MUNDO
Alto Comissariado
Texto Miguel Marujo | Foto Lusa | 03/08/2012 | 09:14
António Guterres lançou um apelo aos países doadores para aumentarem o seu apoio à ajuda aos refugiados malianos. A operação vive desesperadamente com falta de financiamento numa região que luta para conseguir alimentar a sua população
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Na viagem de três dias que o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) fez ao Burkina Faso, António Guterres sublinhou que “agora há 257 mil refugiados do Mali que estão expostos a muito sofrimento e muitas dificuldades”. No acampamento de Damba, onde esteve com a secretária de Estado adjunta para a População, Refugiados e Migração, Anne C. Richard, os dois responsáveis puderam constatar como o Burkina Faso é o maior anfitrião de refugiados malianos, uma vez que acolhe atualmente 107 mil.
“Eles tiveram de atravessar as fronteiras de países muito pobres, sujeitando-se a problemas dramáticos no campo da segurança alimentar, no Níger, Mauritânia e Burkina Faso. Os refugiados malianos têm encontrado muita generosidade nestes países de acolhimento, que partilham com eles tudo o que têm, mas estão ainda à espera de um gesto da comunidade internacional. Nós, as agências de ajuda humanitária, temos feito o nosso melhor para satisfazer as suas necessidades básicas para o cuidado da água, alimentos, saneamento e saúde”, sintetizou Guterres.
Mais de 250 mil pessoas fugiram do Mali nos últimos seis meses, desde que os combates eclodiram entre as forças governamentais e grupos rebeldes tuaregues armados. Além dos refugiados no Burkina Faso, há ainda 96 mil deslocados na Mauritânia e outros 53 mil no Níger. A juntar aos 174 mil civis deslocados dentro do próprio Mali.
“Eles tiveram de atravessar as fronteiras de países muito pobres, sujeitando-se a problemas dramáticos no campo da segurança alimentar, no Níger, Mauritânia e Burkina Faso. Os refugiados malianos têm encontrado muita generosidade nestes países de acolhimento, que partilham com eles tudo o que têm, mas estão ainda à espera de um gesto da comunidade internacional. Nós, as agências de ajuda humanitária, temos feito o nosso melhor para satisfazer as suas necessidades básicas para o cuidado da água, alimentos, saneamento e saúde”, sintetizou Guterres.
Mais de 250 mil pessoas fugiram do Mali nos últimos seis meses, desde que os combates eclodiram entre as forças governamentais e grupos rebeldes tuaregues armados. Além dos refugiados no Burkina Faso, há ainda 96 mil deslocados na Mauritânia e outros 53 mil no Níger. A juntar aos 174 mil civis deslocados dentro do próprio Mali.
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