A história de Malaika cruza-se com os conflitos violentos que se vivem no Quénia por causa dos confrontos tribais relacionados com o controlo dos pastos e da água. Em agosto, a aldeia onde a menina vivia com a família foi atacada por um grupo de homens armados, da tribo Pokomo. Cinquenta e duas pessoas morreram, a maioria mulheres e crianças, e muitas ficaram feridas. Malaika foi uma delas.
Baleada na cabeça e golpeada numa mão e na coxa, a menina ficou em estado grave e passou por um longo período de convalescença. Quando recebeu alta, foi acolhida, com a família, em casa de uma missionária ligada à Organização Não Governamental (ONG) Portas Abertas. Como as dores de cabeça persistiam, a religiosa levou a criança ao hospital para nova avaliação médica. O diagnóstico recomendava uma nova operação urgente. Mas a lista de espera só tinha vagas para 15 dias depois, na melhor das hipóteses.
A religiosa não revelou como, mas o certo é que, na mesma noite dos exames, Malaika recebeu instruções de um enfermeiro para que não comesse nada. E na manhã seguinte foi submetida a intervenção cirúrgica ao cérebro, para remover um quisto provocado pelo atravessamento da bala. A operação foi um sucesso, a menina recuperou e a sua história de sobrevivência fez com que muitos muçulmanos passassem a procurar os missionários cristãos, incluindo o avô da criança, que se converteu à religião cristã.
Fátima Missionária
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