Encerrou prazo dado pela Justiça para desocupar área invadida em Ceilândia.
GDF deve se reunir nesta segunda para decidir situação de sem-teto.

Terminou à meia-noite deste domingo (20) o prazo dado pela Justiça para que as famílias que ocupam a região da QRN 01 de Ceilândia, cidade a 26 quilômetros de Brasília, deixem a invasão conhecida como "Novo Pinheirinho". No entanto, lideranças do movimento afirmam que não vão deixar o local e que vão resistir caso a polícia tente invadir o local.
O diretor nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Edson Silva, afirmou que as família não vão aceitar deixar o local. “Ou seja, nós vamos enfrentar a polícia. Vai ter uma resistência por parte das famílias, por parte dos manifestantes. Nós não aceitamos sair do terreno, porque acho que isso não é política habitacional”, afirmou Silva ao Bom Dia DF.
Representantes do governo do Distrito Federal devem se reunir na tarde desta segunda para decidir o futuro das cerca de mil famílias que estão na QRN 01, segundo a assessoria do GDF. De acordo com o porta-voz do GDF, Ugo Braga, não será possível negociar a permanência do grupo no assentamento.
"Não dá pra negociar a permanência deles naquele local. Já discutimos várias outras reivindicações com o grupo, mas esse ponto da permanência é inviável", ressaltou Braga.
A Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) informou que já pode remover os barracos erguidos uma vez que o prazo estabelecido pela Justiça venceu neste domingo, mas ainda espera o fim das negociações entre sem-teto e governo. A pasta ressaltou que não há operações de derrubadas programadas para esta segunda.
O grupo formado por cerca de cinco mil pessoas, segundo as lideranças, está na área há um mês. De acordo com o GDF, o terreno pertence à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e tem tamanho equivalente a 35 lotes de terrenos urbanos. A estimativa dos ocupantes é que haja 500 barracas na invasão.
O grupo formado por cerca de cinco mil pessoas, segundo as lideranças, está na área há um mês. De acordo com o GDF, o terreno pertence à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e tem tamanho equivalente a 35 lotes de terrenos urbanos. A estimativa dos ocupantes é que haja 500 barracas na invasão.
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