Autora publicou, ao longo de dez dias, conto no Twitter da ‘New Yorker’.
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“As pessoas raramente se parecem com o que você espera, mesmo quando você viu fotos delas.” Assim começa “Black Box”, história que a escritora americana Jennifer Egan vem publicando, desde 24 de maio, no Twitter @NYerFiction, mantido pela revista “New Yorker”. Ela escreve um novo trecho por minuto, sempre entre 20h e 21h – e o desfecho será conhecido neste sábado (2). Pelo horário de Brasília, a atividade acontece uma hora mais cedo.
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No texto, ela também afirma que o título, em princípio, era “Lessons Learned”. “A história tinha originalmente quase o dobro do tamanho que tem agora”, explica, para depois contar que levou cerca de um ano para dar ao material sua forma final – “Black Box” ficará, ao todo, com cerca de 8 mil palavras. “Minha esperança era contar uma história cuja forma emergiria das lições que o narrador tirou de cada etapa da ação, e não das descrições da ação.”
É muito por conta desse tipo de intenção que Jennifer Egan, 49, construiu sua reputação como autora – primeiro, em contos e textos jornalísticos; depois, como romancista. “A visita cruel do tempo”, por exemplo, coloca em destaque a escrita virtuosa e a técnica de Egan: ali está um conjunto de narrativas, e de personagens, que vão se cruzando e afastando ao longo de décadas. Não erra quem entende o livro como um coletivo de contos interligados.
Descrito no site da “New Yorker” como “uma história curta sobre uma espiã futurista e sua missão, segundo aquilo que está registrado no diário dela”, “Black Box” tem sido disponibilizado no blog Page-Turner. A íntegra vai estar na edição da revista que sai nesta segunda-feira (4), em número dedicado à ficção científica.
A escritora Jennifer Egan
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