06/05/2012
+ Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
O Evangelho nos apresenta Jesus como “a verdadeira videira” (Jo 15,1). No Antigo Testamento, especialmente, nos Profetas, a “videira” e a “vinha” eram símbolos do Povo de Deus, por Ele plantado e cuidado com carinho, à espera de frutos abundantes. Deus continua a ser o agricultor. Jesus é a verdadeira vinha e os seus discípulos são os ramos. Jesus adverte que “o ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira” (Jo 15,4). Separado da videira, o ramo acabará secando. Por isso, Jesus nos convida a permanecer unidos a Ele, para produzir os frutos bons que Deus espera. Contudo, os ramos que dão fruto necessitam de podas para renovar-se e crescer.
O Salmo 21, hoje meditado, nos motiva a louvar a Deus no meio da assembleia. O verdadeiro louvor a Deus consiste em produzir os frutos esperados por Deus, conforme as palavras de Jesus concluindo o Evangelho proclamado: “a glória do Pai é que deis muito fruto” (Jo 15,8).
Na segunda leitura, a 1ª Carta de João resume os frutos que Deus quer de nós: crer em Jesus e amar como Ele nos amou (1Jo3,23). Para permanecer em comunhão com Deus, unidos à videira e aos demais ramos, necessitamos cultivar sempre a fé e o amor, a serem testemunhados não apenas por palavras, mas também por meio de ações.
Os Atos dos Apóstolos, na primeira leitura, nos apresenta o modo concreto como Paulo e Barnabé viveram a fé e o amor cristão. Paulo testemunha a fé em Cristo a partir do encontro com o Ressuscitado, anunciando corajosamente o Evangelho. Barnabé nos dá um belíssimo exemplo de vivência do amor, ao ajudar Saulo a “juntar-se aos discípulos” (At 9,26) e ser aceito pela comunidade de Jerusalém, que o olhava com desconfiança pelo seu passado de perseguidor dos cristãos.É evidente a importância de integrar-se na comunidade para produzir os frutos desejados por Jesus. Hoje, também, necessitamos de comunidades acolhedoras e de irmãos, como Barnabé, que possamtestemunhar o amor cristão, ajudando os que estão fora a participar da vida da Igreja.
O Tempo Pascal representa uma oportunidade especial de crescimento em nossa vida cristã e de reflexão a respeito dos frutos que temos produzido e dos frutos que Deus quer de nós. Jesus Ressuscitado está conosco! Aleluia!
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