estar no mundo".

Repórter dos desacontecimentos, Eliane escreve "sobre a extraordinária vida comum, sobre o cotidiano dos homens e das mulheres que tecem os dias e também o país, mas nem sempre são contados na história". Nascida em Ijuí (RS) em 1966, filha de pais apaixonados entre si e pelas palavras, Brum subverte os critérios de noticiabilidade do Jornalismo e coloca o dia a dia sob holofotes. Não somente os fortes, os poderosos, os ricos, mas também os que compõem a multidão dos 190 milhões de brasileiros. Vendo e (principalmente) escutando, a repórter das ruas cujo olhar nunca se acomoda passeia por temas da vida de dentro e de fora de cada um - sempre provocando. Ler Eliane Brum é perceber-se, ainda que em pequena intensidade, mudado ou transtornado, como se o tempo dedicado ao texto fizesse o leitor perder um trem. Então, sem rumo na estação, é preciso tomar uma decisão - qualquer que seja. O lugar e Eliane não permitem permanecer, apenas migrar e descobrir(-se).

As 64 colunas fogem do óbvio. Algumas partem do factual e da conjuntura momentânea, como o suicídio de Aaron Swartz, o gênio que via na Internet o poder da verdadeira democracia, ou o comportamento do milionário Eike Batista a respeito do filho que atropelou e matou um ciclista. Um filme ou peça em cartaz, um livro na mesa de cabeceira: as artes também fazem a jornalista repensar conceitos entranhados no tecido social ou analisar o quanto personagens fictícios revelam sobre um mundo bastante real. "Por que amamos tanto Lisbeth Salander" e "Não atirem no Coringa!" são exemplos disso.

Certas temáticas são particularmente caras à repórter, como a cultura da felicidade e do sucesso que gera frustrações e infelicidades, a medicalização da vida, a morte e o complexo relacionamento entre pais e filhos.

Apesar de tudo, Eliane e sua menina quebrada devem ser apreciadas em doses homeopáticas. É preciso tempo para elaborar a dor e o sofrimento, a felicidade e a realização. Sendo assim, por mais tentador que seja, é desperdício ler as 431 páginas do livro em uma ou duas semanas. Cada coluna é um mundo, uma civilização e uma pessoa: precisam de maturidade, reflexão e tempo para serem entendidos, absorvidos e respondidos. Sim, respondidos! "Cada texto é uma carta - e toda carta só se realiza se encontrar seu destinatário", diz Eliane na dedicatória. E você, o que tem a dizer? 


Diário do Nordeste

28/08/2013

Pe. Geovane Saraiva lança seu mais novo livro - "25 anos sobre águas sagradas".


Padre Geovane Saraiva, pároco de Santo Afonso, lançou seu mais novo livro comemorativo (21/08/2013), dos seus 25 anos de vida e ministério sacerdotal: 25 Anos Sobre Águas Sagradas. Uma coletânea de artigos (resumidos ) e fotos, na qual mostra um pouco de sua trajetória e missão sacerdotal, na gratidão e bênçãos de Deus, associado às pessoas nas quais procurou ser servo da vinha do Senhor, além de irmão e amigo,  aqui na querida cidade Fortaleza.  A solene celebração de ação de graças deu-se no dia 14 de agosto do ano em curso, na Paróquia de Santo Afonso - Parquelândia - Fortaleza , CE.

Vejam fotos do lançamento: