«O crente em tempo de crise é chamado a ser um resistente». É exigida uma «ação responsável dos crentes que sabem dar o nome às obras dos malvados e opor-lhes resistência». O tempo de «hoje» pode ser transformado num «tesouro» para «viver de modo evangélico o momento no qual a maldade impera». Exige que os cristãos saibam «vigiar, estar atentos, lúcidos, críticos». Os tempos de crise são propícios para viver, «manifestando a diferença cristã». Exige dos cristãos que sejam «responsáveis pela caridade e pela justiça hoje».
O conferencista italiano remeteu os ouvintes para a necessidade de mudar de mentalidade. Trata-se de «ver a realidade com olhos novos». Não basta «dar voz a quem não tem voz». É necessário «dar visibilidade a quem é invisível». O próximo só «existe quando aceito vê-lo e encontrá-lo; torno-me próximo quando aceito ver o outro na sua necessidade, ou melhor, na sua unicidade». Tal como na parábola do Evangelho, «o homem ferido atinge profundamente o samaritano, que se torna próximo da sua dor». Hoje mais do que nunca é urgente «aprender a gramática do humano».
Fátima Missionária
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