01/02/2013

Clássico em nova versão

Novo longa de Tom Hooper, "Os Miseráveis" chega hoje aos cinemas nacionais. Com ousadia, o diretor retrata o clássico de Victor Hugo em um musical emocionante
Após o sucesso de "O Discurso do Rei", era difícil esperar menos de Tom Hooper. Ao levar o aclamado musical da Broadway "Os Miseráveis" - adaptação da obra do francês Victor Hugo - às telonas, o diretor investe, sem preconceito, nesse gênero cinematográfico e ganha o reconhecimento da crítica, faturando três Globos de Ouro e nada menos do que oito indicações ao Oscar.

"Os Miseráveis" é uma das apostas do Oscar 2013, sendo indicado em oito categorias

Em "Os miseráveis", os playbacks foram dispensados. Ao invés de gravar as canções em estúdio separadamente, o elenco, encabeçado pelo trio Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway e que conta ainda com Amanda Seyfried, Eddie Redmayne, Aaron Tveit, Samantha Barks, Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen, cantou ao vivo durante as filmagens, enquanto atuavam em cenas dramáticas vividas por seus personagens.

No filme, inteiramente cantado, não há a busca pela perfeição da voz, mas pela interpretação das canções clássicas que incluem "I Dreamed a Dream", "Bring Him Home", "One Day More" e "On My Own". Portanto, não faltaram vozes embargadas, como bem se vê em um dos momentos mais emocionantes do longa, quando Anne Hathaway canta "I Dreamed a Drem" enquanto tem seus cabelos cruelmente cortados.

A trama

Permanece fiel à obra literária, uma saga de sonhos desfeitos, amor não correspondido, paixão, sacrifício e redenção na França do século XIX. O protagonista é Jean Valjean (Hugh Jackman), ex criminoso preso por roubar pão que, ao receber ajuda de um velho, ascende e se torna empresário e prefeito de uma pequena cidade francesa.

Embora tenha passado 19 anos fazendo trabalhos forçados, Valjean havia quebrado a condicional e assumido outra identidade, o que fez com que continuasse perseguido pelo destemido policial Javert (Russell Crowe).

Já Fantine (Anne Hathaway) é uma operária da fábrica de Valjean despedida por ser mãe solteira. Para manter a filha na casa de um casal interpretado por Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter (personagens que rendem as cenas cômicas do longa), ela vira prostituta e chega a vender os próprios cabelos e dentes.

Gravemente doente, Fantine é ajudada por Valjean, que promete cuidar de sua filha Cosette (Amanda Seyfried). Porém, o prefeito é descoberto por Javert e tem de iniciar uma nova fuga, agora ao lado da menina, que no futuro irá se envolver com um jovem rebelde (Eddie Redmayne) em meio à ebulição social causada pela Revolução Francesa. Esse fato pode, mais uma vez, expôr a família à perseguição incansável da polícia.

Drama

Embora alguns críticos aleguem excesso de drama em "Os Miseráveis", seria praticamente impossível retratá-lo de outra forma, uma vez que se trata de um filme cujos personagens sofrem em um mundo permeado pela pobreza, a injustiça e a exclusão.

Belas músicas, cenários e figurinos grandiosamente reproduzidos e atuações emocionantes contribuem para o impacto que o filme causa no público. Talvez por isso, é considerado uma das melhores experiências musicais cinematográficas de todos os tempos.

A trilha musical do filme está entre as mais tocadas no ranking da Bilboard

ANAMÉLIA SAMPAIOREPÓRTER 
Diário do Nordeste

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