MUNDO
Carta da Terra
Texto Revista Missões | Jaime C. Patias | Foto Jaime C. Patias | 16/06/2012 | 17:00
Centenas de «atividades autogestionadas» promovem discussões e fazem propostas de justiça social e ambiental na Cúpula dos Povos no Rio+20. Um dos painéis teve como principal orador o teólogo e escritor Leonardo Boff
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“A humanidade encontra-se num momento crítico da sua história, numa época em que ela deve fazer uma escolha: ou fazer uma aliança global para cuidar da Terra e de uns e dos outros, ou então aceitar a nossa destruição e a destruição da diversidade da vida”, afirmou o teólogo Leonardo Boff. “Parece apocalíptico, mas os vários testemunhos vindos da ciência dão conta de que essa é a situação. Pesa sobre nós uma ameaça de que a grande maioria não se dá conta”.
O teólogo observou ainda que a crise já não é deste ou daquele país ou região, mas é global. Significa que chegou a nossa vez. “A Terra não precisa de nós, ela até vive melhor sem nós. Somos nós que precisamos dela. Estamos numa situação de «guerra total». Aceitamos o homicídio, aceitamos e lamentamos o etnocídio, e agora temos que nos confrontar com o ecocídio (matança dos ecossistemas)”. Eacrscenta: Se não estivermos atentos, “cometeremos um geocídio (matança da vida da Terra)”. Para concluir: “É um fenómeno novo”.
A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento económico equitativo, respeito dos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Iniciativa da ONU, o projeto desenvolveu-se como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000, a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a Carta dos Povos. Leonardo Boff chamar-lhe-ia «Carta da Mãe Terra».
A Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil que se contrapõe a Rio+20, teve início a 15 de junho e estende-se até 23. Concentradas no Aterro do Flamengo, as diversas «Atividades autogestionadas» realizam-se em tendas, promovendo discussões e produzindo propostas que serão reunidas em grupos temáticos nos plenários. Segundo os organizadores, o objetivo é juntar debates para a Assembleia dos Povos, espaço central da Cúpula, onde serão definidas as lutas, ações e práticas para o período após o Rio+20.
Em todos os documentos das Nações Unidas (ONU) sobre questões climáticas ou sobre biodiversidade, os líderes mundiais “nunca se dão conta da gravidade das ameaças que pesam sobre a diversidade da vida”. Segundo Leonardo Boff, “estão mais preocupados em salvar os bancos, as finanças e os juros”. E acrescenta: “Quando se encontram, não se perguntam sobre o futuro da humanidade ou sobre o que fazer para salvar a nossa civilização”. Seriam essas as questões fundamentais que dveriam ser dicutidas. “E não temos muito tempo, pois podemos chegar atrasados. Desta vez não podemos errar, pois não teremos como corrigir o erro”.
O teólogo observou ainda que a crise já não é deste ou daquele país ou região, mas é global. Significa que chegou a nossa vez. “A Terra não precisa de nós, ela até vive melhor sem nós. Somos nós que precisamos dela. Estamos numa situação de «guerra total». Aceitamos o homicídio, aceitamos e lamentamos o etnocídio, e agora temos que nos confrontar com o ecocídio (matança dos ecossistemas)”. Eacrscenta: Se não estivermos atentos, “cometeremos um geocídio (matança da vida da Terra)”. Para concluir: “É um fenómeno novo”.
A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento económico equitativo, respeito dos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Iniciativa da ONU, o projeto desenvolveu-se como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000, a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a Carta dos Povos. Leonardo Boff chamar-lhe-ia «Carta da Mãe Terra».
A Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil que se contrapõe a Rio+20, teve início a 15 de junho e estende-se até 23. Concentradas no Aterro do Flamengo, as diversas «Atividades autogestionadas» realizam-se em tendas, promovendo discussões e produzindo propostas que serão reunidas em grupos temáticos nos plenários. Segundo os organizadores, o objetivo é juntar debates para a Assembleia dos Povos, espaço central da Cúpula, onde serão definidas as lutas, ações e práticas para o período após o Rio+20.
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