Segundo o dirigente, o representante do governo no setor de Fulacunda, até está do lado dos jovens que estão contra os madeireiros chineses, mas diz que não pode fazer nada para parar o abate das árvores «porque a ordem vem de Bissau». No final do ano passado, os membros da associação passaram das ameaças aos atos, parando, à força, os madeireiros, mas estes, dias depois voltaram a cortar árvores mediante uma nova autorização passada pelo governo central.
«É mesmo para chorar. Dói o que se vê por aqui. Os chineses estão a dar cabo da nossa floresta. O problema é que até têm documentos passados pelo governo central e contra isso não se pode fazer nada», sublinhou Mané, acrescentando que a floresta que queriam classificada como comunitária e protegida, «já está completamente destruída». Se a devastação continuar, pode gerar-se «um conflito perigoso com a população", avisou o responsável da associação de jovens de Fulacunda.
Fátima Missionária
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