Adital
O assassinato do líder oposicionista, Chokri Belaid, ocorrido anteontem, em Tunis, provocou reações de organizações integrantes do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial (FSM), que reforçou mobilização para edição mundial em março na Tunísia, como um momento de apoio à luta pela democratização do país.
A notícia chegou à lista do Conselho Internacional do FSM assim que o assassinato de Chokri Belaid foi transmitido pela Rede Al Jazeera, na quarta-feira. Morto com dois tiros, caiu na Tunísia uma das mais ativas vozes no país contra a influência religiosa sobre o Estado, e em defesa dos direitos civis e humanos no país.
Líder dos Patriotas Democráticos e integrante da Frente Popular dos partidos de esquerda, Belaid vinha acusando os islamistas radicais pelos recentes ataques contra a oposição. No sábado anterior ao assassinato, uma reunião do PPD foi alvo de apedrejamento.
Em um pronunciamento à TV, no dia de sua morte, Belaid alertou que: "a violência é uma linha vermelha que ninguém deve passar. Claro que é possível desencadeá-la, mas depois não será possível controlá-la", disse.
Afirmar a solidariedade
A menos de dois meses para a realização de seu encontro internacional em Tunis, para onde se mobilizam caravanas regionais e delegações de diversos países do mundo, os membros do Conselho Internacional do FSM começaram e enviar mensagens de solidariedade e a demonstrar uma opinião que já ganhou consenso na instância política.
A edição 2013 do FSM deve ser reafirmada no país, e as mobilizações rumo à Tunisia reforçadas, para expressar solidariedade ao processo de democratização desencadeada pela Primavera Árabe. O crime é tido como tentativa de amedrontar a população, e o FSM pode ajudar a fortalecer a resistência.
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