As atividades do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), iniciadas na quinta-feira, 12, foram encerradas neste domingo, 15, com uma celebração Eucarística de envio com participação dos fiéis paroquianos, envolvendo as famílias de Palmas que abriram suas portas para acolher os congressistas em mais de 23 paróquias e em algumas casas religiosas. 12 equipes de serviço contaram com a ajuda de 200 voluntários. A generosidade foi expressa em um dos banners afixados nos pilares da quadra do colégio: "Igreja que acolhe ama, forma e envia em Missão".
Realizado no Colégio Marista, o Congresso foi estruturado em torno do Caminho, do Encontro, da Partilha, e do Compromisso. A programação envolveu os mais de 600 participantes, desafiados por reflexões, testemunhos e partilhas sobre a Missão num mundo secularizado e pluricultural.
Coube a dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-geral da CNBB, proferir a homilia. "No Evangelho ouvimos que Jesus escolheu os 12 e começou a enviá-los dois a dois. Nos 12 alicerces estamos incluídos, nós e toda a Igreja", destacou dom Leonardo. "Jesus começou a chamar e enviar, dois a dois e isso se perpetua nos séculos. É como se Ele desejasse dizer que a Igreja só tem razão de existir porque é uma Igreja anunciadora, uma Igreja da Palavra, uma Igreja capaz de ir testemunhar dois a dois", disse.
Em seguida recordou a temática central do Congresso e pediu para a assembleia repetir o lema: "Como o Pai me enviou, assim eu vos envio" (Jo 20, 21) e o tema: "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II". "Às vezes não sabemos, não entendemos, titubeamos, temos receio, mas Ele, na sua Palavra hoje nos envia. Vamos dizer isso à nossa Infância Missionária, aos adolescentes, aos jovens, às nossas famílias e contar para todas as pastorais que Ele continua nos enviando", conclamou do Leonardo.
Diversos símbolos levados na procissão das oferendas recordaram a Missão: velas com as cores dos cinco continentes, o globo, o terço missionário, entre outros objetos. No início da celebração cada congressista recebeu um punhado de sementes de girassol e a passagem bíblica: "Como o Pai me enviou assim eu vos envio" (Jo 20, 21).
Cantos que expressavam motivos missionários eram entoados pela equipe de animação litúrgica. Após a comunhão, o grupo da Juventude Missionária de Palmas apresentou uma dança de ação de graças, seguido da procissão dos representantes dos 17 regionais da CNBB, juntamente com o globo terrestre, símbolo da missão universal.
Ao final, a motivação levantou os congressistas: "Não estava ardendo o nosso coração como os discípulos de Emaús? Agora somos enviados meu irmão, minha irmã. Enviados em Missão, como semeadores. Todos recebemos sementes somos convidados a colocá-las na palma da mão. Como diz o refrão do canto ‘as sementes que me deste e que não eram para guardar, pus no chão da minha vida e sobre ele frutificar'. Quantas sementes recebemos nestes dias. Sementes não são para serem guardadas e sim semeadas para que frutifiquem no solo sagrado em que somos enviados".
Com isso, veio a bênção de envio em sintonia com o evangelho do dia. "A missão só tem partida, não tem chegada. A missão começa aqui na terra e só termina no céu, se lá não chegar, a culpa é sua", acentuou dom Pedro Brito chamando atenção para a presença de um bebê com apenas 12 dias. A pequena Manuela Cardoso é símbolo da Missão, da vida em continuidade, pois o envio se perpetua nos séculos.
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Fonte: Assessoria de Comunicação do 3ºCMN
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