FÁTIMA
Conferência Episcopal
Crise: portugueses «precisam de respirar»
Texto Francisco Pedro | Foto Ana Paula | 15/11/2012 | 16:33
Manuel Clemente, bispo do Porto
O bispo do Porto disse esta quinta-feira, em Fátima, que os portugueses têm capacidade para superar as dificuldades económicas que o país atravessa, desde que sejam esclarecidos, mobilizados e poupados a mais austeridade
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«Não apertem demais que nós precisamos de respirar». Esta seria uma das frases que o bispo do Porto, Manuel Clemente, diria aos representantes da troika, caso fosse chamado a dar a sua opinião sobre as medidas de austeridade que têm vindo a ser aplicadas em Portugal. No final da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima, o prelado afirmou que seria importante os responsáveis da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional ouvirem «todas as forças culturais e sociais» para ficarem com uma ideia mais plural da realidade portuguesa.
Para o vice-presidente da CEP, bastava que as instituições de solidariedade social - «que estão no terreno e têm conhecimento prático das situações» - fossem chamadas a partilhar o seu conhecimento, para que «quem nos fiscaliza» ficasse «com uma ideia mais precisa do que é o país». «Se eu fosse chamado, diria que somos um povo muito capaz de responder aos desafios, que temos quase mil anos de comprovação disso mesmo e que se formos mobilizados e esclarecidos, responderemos», adiantou o bispo.
Reagindo aos confrontos entre manifestantes e polícia, registados na quarta-feira em frente à Assembleia da República, em Lisboa, Manuel Clemente disse compreender e aceitar o exercício da greve, mas condenou os atos de violência. «A violência é sempre perdedora e enfraquece as causas. E é uma grande injustiça no que respeita aos estragos em equipamentos públicos e particulares», afirmou.
Para o vice-presidente da CEP, bastava que as instituições de solidariedade social - «que estão no terreno e têm conhecimento prático das situações» - fossem chamadas a partilhar o seu conhecimento, para que «quem nos fiscaliza» ficasse «com uma ideia mais precisa do que é o país». «Se eu fosse chamado, diria que somos um povo muito capaz de responder aos desafios, que temos quase mil anos de comprovação disso mesmo e que se formos mobilizados e esclarecidos, responderemos», adiantou o bispo.
Reagindo aos confrontos entre manifestantes e polícia, registados na quarta-feira em frente à Assembleia da República, em Lisboa, Manuel Clemente disse compreender e aceitar o exercício da greve, mas condenou os atos de violência. «A violência é sempre perdedora e enfraquece as causas. E é uma grande injustiça no que respeita aos estragos em equipamentos públicos e particulares», afirmou.
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