Conselho Pontifício destaca importância de formar jovens cristãos e muçulmanos para o diálogo inter-religioso
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Cidade do Vaticano, 03 ago 2012 (Ecclesia) – O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso (CPDIR) enviou uma mensagem aos muçulmanos de todo o mundo pelo final do período penitencial do Ramadão, que se conclui no próximo dia 19, apelando à paz e à justiça.
“No mundo atormentado em que vivemos, torna-se cada vez mais urgente a educação dos jovens para a paz”, refere o documento, hoje divulgado pela Rádio Vaticano. O texto tem como título ‘Educar os jovens cristãos e muçulmanos para a justiça e a paz’ e é assinado pelo presidente e secretário do CPDIR, o cardeal Jean-Louis Tauran e o arcebispo Pier Luigi Celata, respetivamente. A mensagem assinala que a justiça e a paz “são inseparáveis da verdade e da liberdade”. “A justiça é determinada, antes de mais, pela identidade da pessoa humana, considerada na sua integridade; a justiça não pode ser reduzida à sua dimensão comutativa e distributiva”, pode ler-se. Para os crentes, prossegue a mensagem, “a justiça autêntica vivida na amizade com Deus aprofunda as relações consigo mesmo, com os outros e com toda a criação”. O CPDIR destaca ainda que “a verdadeira natureza da paz” não se limita à ausência da guerra, nem ao equilíbrio de forças, mas “é fruto da justiça e um efeito da caridade”. “É importante que os crentes sejam sempre ativos no seio das comunidades das quais são membros, praticando a compaixão, a solidariedade, a colaboração e a fraternidade”, refere a Santa Sé. Falando aos “caros amigos muçulmanos”, os responsáveis do CPDIR destacam a importância de que se reveste a observância do Ramadão. “Alegramo-nos convosco por este tempo privilegiado que vos permitiu, mediante o jejum e outras práticas de piedade, aprofundar a obediência a Deus, um valor que também nos é muito caro”, refere a mensagem. O texto conclui-se com um desafio jovens muçulmanos e cristãos, chamados “a cultivar sempre a verdade e a liberdade para serem autênticos arautos da justiça e da paz e construtores de uma cultura que respeite os direitos e a dignidade de cada cidadão”. OC |

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