Bento XVI decide permanecer no palácio, perto da capital italiana, pelo terceiro ano consecutivo
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Cidade do Vaticano, 03 jul 2012 (Ecclesia) – Bento XVI iniciou hoje um período de férias no palácio apostólico de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, onde vai permanecer pelo terceiro ano consecutivo, sem abandonar a capital italiana.
O Papa deixou o Vaticano, em helicóptero, pelas 17h30 italianas (menos uma em Lisboa) e dirigiu depois uma saudação às pessoas que o esperavam no seu destino. "Caros amigos, sinto-me feliz por ter chegado aqui para as minhas férias e desejo-vos a todos um bom descanso", disse, deixando votos de que seja possível uma renovação espiritual e física nessa "pequena cidade rodeada pela beleza da criação". Segundo informação da sala de imprensa da Santa Sé, durante este período as audiências privadas estão suspensas assim como as audiências gerais de quarta-feira, que vão ser retomadas a 1 de agosto, na residência pontifícia de verão. A oração do Angelus, aos domingos e solenidades litúrgicas, também vai ter lugar no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Nos primeiros anos do pontificado, iniciado em 2005, Bento XVI passou algumas semanas de descanso em diversas localidades dos Alpes, mas desde 2010 optou por permanecer em Castel Gandolfo, sem o compromisso de outras viagens. O palácio era carinhosamente designado como ‘Vaticano 2’ por João Paulo II e é maior do que o Estado da Cidade do Vaticano. Os habitantes locais chamam à região onde está inserida a residência os "castelos romanos", por causa das construções que as famílias da nobreza ali levantaram. Cada castelo tem o nome do senhor da fortaleza - no caso da residência pontifícia era a família Gandulfi, natural de Génova. Cerca do ano 1200, os Gandulfi construíram o seu pequeno castelo que, no século seguinte passou para a família Savelli, a qual manteve esta edificação até 1596. Nesse ano, por causa de uma dívida que a família não conseguiu pagar a Clemente VIII (1592-1605), a propriedade passou para o Papa e, em 1640, foi declarada propriedade da Santa Sé. Urbano VIII (1623-1644) decidiu transformar o Castelo na sua residência de verão, adaptando e ampliando a velha fortaleza. Em 1870, com o fim do Estado Pontifício, a residência foi abandonada e esquecida, mas com a assinatura dos Pactos Lateranenses (1929) Castel Gandolfo voltou a ser residência estival dos Papas. Nessa altura foram adquiridos o complexo da Villa Barberini e algumas propriedades vizinhas para dar vida à atual exploração agrícola. As pessoas que ali trabalham durante todo o ano são cerca de 60, entre jardineiros, tratadores de árvores, agricultores, eletricistas e pessoal da manutenção. A página do Estado da Cidade do Vaticano disponibiliza imagens dos jardins do Castel Gandolfo que vão sendo atualizadas ao longo do dia, através de uma webcam. LS/OC Notícia atualizada às 23h59 |

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