Tatiana Félix
Jornalista da Adital
Adital
O Observatório de direitos de crianças e jovens da Casa Alianza publicou seu Informe mensal da situação de direitos de meninos, meninas e jovens de Honduras, referente ao mês de dezembro de 2012. Com três capítulos, o relatório analisou os últimos acontecimentos envolvendo os direitos de crianças e jovens nas áreas de educação, saúde, violência e segurança, mortes violentas e boas práticas na proteção da infância e juventude.
Através das análises, o Observatório da Casa Alianza constatou que o ano de 2012 encerrou ainda registrando conflitos na área da educação e demonstrando que o governo precisa investir mais no setor. Prova disso é que, de acordo com a vice-ministra de educação, Elia del Cid, 95%, dos 20 mil centros educativos do país, pedem melhorias na infraestrutura. No geral, em 2012 as escolas hondurenhas não completaram os 200 dias de aulas e os/as professores/as reclamaram seus direitos salariais.
Outro ponto importante foi o fim do programa "Matrícula Grátis”. "Isso significa que a partir de 2013 os pais e mães de família deverão pagar a matriculo por seus filhos e filhas nos centros educativos públicos”, registra o informe.
Por outro lado, também foram registrados resultados positivos na educação com o Sistema de Aprendizagem Tutorial, que continua formando crianças em comunidades rurais de 12 departamentos do país, e com o lançamento do programa regional "Educação Intercultural do Povo Maya Chortí”, na comunidade Carrizalón, que tem o objetivo promover o ensino nos idiomas Chortí e espanhol.
Na área da saúde verificou-se a redução dos índices de malária e dengue em grande parte do país. No entanto, os casos de pneumonia e problemas gastrointestinais em crianças cresceram em 2012. Em relação às infecções pelo vírus HIV, o relatório afirma que, de acordo com a ONU, cerca de 2.180 crianças e jovens de até 19 anos estejam infectados pelo vírus HIV em Honduras. O país é o segundo na América Central na prevalência do vírus, sendo superado apenas por Belize.
De acordo com o Centro de Atenção ao Migrante Retornado (CAMR) o número de hondurenhos/as deportados dos Estados Unidos poderia alcançar os 32.500, 10 mil a mais que 2011. Muitos desses migrantes são crianças e jovens não acompanhados.
Sobre os atos violentos, o informe registra que 746 pessoas foram mortas violentamente no país, incluindo crianças e jovens de até 19 anos, segundo o Observatório da Violência da Universidade Autônoma de Honduras (UNAH). Outro problema foram os feminicídios, já que foram registrados mais de 480 assassinatos de mulheres, a maioria entre 15 e 29 anos de idade. A previsão é que Honduras tenha fechado 2012 com uma taxa de 86 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Para mais informações acesse: http://www.casa-alianza.org.hn ou escreva para observatorio@casa-alianza.org.hn
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