MUNDO
Rio de Janeiro, Brasil
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 03/02/2013 | 07:49
As comunidades indígenas sempre se manifestaram contra a destruição do imóvel
O edifício que serviu de sede ao Museu do Índio, no Rio de Janeiro, Brasil, estava condenado à destruição, por causa das obras no estádio do Maracanã, com vista ao mundial de futebol de 2014. Os índios resistiram e conseguiram evitar a demolição
IMAGEM
O governador decidiu, está decidido. O histórico edifício construído em 1850, que serviu de sede ao Museu do Índio, no Rio de Janeiro, no Brasil, já não vai ser demolido como estava previsto no projeto de modernização do estádio do Maracanã, um dos palcos do próximo mundial de futebol, em 2014. É uma vitória para as comunidades indígenas que sempre se manifestaram contra a destruição do imóvel.
O caso suscitou uma acesa polémica na sociedade brasileira, não apenas pelo valor histórico e arquitetónico do edifício, mas sobretudo pela intervenção das organizações de defesa dos direitos indígenas que lutaram desde o início contra a demolição, recordando que o prédio era ocupado por indígenas de diferentes grupos étnicos, o que lhe conferia um carácter de referência simbólica e cultural para todas as comunidades autóctones do país.
«A ocupação ocorreu depois de uns 40 anos de abandono do edifício por parte do governo. À sua volta foram levantadas pequenas casas em barro, jardins e pomares. Também se realizaram ali atividades de promoção da cultura indígena, criaram-se mercados de artesanato e o espaço começou a servir de ponto de encontro para os indígenas que estavam de passagem pela cidade», recordou a Associação Brasileira de Antropologia. Depois do anúncio da intenção de demolição, os índios reforçaram a ocupação do edifício, resistindo às tentativas de despejo por parte da polícia.
Agora, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, optou finalmente por preservar o imóvel, pedindo no entanto aos indígenas que o abandonem, sem especificar o fim que pretende dar à casa. «Não se pode realizar um importante evento desportivo à custa do enterramento da memória nacional, expressa neste caso pelos povos indígenas que foram dizimados ao longos de 513 anos, desde a descoberta do Brasil», criticou Domingos Dutra, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados.
O caso suscitou uma acesa polémica na sociedade brasileira, não apenas pelo valor histórico e arquitetónico do edifício, mas sobretudo pela intervenção das organizações de defesa dos direitos indígenas que lutaram desde o início contra a demolição, recordando que o prédio era ocupado por indígenas de diferentes grupos étnicos, o que lhe conferia um carácter de referência simbólica e cultural para todas as comunidades autóctones do país.
«A ocupação ocorreu depois de uns 40 anos de abandono do edifício por parte do governo. À sua volta foram levantadas pequenas casas em barro, jardins e pomares. Também se realizaram ali atividades de promoção da cultura indígena, criaram-se mercados de artesanato e o espaço começou a servir de ponto de encontro para os indígenas que estavam de passagem pela cidade», recordou a Associação Brasileira de Antropologia. Depois do anúncio da intenção de demolição, os índios reforçaram a ocupação do edifício, resistindo às tentativas de despejo por parte da polícia.
Agora, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, optou finalmente por preservar o imóvel, pedindo no entanto aos indígenas que o abandonem, sem especificar o fim que pretende dar à casa. «Não se pode realizar um importante evento desportivo à custa do enterramento da memória nacional, expressa neste caso pelos povos indígenas que foram dizimados ao longos de 513 anos, desde a descoberta do Brasil», criticou Domingos Dutra, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados.
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