Organismos da Igreja no Brasil (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB; Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB; e Cáritas Brasileira), enviam mais uma missionária para integrar a comunidade intercongregacional de religiosas, que desde o último terremoto que assolou o Haiti, tem prestado serviço evangélico e missionário, de apoio, presença e compaixão às vitimas da catástrofe.
A Celebração Eucarística de envio de Irmã Maria Goreth Ribeiro dos Santos, missionária da Congregação das Irmãs da Companhia de Santa Teresa de Jesus, aconteceu na noite desta quarta, 29, na capela da sede da CNBB, em Brasília. Participaram deste momento os bispos que se encontram reunidos na capital da República para o Conselho Permanente, presidente, assessores e assessoras da CRB Nacional, leigos e leigas da Companhia de Santa Teresa de Jesus e parentes de Irmã Goreth que vieram de Goiânia para este momento.
"O objetivo é o de ser presença solidária, acolhedora e evangélica no Haiti, inserindo-se conscientemente na reconstrução e na vigilância por condições dignas para a população pobre. Conhecendo a resistência e o potencial deste povo, o Projeto quer ter como primeiros sujeitos ativos os próprios haitianos, com ações continuadas e efetivas junto à população", disse o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da CNBB, dom Sérgio Braschi.
Dom Sérgio, que também presidiu a celebração de envio, ao se referir ao evangelho que tratava do martírio de João Batista fez relação com a missão da Igreja na construção do Reino de Deus. "A morte de João Batista é sinal de vida, é preciso muitas vezes que aconteça a morte, assim como o grão de trigo, para que a espiga de ouro apareça e sejam abundantes os frutos. Foi preciso no dia 12 de janeiro de 2010 aquele terremoto para que a Igreja no mundo inteiro, sobretudo aqui na América Latina despertasse para olhar para este povo que, antes do terremoto, já era o mais pobre, o mais sofrido, o mais esquecido", disse.
Para o bispo, foi a CRB e da CNBB, que, sensíveis àquela realidade, sentiram que precisavam levar o conforto, talvez no primeiro momento sem saber o que haveriam de fazer por aquela gente. "E quem sabe até agora não sabemos bem, mas a criatividade do amor vai fazendo com que as mãos daquela comunidade intercongregacional, daquelas Irmãs, mãos operosas, fantasia do amor, consigam ainda meios, não somente de ajudar, mas socorrer a fome", relatou.
A secretária da Comissão Missionária (CNBB), irmã Dirce Gomes da Silva, falou sobre a importância do envio de mais uma missionária ao Haiti. Estamos enviando mais uma irmã para somar nesta missão tão bonita da Igreja do Brasil: CNBB, CRB Nacional e Cáritas Brasileira, para ajudar o povo do Haiti", sublinhou. Irmã Dirce destacou o profetismo dos Religiosos no meio dos mais sofridos e necessitados. " É a vida consagrada fazendo-se presente no meio dos mais pobres, mais sofridos, comprometida realmente com o projeto de Deus. A Comissão Missionária se alegra com este momento importante da doação e entrega de irmã Goreth como também, com a congregação da Companhia de Santa Teresa de Jesus", concluiu.
"O envio de mais uma religiosa para o Haiti é o sinal visível de que toda a vida religiosa está se sentindo provocada, está respondendo positivamente ao apelo. Para além do envio da Irmã Goreth, tão tocante, tão intensamente missionário, já sabemos o nome das próximas que querem ir. Esse é o significado para a Vida Religiosa do Brasil: a missão é a nossa casa, o nosso lugar de viver, então, ir ou ficar, ir ou preparar-se, ir e ir é só formas diferenciadas de dar a mesma resposta. O Haiti somos nós, o Haiti é o lugar do nosso êxodo, é o lugar da nossa resposta indiferentemente de estarmos fisicamente morando lá ou aqui. O envio da Irmã Goreth é uma grande provocação, um convite a uma adesão muito concreta a este projeto hoje", afirmou a presidente da CRB Nacional, Irmã Márian Ambrosio.
Fonte: www.crbnacional.org.br
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